19 de novembro de 2010

Os decretos eternos de Deus e a doutrina da eleição

Não seria presunçoso pensar que o homem pode discutir os Decretos Eternos de Deus? Assim, não seria a tentativa de formular uma doutrina da Predestinação algo a ser condenado sem hesitação, mesmo tê-la iniciado?

A própria história da doutrina da Predestinação ensina-nos que com a questão dos Decretos Divinos adentramos a zona de perigo, na qual a fé pode sofrer severos danos e onde o pensamento teológico facilmente pode se perder no erro desastroso. Contudo, a tentativa não pode ser renunciada, não porque o testemunho da revelação nas Escrituras chama nossa atenção para isto, convida-nos à consideração teológica.

Quando Deus se revela, revela a eternidade: A Origem eterna e o Fim eterno, aquilo que “era” antes de toda história, e aquilo que será por trás, ou depois, de toda história, esta dupla eternidade, entre a qual se apóia nossa existência histórica terrena como uma ponte suspensa entre dois pilares, sustentada por elas como um balanço no ar sobre o abismo do Nada.

Jesus Cristo veio a fim de revelar esta eternidade, e para integrar nossa vida na dimensão desta dupla eternidade, para que nossa vida não se perdesse do nada. À parte deste fundamento na eternidade e deste alvo na eternidade, toda história da humanidade é um mero nada. Sem este firme fundamento em nossa Origem eterna, e sem o firme alvo na eternidade no fim dos tempos, o homem literalmente vive “por um dia”. Sua vida termina sobre a superfície do finito.

Não é apenas a fé cristã que coloca a vida humana – e a vida como um todo – na dimensão da eternidade. Isto também ocorre nas religiões não-cristãs. Mesmo a filosofia de Platão ensina que o homem busca e encontra sentido na eternidade. Onde a eternidade é concebida a partir do limite humano, não há evento decisivo, nem evento algum que nos une à eternidade, há meramente idéias que concebem o infinito, a verdade eterna, e em assim fazendo coloca em contraste o Infinito e o Eterno, como verdadeiro Ser, com aquilo que é simplesmente temporal e transitório. Eventos temporais com a qualidade de um “tempo de decisão” só existem onde a própria eternidade entrou no tempo, onde o Logos que se fez Homem se perde no temporal, sua origem e seu fim eterno, e faz disto o objetivo de sua decisão de fé. Só através desta revelação da eternidade nossa própria história adquire uma participação na eternidade.

Na revelação cristã da eternidade, porém, meus olhos estão abertos para perceber a verdade que Deus, Meu Senhor, me observa desde toda a eternidade, com olhar fixo do amor eterno, e, portanto, essa minha existência e vida pessoal individual agora recebem um sentido eterno. O chamado a mim dirigido por meio de Jesus Cristo desde a eternidade de Deus para a comunhão eterna com Ele – este é o Evangelho de Jesus Cristo. Como, então, não podemos não ver que esta mensagem da eleição é a mesma tal como as boas novas de “filiação” e do Reino de Deus?

Quão terrível e paralisante é todo discurso sobre Predestinação, sobre um decreto de Deus, pelo qual tudo que está para acontecer já foi estabelecido desde toda a eternidade.

Se tudo está predestinado pelo decreto Divino, como poderia qualquer corte de apelação ser responsável por este acontecimento senão Aquele que a tivesse predeterminado. Se tudo está predeterminado, o mal bem como o bem, a impiedade bem como a fé, o inferno bem como o céu, “ser perdido” bem como “ser salvo”, se é predeterminado, pelos decretos eternos de Deus, que não apenas o destino temporal, mas também o eterno, dos homens está determinado desigualmente, de maneira que alguns desde a eternidade, estão destinados à morte eterna e outros a vida eterna – é possível chamar o One que promulgou este decretum horrible de Pai amoroso de todos os homens? Se este decreto oculto de Deus está por trás da revelação de Jesus Cristo, que significado teria o chamado da fé, ao arrependimento, e a confiança agradecida? Esta doutrina não ameaça todo sentido da mensagem do amor de Deus, e a seriedade da decisão da fé?

Teólogos Reformados freqüentemente fazem uma distinção entre um decreto da Criação e um decreto da Eleição. O mundo existe porque Deus o deseja. O mundo é como é porque Deus o quer assim. Por isso é a expressão, a manifestação, a revelação, de Seu pensamento e vontade. Porque o pensamento, o pensamento de Deus, a sabedoria de Deus, está em sua fundação, nele existe uma ordem que pode ser claramente percebida. Eis o porquê é acessível ao conhecimento, por que tem um aspecto racional lógico. Para usar a linguagem dos antigos, é “compreensível a razão”. Mas porque foi criado pela livre vontade do Deus é “contingente”, não necessário. A idéia da contingentia mundi só veio a ser objeto para a filosofia através do Cristianismo.

Esta é a primeira grande diferença entre a teoria grega do cosmos e a doutrina cristã da Criação. Para o pensador filosófico grego o Cosmos não é apenas acessível à razão mas é racional, porque não foi criado por meio da vontade de Deus, mas porque procede, com infinita necessidade, do Logos Eterno.

A segunda diferença fundamental entre a idéia do Cosmos e a idéia da Criação está associada a uma idéia que à primeira vista parece ser um elemento comum para ambas: o Logos. O Cosmos está permeado pelo Logos, surge o Logos. Este Logos é o último, a pressuposição fundamental do pensamento. É o princípio necessário do pensamento necessário, por isso é o firme apoio para o todo da filosofia. Mas a idéia bíblica da Criação está baseada sobre um Logos diferente, sobre aquela Palavra que “estava no princípio”, sem a qual nada foi criado, e é idêntica com o Filho de Deus.

Nesta relação a verdade que já vimos adquire nova significância, que o mundo, é verdade, foi criado através do Filho, mas não pelo Filho, que foi criado nele e para Ele, mas Ele mesmo jamais é chamado de Criador. Agradou a Deus criar o mundo no Filho, por meio do filho, e para o filho.

A criação do mundo está associada ao decreto da Eleição pelo fato de que o mediador de ambos é o Filho, o Filho a quem Deus “amou antes da fundação do mundo”. Ele é o Filho-Logos, que, como o Encarnado, dá-nos tanto conhecimento da Eleição como o conhecimento de que o mundo foi criado pelo Filho, no Filho e para o Filho. A Criação está subordinada à Eleição, não está coordenada com ela nem superordenada acima dela. O caminho da verdade procede da revelação histórica à Eleição eterna, e só através dessa à Criação. Isto é de importância decisiva para a compreensão da própria Eleição.

A primeira verdade que a doutrina da eleição contém não é a eleição geral, um i”decretum generale”, como a fórmula dos teólogos está expressa em palavras – dubiamente – o qual é então seguido pelo “decretum speciale” da Eleição pessoal. Na bíblia, mais enfaticamente, este não é o sentido no qual a Eleição é mencionada. Pois, esta ordem de idéias está fundamentada na idéia errada da fé. No Novo Testamento fé não está direcionada a algo geral, mas a algo pessoal. Fé é o encontro entre eu, enquanto indivíduo, e Jesus Cristo; não é uma declaração geral, numa doutrina. O indivíduo é por Ele “resgatado do poder das trevas”, da ira de Deus, e é elevado ao plano da filiação, penetrando no background da eternidade; experimenta e ouve a palavra da Eleição eterna. O ser humano enquanto o “indivíduo que é chamado” possui sua relação direta com o Deus que “elege”, e com Sua vontade, da qual procede tudo mais. A verdade da Eleição não é o resultado de uma dedução de uma declaração geral; a fé é, e permanece – mesmo onde seu conteúdo seja a eleição eterna – uma relação direta, imediata, que é o exato oposto de uma teoria geral.

A fé possui este caráter por causa da sua origem. Só isto é o ponto de partida, para isto tudo deve ser submetido, se - em contraste com aquilo que os teólogos chamam de “predestinação” - queremos compreender o que a Bíblia pretende por Eleição.

A Eleição acontece por meio do fato de que o amor de Deus adentra a maldição que a humanidade pecadora trouxe sobre si. Na Cruz de Cristo esse “não obstante” do Amor Divino acontece, de modo que não é o pecador que é aniquilado, mas a maldição do pecado que separa o homem de Deus.

O Novo Testamento não contém um traço daquele todo complexo de problemas associados com a doutrina da Predestinação, lidando especialmente com a liberdade moral e com a responsabilidade. Assim os problemas tormentosos e insolúveis levantados por uma crença errônea – Predestinação – por exemplo, como podem co-existir pré-ordenação e liberdade, Predestinação e responsabilidade? - não só não constitui qualquer problema para o Novo Testamento, mas são considerados como verdades que são unidas natural e inseparavelmente.

Outra má compreensão sobre a doutrina da Eleição que deve ser abordada é sobre a questão: Quem elege e quem é eleito? Todas as vezes a resposta é Jesus Cristo.

Contudo, não podemos aceitar esta visão: que o Sujeito da Eleição Eterna é Jesus Cristo. Onde o Novo Testamento fala da eleição eterna do fiel em Jesus Cristo, o Sujeito da Eleição é somente, e sem exceção, Deus. Jesus Cristo é o Mediador da Eleição, como Ele é mediador da Criação. Nele, através Dele, mas não por Ele somos eleitos. Onde o Filho está, há eleição; mas onde o Filho não está não há eleição. Mas, o Filho só está presente onde há fé, por isso no Novo Testamento os “eleitos”, e apenas eles, são aqueles que crêem. Por causa só a fé é decisão na qual o prêmio é a salvação ou a ruína.

Casualidade - Existem alguns reformadores que entendem o homem como um mero objeto da Graça, e assim a fé simplesmente como obra da Graça divina. A relação pessoal entre Deus e o Homem se tornou uma relação casual: Deus a causa, a fé o efeito. O postulado foi declarado: Aquilo que conhecemos como fé é apenas o efeito da graça divina como causa, sem requerer qualquer adicional, quer a aplicação da idéia causal para a relação pessoal entre “Palavras de Deus e Fé” seja qualquer maneira permissível ou possível.

Esta visão errada da fé, porém, também afetou o entendimento da Eleição. Eleição, então, veio a ser “determinação”. Através da eleição eterna o homem está determinado, sua sorte foi fixada.

O Conceito de Eternidade – Tão devastador em seu efeito como a introdução da idéia da casualidade foi a introdução de uma idéia errada da Eternidade. A Eleição eterna foi entendida teoricamente como o veredicto de Deus pronunciado antes de todas as épocas, e em assim fazendo foi igualmente arrancado da esfera da relação pessoal.

A compreensão bíblica do Tempo está intimamente ligada à compreensão do pessoal. Portanto, é radicalmente diferente do conceito físico e metafísico do Tempo. Por isso, na verdade, Tempo não é simplesmente contrastado com Eternidade; tem em si mesmo uma parte na Eternidade.

Assim, a Eleição eterna é algo totalmente diferente de uma decisão que foi feita sobre nós, há muito tempo. A Eleição eterna é antes aquela que Jesus Cristo torna “Evento” no Templo. A Eleição eterna significa que a Palavra do Amor de deus que agora me alcança em Jesus Cristo, alcança-me fora da Eternidade, que decorre “antes” da minha existência, e minha decisão, como aquilo que a torna possível.

Outra má compreensão que deve ser descartada, é a doutrina de uma “dupla Predestinação”. Junto com a idéia de Eleição, nasceu ali, antes de tudo, a visão de que Aquele que elege distingue certos indivíduos de um dado número, e assim alcançamos a idéia de “seleção”. Mas esta idéia de seleção não deveria ser entendida pretender que Deus deseja estar assim restrito, ao receptador de Sua graça e Sua escolha. O “escolhido” é simplesmente o substrato da liberdade divina.

Com o passar do tempo, esta identidade do “ser eleito” e “fé”, que é óbvia no Novo Testamento, não foi entendida. Quando “fé” e “eleição” foram separadas da esfera “pessoal”; quando “fé” teve que vir a significar declaração doutrinária teórica, desde que fé não mais foi entendida como um encontro “Eu-Tu”, mas como “verdade” na terceira pessoa, esta correlação de eleição e fé foi quebrada, a conditionalis divinus que ela contém foi ignorada, e como substituto ali foi postulado um Numerus teórico. Foi neste ponto que a doutrina manifestou que “alguns” são eleitos desde toda a eternidade, e “outros” não.

O problema da dupla predestinação

Durante séculos esta doutrina tem sido considerada como doutrina típica das Igrejas Reformadas, não apenas em contraste com a Igreja Católica, mas também àquela das Igrejas Luteranas. Isso estimulou as pessoas a não devotar muita atenção ao tema Predestinação, que foi impropriamente equiparada com o verdadeiro âmago de sua fé religiosa, a saber, a doutrina da Eleição. Como os pais das igrejas reformadas se conduziram para ensinar essa terrível teoria teológica em nome do Evangelho bíblico?

A doutrina da Predestinação de Zwingli é apresentada principalmente em seu grande sermão, De Providentia, pregado em Marburg. Seu ponto de partida mostra que aqui estamos lidando com filosofia especulativa, e não com teologia cristã. Este ponto de partida, do qual tudo que segue é desenvolvido, é a idéia de Deus como o “Summum bonum”. Esta idéia não pertence à concepção de Deus e à revelação, mas àquela da especulação platônica. Aqui tem-se uma concepção Neo-Platônica do Ser Absoluto.
Com essa doutrina especulativa do Absoluto, combina-se um conceito platônico do Mal, que deriva o mal da esfera mais baixa do sentido.
Depois disso a doutrina da Predestinação se desenvolve inteira e completamente, como foi inevitável, fora da doutrina de Deus como a causa de tudo que acontece. Assim, tudo passa a ser derivado da pan-casualidade de Deus. Se Deus é a Causa do pecado, e da condenação que isto incorre, então muito mais Ele é a causa do Bem, e da salvação, para a vida eterna. Então, segundo Zwingli, tudo é obra de Deus somente.
Isto nada tem a ver com a teologia cristã, mas é uma metafísica racional, parcialmente Estóica em seu caráter, e parcialmente Neo-Platônica.
A doutrina de Calvino sobre a Predestinação é totalmente diferente, tanto em seu caráter como em sua origem. Essa doutrina tem como ponto central a Eleição em Jesus Cristo, onde só a Graça de Jesus Cristo leva à idéia da livre Eleição Divina.
Calvino também teve influência de seu líder eclesiástico, Agostinho,único grande mestre da Igreja Antiga que deu ensino bíblico digno de confiança sobre o tema Pecado e da Graça, isto é, que se ocupou com o principal problema da teologia reformada. Ele, também, foi o primeiro a combinar esta doutrina da graça com aquela da dupla Predestinação.
Resultado deste estudo: A bíblia não contém a doutrina da dupla Predestinação, embora uns poucos textos isolados[1] parecem concluí-la. A bíblia ensina que toda salvação está baseada sobre a Eleição eterna de Deus em Jesus Cristo, e que esta Eleição eterna advém total e inteiramente da soberana liberdade de Deus. Mas onde quer que isso aconteça, não há menção de um decreto de rejeição. A bíblia ensina que ao lado do eleito há aqueles que não são eleitos, que são “reprovados”, e na verdade que aqueles são a minoria e estes a maioria.
A doutrina do duplo decreto não só não está apoiada pela evidência da Escritura, como também é impossível equipara-la com a mensagem bíblica. Conduz a uma compreensão de Deus e do homem que é contrária àquela contida na revelação. Leva a conseqüências que estão em absoluta e direta oposição às declarações centrais da bíblia. Essencialmente, é impossível considerar a vontade que concebe este duplo decreto com a mesma vontade que está representada como Ágape no Novo Testamento. Todo os argumentos de Calvino contra essas objeções chegam ao mesmo ponto no fim: estes dois conceitos devem ser conservados junto no pensamento, porque ambos são declarados na Palavra de Deus. Deus é amor, essa é a clara mensagem da bíblica. Deus concebeu o duplo decreto, esta é – de acordo com a opinião errada de Calvino – igualmente clara, a mensagem bíblica. Assim, alguém deve identificar o Deus do duplo decreto com o Deus que é Amor.
As conseqüências da doutrina da Predestinação são tão desastrosas para a compreensão do homem como são para a idéia de Deus. Predestinação no sentido de “duplo decreto” é o mais desapiedado determinismo que pode ser imaginado. Antes de ter existido qualquer coisa no mundo, antes de ter existido algo como o tempo, causas, coisas, e criaturas, já foi fixado, não apenas que existiria estes dois tipos de seres humanos, pecadores que estariam perdidos e pecadores que estariam salvos, mas também que cada ser humano que Deus criará, a qual de ambos os grupos pertence.
Finalmente, as conseqüências para a soteriologia não são menos sinistras. Se esta doutrina é verdadeira, o que se usa para pregar o Evangelho e chamar homens ao arrependimento? Aquele que está indo para ser salvo será salvo de qualquer modo, e aquele que está condenado à destruição de qualquer modo está perdido. O convite à decisão que toda pregação contém é meramente um artifício, porque a decisão é uma ilusão. Todas as conseqüências absolutamente devastadoras da doutrina da Predestinação para a Fé Cristã e para a atividade na Igreja devem, temos a sensação, ter sido indistintivamente sentida por Calvino e por outros teólogos que abraçaram estas visões, mas eles não admitirão que os importunem.
Mas, a doutrina da dupla Predestinação não é o único equívoco que ameaça a genuína doutrina bíblica da Eleição. Por outro lado, do lado oposto, encontra-se a não menos perigosa falsa doutrina, a qual é igualmente inconsistente com a Fé ensinada nas Escrituras, a doutrina da restauração final de todos os homens – a declaração: todos foram eleitos desde a eternidade, portanto, todos participarão da vida eterna.
Assim como é impossível combinar a idéia do duplo decreto, no sentido no qual Calvino usa, com amor de Deus, assim é impossível combinar a doutrina da salvação universal com a idéia da Santidade de Deus.
Ambos os erros, a doutrina do Duplo Decreto e da Salvação Universal, igualmente eliminam a tensão vital, baseada na dialética da Santidade e do Amor de Deus, por meio de um schema monista. Ambos tentam evadir-se da verdade da liberdade de Deus, que é intolerável para o pensamento lógico, pelo estabelecimento de uma doutrina fixa: por um lado, de uma maneira pessimista, em trevas, e por outro lado alegremente e otimista. Ambos buscam uma solução que satisfaça a mente. Logicamente satisfatória, embora terrível para o coração, é a doutrina do duplo decreto. Logicamente satisfatória, embora devastadora para a consciência é a doutrina da certeza da salvação de todos os homens. A doutrina bíblica da Eleição não conhece nenhuma nem outra destas soluções racionais lógicas. Ela ensina a doutrina do Deus Santo e Misericordioso, que em Cristo Jesus escolheu todos os que nEle crêem desde a eternidade, mas que rejeita aqueles que recusam esta obediência de fé.
Portanto, a doutrina da Eleição não é inteligível em teoria, mas só na decisão da fé, não como uma doutrina - “sobre”, mas apenas como uma dirigir-se ao “Thou”, como a Palavra de Deus, que em Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, dirige-se a nós de tal modo que devemos crer, estamos aptos a crer, e precisamos crer.
Assim, a doutrina cristã da vontade de Deus está em inteira harmonia com a doutrina cristã da Natureza divina. O paradoxo da fé da Santidade e do Amor de Deus os quais são idênticos em Cristo, mas são contraditórios, fora dEle, corresponde ao paradoxo da fé que Deus em Cristo elegeu todos os que nEle crêem, mas não aqueles que recusam dar-lhe obediência e fé. A revelação cristã, com sua exigência por obediência, confronta-nos com esta convocação; na verdade, é apenas na revelação cristã que vemos que esta decisão de “vida ou morte” tem que ser feita; é só do ponto de vista da revelação que a existência humana adquire esta tensão infinita. Fora da fé o homem nada conhece disto, mas vive, admitindo muitas coisas, quer seja ele um otimista ou um pessimista, ou em engano Utópico ou em resignação desesperada. Só a fé conhece o abismo do qual Cristo liberta.

[1] O capítulo nove da Epístola aos Romanos é freqüentemente enquadrado na doutrina da dupla predestinação, e por esta razão requer cuidadosa consideração. É por isso importante mostrar claramente a associação desse capítulo com os dois seguintes. Eles não lidam com a salvação e maldição do indivíduo, mas com o destino de Israel. Assim, o ponto de vista em si é completamente diferente da doutrina da Predestinação.

23 de setembro de 2010

Novo casamento – adultério continuado!?

Sem querer tomar atalhos ou evitar "ofender" pessoas que têm interesse pessoal no assunto, vamos direto ao assunto e vejamos o ensino cristalino do Novo Testamento sobre o assunto de Divórcio e Novo Casamento. Quando alguém quer se evadir de conclusões contundentes e dogmáticas, geralmente se diz que determinado assunto é "polêmico" (do Grego polemeo = guerra). Nosso apelo aqui é o seguinte: Vamos ficar em paz com a Palavra de Deus sobre esse assunto? Não há guerra alguma aqui, quando temos um espírito submisso à Palavra de Deus. Não tentemos forçar situações particulares sobre a Palavra de Deus, mas analisemos o ensino Bíblico.
Vejamos as sete passagens do Novo Testamento que lidam com o assunto e que categoricamente afirmam a indissolubilidade total do casamento enquanto o homem e a mulher dessa união estão vivos.
1. Mat. 5:32
"Porém, eu vos digo, que todo aquele que repudiar sua esposa, a não ser por causa de fornicação, causa que ela cometaadultério, e todo aquele que se casar com ela que é divorciada comete adultério."
Na Bíblia King James:
"But I say unto you, That whosoever shall put away his wife, saving for the cause of fornication, causeth her to commit adultery: and whosoever shall marry her that is divorced committeth adultery."
Explicação:
1.1 Notemos aqui que o Senhor Jesus Cristo está afirmando a indissolubilidade total do casamento enquanto o marido e a esposa estão vivos. Note que somente no evangelho de Mateus (Mat. 5:32 e Mat. 19:9) estão inseridas a resalva "a não ser por causa de fornicação" (note que essa é que é a correta palavra usada inclusive por João Ferreira de Almeida em 1693 pois vem do grego "porneia"), porque isso se aplica a situação peculiar dos Judeus. Veja no verso 5:1 a quem Ele estava se dirigindo: à multidão e aos discípulos. Essa foi a exata situação que inicialmente José pensou erradamente de Maria. Os fariseus, também, cometeram esse erro mas de forma blasfema em João 8:41, acusando o Senhor Jesus com sendo nascido de fornicação(porneia) e não de adultério (moicheia). Note que em Mat. 1:20 o anjo dirigindo-se a José, chamou Maria de "tua mulher" (ou esposa) embora o casamento não tinha sido celebrado e consumado, ou seja, eles ainda não tinham se tornado uma só carne, mas eram marido e mulher. Nesse caso, Jesus está dizendo que o casamento poderia ser cancelado, caso houvessefornicação, situação na qual a pessoa está a um passo do inferno (1 Cor. 6:10, Judas 1:7, Ap. 21:8).
1.2 Note que a palavra não é o verbo comete adultério (moichao), que ocorre duas vezes no verso, mas propositalmente não é usada pelo Senhor Jesus para a exceção. Por quê? Teria O Mestre se esquecido? Teria Ele perdido essa oportunidade de ser claro, usando o triste fato do adultério para a desculpa do divórcio? Não. A palavra adultério não foi usada porque a exceção não se aplica aos que se tornaram uma só carne, mas aos que estavam em contrato de casamento (em Hebraico: 'aras ou kiddushin, em inglês: betrothal - Ex. 22:16, Lev. 19:20, Dt. 22:23, 28:30). Note que no mesmo evangelho (Mt. 1:18), Maria era desposada(Grego: mnesteuo) com José e não casada (gameo). É para esse caso especial, e apenas nesse caso dos Judeus, que Jesus está se referindo, porque o casamento não tinha se consumado. Nesse caso, o pecado é fornicação que quebraria o pacto do "esposamento" e não de casamento. É muito simples!
1.3 Note que Jesus começa sua argumentação com a conjunção adversativa PORÉM. Isso nos diz que há um contraste entre o que os Judeus queriam ouvir e o que Jesus estava ensinando. Se Jesus estivesse defendendo o divórcio após o casamento, não haveria nenhuma necessidade da conjunção adversativa PORÉM.
1.4 Note que a mulher ( parte chamada inocente) está divorciada, mas Jesus não reconhece nenhum divórcio, qualificando essa outra união de adultério.
1.5 Note a reação desesperada dos discípulos em Mateus 19:9. Vejamos:
2. Mat. 19:9-10
"Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, exceto sendo em caso de fornicação, e casar com outra, cometeadultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar."
Na Bíblia King James:
"And I say unto you, Whosoever shall put away his wife, except it be for fornication, and shall marry another, committeth adultery: and whoso marrieth her which is put away doth commit adultery. His disciples say unto him, If the case of the man be so with his wife, it is not good to marry."
Explicação:
Notemos que esse homem casa com outra mulher (qualquer que seja a situação dela). É outro casamento, mas não vale nada diante de Deus. Essa nova união é considerada adultério porque obviamente o verdadeiro casamento continua em vigor. A reação desesperada dos discípulos e a réplica do Senhor Jesus Cristo, são uma das mais fortes evidências que o Senhor foi muito bem entendido quando negou totalmente a possibilidade de divórcio e novo casamento. Vejamos:
Os discípulos ficaram desesperados e se surpreenderam com esse altíssimo padrão de casamento. Em suas mentes, o divórcio e novo casamento eram sempre uma opção. A única dúvida que eles tinham era se podia ser por qualquer motivo ou apenas em caso de adultério. Quando Jesus fechou essas duas portas, eles ficaram pasmos. Para expressar a frustração, eles partiram para a apelação: de acordo com eles, seria melhor nem casar. Talvez eles estivessem dizendo que Jesus era muito radical, inviabilizando o casamento com essa "descabida" e altíssima exigência. O Senhor Jesus, então, ao invés de conceder a verdade como fazem esses pastores irresponsáveis que aconselham pessoas a se divorciar e casam divorciados, não cedeu um milímetro e afirmou que nem todos tem a competência espiritual para entender o assunto, mas apenas aqueles a quem foi concedido, ou seja, o problema não está no casamento e suas divinas implicações, mas no pecado de rebelião do homem que sempre corrompe o plano de Deus. Note que os discípulos distorceram o que Deus disse. Em Gn. 2:18, Deus disse "Não é bom que o homem esteja só...". Aqui os discípulos dizem que não convém casar. Creio que eles estavam usados pelo Diabo, exatamente como Pedro em Mat. 16:23, para distorcer a Palavra de Deus e desmoralizar o ensino de Jesus. O Senhor, como Autor do casamento, rejeita categoricamente a arrogância humana e reafirma a santidade da instituição divina. Note aqui outra coisa reveladora. Essa mulher, abandonada pelo marido que se envolveu em outro casamento (adúltero), é teoricamente a "parte inocente" como muitos querem. Todavia, O Senhor Jesus nos diz que ela não tem o direito de casar novamente. Se ela assim o fizer será adúltera também, porque esse outro homem que se casa com ela comete adultério. Ninguém comete adultério sozinho: "...e o que casar com a repudiada, também comete adultério."
3. Mar. 10:11-12
"E ele lhes disse: Todo aquele que repudiar a sua mulher e se casa com outra, adultera contra ela. E, se uma mulher repudiar o marido dela, e se casa com outro, ela comete adultério."
Na Bíblia King James:
And he saith unto them, Whosoever shall put away his wife, and marry another, committeth adultery against her. And if a woman shall put away her husband, and be married to another, she committeth adultery.
Explicação:
Notemos aqui a total ausência da exceção. Por quê? Porque o evangelho de Lucas foi escrito a Teófilo (Lucas 1:3), um Grego. A proibição absoluta do divórcio e novo casamento é cristalina. Note que o verbo "casa" está no aoristo. Ocorre uma ação no tempo (casa) que provoca, ou causa uma outra ação "comete adultério", que está no presente do indicativo. Uma ação no tempo (casamento com outra pessoa) provoca uma situação contínua no presente (comete adultério). Enquanto essa união permanecer, a condição de adultério permanece. No Grego, o presente do indicativo significa uma ação continuada ou o estado de uma ação incompleta (Greek New Testament, William Davis, p. 25). O presente do indicativo, portanto, é uma ação ocorrendo no presente, podendo ser tanto contínua (por exemplo: "eu estou estudando") ou indefinida ("eu estudo").
A proibição do divórcio e novo casamento é mais do que óbvia em todos esses sete versos sendo examinados. Continuemos a ver os quatro versos restantes abaixo:
4. Luc. 16:18
"Todo aquele que repudia sua esposa, e casa com outra, comete adultério; e todo aquele que casa com ela que é repudiada pelo marido, comete adultério."
Na Bíblia King James:
"Whosoever putteth away his wife, and marrieth another, committeth adultery: and whosoever marrieth her that is put away from her husband committeth adultery."
Explicação:
Novamente o verbo "comete adultério" está na voz ativa e no presente do indicativo.
5. Rom. 7:2-3
Porque a mulher que tem marido, está ligada pela lei ao marido dela enquanto ele estiver vivendo; mas se o marido morrer, ela está livre da lei do marido dela.
De sorte que, enquanto estiver vivendo o marido dela, se ela se casar com outro homem, ela será chamada de adúltera; mas, se morto o marido dela, ela livre está daquela lei; de modo que ela não é adúltera, ainda que ela se case com outro homem.
Na Bíblia King James:
For the woman which hath an husband is bound by the law to her husband so long as he liveth; but if the husband be dead, she is loosed from the law of her husband.
So then if, while her husband liveth, she be married to another man, she shall be called an adulteress: but if her husband be dead, she is free from that law; so that she is no adulteress, though she be married to another man.
Explicação:
Note aqui muitas coisa interessantes:
5.1. Essa mulher casa novamente com outro homem, estando o seu marido ainda vivo;
5.2. Essa mulher que casa novamente (não interessa o motivo nem a "legitimidade" atribuída pelos homens) com outro homem, não se livrou do fato que o seu legítimo marido (o primeiro) ainda é chamado de m a r i d o. Não existe isso de ex-marido na Bíblia. Isso foi inventado por pecadores para racionalizar o pecado de adultério. Somente esse argumento de que o legítimo marido ainda é chamado de m a r i d o, apesar da mulher estar divorciada e casada com outro, derruba por terra toda a tentativa inútil de dizer que a nova união é reconhecida por Deus. A nova união não é reconhecida por Deus, sendo a essa mulher aplicado o título de adúltera! Ela tem dois maridos! Veja o verso! Se o divórcio é válido e anula o casamento, então esse versículo estaria totalmente errado na sua afirmação, pois ele contradiz claramente a tese do divórcio e novo casamento, gerando um total descrédito na Palavra de Deus e lançando a inerrância na lata do lixo!
5.3. Ela será chamada (Grego chrematizo = considere-se avisada por Deus) de adúltera. Isso significa que ela está num estado de adultério, não apenas num ato de adultério isolado como querem alguns. Ela será chamada de adúltera! Esse é o títulodela. Note que a situação de adúltera é válida enquanto o marido verdadeiro estiver vivo. Isso é uma tragédia muito triste, mas é o retrato que a Palavra de Deus apresenta acerca desse pecado!
5.4. Note que a condição é "enquanto ele estiver vivendo" e não "enquanto ele for fiel" ou "até quando eles se divorciarem" como querem os defensores do divórcio por causa de infidelidade.
· Infidelidade não quebra a união do casamento.
· Abandono não quebra a união do casamento.
· Divórcio não quebra a união do casamento.
Infidelidade abandono e divórcio trazem maldição e profanação para o casamanto, mas não quebra a união do casamento. Os dois cônjuges continuam uma só carne até que a morte os separem. É impressionante a fala dobre de pessoas inconstantes (Pv. 17:20; Tg. 1:8). Muita gente fala uma coisa, mas no fundo de suas mentes pensam de outra maneira. Na hora de aplicar, não agem de acordo com o que falam nos votos. O nome disso é hipocrisia. Não há uma só linha no Novo Testamento que dê base para quebra do pacto do casamento que não seja a morte. A única condição para o novo casamento é somente "se o marido morrer" e ponto final. É óbvio e cristalino...
Uma pergunta sempre surge: Qual o conselho que se deve dar para pessoas que se divorciaram e recasaram? Isso é um problema que cada um tem que resolver por si. Não creio que nenhum pastor deva se meter nessa questão, pois as pessoas que se meteram nessa confusão de novo casamento é que são responsáveis por seus atos e devem elas mesmas resolver o problema. Os princípios Bíblicos são esses aqui expostos, mas as pessoas é que devem elas próprias decidir. Isso parece duro, mas o fato é que depois que as pessoas estragaram as suas vidas, existe essa vontade de criar a válvula de escape que os outros que devem resolver e decidir por elas. Existe uma tendência de jogar o abacaxi nas costas do pastor. E depois se os problemas aumentam, e eles irão aumentar..., o pastor é o culpado. Nada disso! Quem se meteu na confusão é que são os culpados, eles é que resolvam. Cair numa armadilha de aconselhar divorciados é uma fogueira que todo pastor deve evitar. Pessoas divorciadas e recasadas não devem ser aceitas como membros, muito menos servir no ministério da igreja local. É duro, mas é Bíblico (1Co. 5:9-13; 6:10; Gal. 5:19-21...) Por isso as igrejas devem ter pesada carga de ensino sobre a família e concentrar o ministério em aconselhamento preventivo tanto para jovens como para casais (perigo: nunca deve se fazer aconselhamento misto: homem aconselha homem, mulher aconselha mulher...).
6. 1Co. 7:11
Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.
Na Bíblia King James:
"But and if she depart, let her remain unmarried, or be reconciled to her husband: and let not the husband put away his wife."
Explicação:
Caso haja separação entre marido e mulher, e essa é uma possibilidade e até uma necessidade em casos específicos, há somente duas opções:
6.1 Fique sem casar; ou
6.2 Se reconcilie.
PONTO FINAL. Nada de divórcio ou novo casamento. Note que para ela e o marido (note que há o artigo definido "o" também presente no texto Grego: "o marido" denota ser aquele o verdadeiro e único) se reconciliarem, é óbvio que ao marido também é terminantemente proibido recasar. Pessoas irresponsáveis, quando se divorciam, mal esperam secar a tinta do papel do divórcio humano, que nada vale para Deus, e já se aventuram em outro relacionamento (adúltero) fechando definitivamente, muitas vezes, a porta para a reconciliação. Isso impede a única solução Bíblica de restauração em caso de arrependimento. Notemos que no verso 15, a expressão "nos chamou para a paz" não tem nada a ver com recasamento, que obviamente seria uma contradição com o verso 11, mas fala do crente estar livre de qualquer culpa sobre as obrigações conjugais, caso o descrente o abandone.
7. 1Co. 7:39
"A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor."
Na Bíblia King James:
"The wife is bound by the law as long as her husband liveth; but if her husband be dead, she is at liberty to be married to whom she will; only in the Lord."
Explicação:
Note aqui que o advérbio de tempo "enquanto" ou a expressão sinônima usada "todo o tempo (Grego: chronos) que o seu marido vive". Aqui vemos que o assunto da ligação da mulher com o seu marido está submetido e transportado para uma única dimensão que é a do tempo, ou seja, não há nenhuma outra escapatória, nenhuma outra circunstância que anule esse casamento, durante o tempo em que o seu marido esteja vivo. Novamente, absolutamente nada sobre divórcio e recasamento, exatamente como em Mar. 10:10-11, Luc. 16:18, Rom. 7:3 e 1 Cor. 7:11! O divórcio com novo casamento, aliás, está diretamente chamando de MENTIRA o que esse verso diz, pois diz que que a mulher fica livre para casar com quem quiserdurante "o tempo" que o marido vive (note novamente que há o artigo definido "o" no texto Grego, indicando que aquele é oúnico verdadeiro marido). A Bíblia declara que o casamento é indissolúvel até a morte de um dos cônjuges.
Conclusão:
O divórcio e o recasamento de qualquer mulher com outro homem enquanto seu marido esteja vivo, ou o casamento de qualquer homem com outra mulher enquanto sua esposa esteja viva, é ao mesmo tempo, uma blasfêmia contra Deus e uma situação de adultério continuado cometido por ambas as pessoas da nova união:
1. Porque quem recasa está declarando para todo o mundo que MENTIU ao fazer os votos dizendo "até que a morte nos separe".
2. Porque quem se divorcia e recasa está totalmente desmoralizado para com a próxima geração, destruindo a esperança de exemplo de santidade para com aqueles que nos seguem, em meio a uma sociedade corrompida e perversa.
3. Porque quem recasa destruiu, irremediavelmente, a figura indissolúvel do relacionamento entre Cristo e a igreja, comparados com o marido e com a esposa respectivamente (Ef. 5:24-25).
4. Porque a outra parte, mesmo que seja solteira (total insanidade e desperdício da própria vida de quem assim o faz), também comete adultério. Nesse caso, essa pessoa solteira que se casa com um divorciado, fica sujeita à uma situação de estrago terrível. Se continuar no relacionamento está em adultério. Se partir para outro relacionamento, é adultério também, pois estaria no segundo casamento. A pessoa solteira que casa com um divorciado (a) se submete à dívida do casamento, mas não está sob as bênçãos dele. A única solução é ficar solteiro (a) até que morra o ilícito cônjuge (a Bíblia chama-o de marido Jo. 4:18).
5. Porque ao pastor está terminantemente proibido ser divorciado (1Tim. 3:1-2). Ele é um exemplo para ser seguido por todos os membros da igreja (1Tim. 4:12, Tit. 2:7).
6. Porque quem recasa está desonrando a figura Bíblica da relação entre a lei e a morte (Romanos capítulo 7). A lei exige a morte. A única coisa que quebra a maldição da lei sobre o pecador é a morte. O crente morreu com Cristo (Rom. 7:4), por isso é que estamos livres da lei. Da mesma maneira, a lei do casamento exige a morte para ser cancelada. O divorciado que recasa, está blasfemando contra a Palavra de Deus, dizendo que o divórcio, não a morte, anula a lei. Isso destrói totalmente a figura que Deus estabeleceu na Sua Palavra para que entendamos o significado da morte de Cristo. Isso é um assunto muito sério! Isso de insistir no atalho do divórcio, é apenas uma maneira sutil de chamar Deus de mentiroso. Não existe atalho algum para anular a relação entre a lei e o pecador. Só a morte quebra essa relação! Só a morte quebra a relação entre o marido e a mulher! Recasamento seguido de divórcio é adultério continuado.

20 Argumentos errados usados para tentar justificar divórcio e novo casamento

1. A parte inocente tem direito de se divorciar e recasar.
Resposta: Errado! Primeiro: Não há parte "inocente" num divórcio. Há pecados de comissão e omissão. Há recusa em prover: o amor conjugal, o carinho, o cuidado, o afeto genuíno e muitas outras omissões que os olhos não vêm. Mesmo que não haja algo como citado, quando um casamento fracassa os dois falharam. Eles casaram por comum acordo. Segundo: ninguém tem "direito". Casamento é um privilégio, não um direito. Certas pessoas não recebem esse dom por vários motivos. Muitas casam tarde e outras pessoas ficam viúvas sem nunca mais casarem novamente, embora essa seja a única permissão na Bíblia para recasamento.
2. Certos casamentos não foram "feitos no céu". Nesses casos o divórcio é válido.
Resposta: Errado! Nenhum casamento é feito no céu. Todos são feitos na Terra. Deus sela essa união, quer seja dentro da Sua perfeita vontade ou não, quer seja feito entre crentes ou descrentes ou mistos (isso é pecado ver 2Co. 6:14). Todos aqueles que argumentam isso, nunca foram ao céu para ver se certo casamento foi feito no céu. Na verdade essa é uma desculpa que todos os que querem recasar irão usar como tolo escape, já que ninguém poderá contestar a validade desse argumento.
3. Todo casamento pode ser cancelado em caso de adultério.
Resposta: Errado! Não há uma só linha no Novo Testamento que prove essa afirmação. A Bíblia deve ser interpretada sob o ensino dispensacionalista. O Velho Testamento está em outra dispensação. Não há ensino trans-dispensacionalista (algo que esteja valendo para mais de uma dispensação como a pena de morte, por exemplo) sobre esse assunto. No Velho Testamento, o ensino era outro, como Jesus mesmo disse: "...eu PORÉM vos digo..." Nesse ensino, Jesus fechou totalmente a porta para divórcio e novo casamento, chamando-o de adultério.
4. Certos casamentos tem que ser desfeitos por causa de abandono.
Resposta: Errado! Se houver abandono, "fique sem casar" (1Co. 7:11). Isso é porque o casamento não é desfeito. Em 1 Co. 6:1-6, há uma terminante proibição em ir aos tribunais, e por consequência, de se divorciar. Isso é um pecado. É melhor sofrer o dano do que desonrar a Jesus Cristo, é o que Paulo diz. Em caso de abandono: fique sem casar, ou se reconcilie (caso haja condições com doloroso arrependimento, humilhação, perdão e restauração).
5. Em Mat. 5:32 temos a permissão para divórcio.
Resposta: Errado! A exceção não refere-se a adultério como O Senhor Jesus poderia mencionar claramente, se assim o desejasse. Note que a palavra usada por Jesus é outra. É fornicação. Isso se refere ao pecado de infidelidade durante o contrato de casamento, mas antes do casamento se consumar. Em 5 das 7 passagens do Novo Testamento que tratam do assunto, não há exceção alguma. Em Mar. 10:6-11 não há exceção alguma. "Todo aquele" significa qualquer um, sem exceção alguma. Em Lucas 16:18, não temos "se", "mas", ou "e". Se qualquer homem casa com uma divorciada, comete adultério. Em Rom. 7:2-3, temos o ensino claro e abrangente sem exceção alguma. Somente a morte quebra a ligação. Em 1Cor. 7:10-11, não temos nada de divórcio. Caso aconteça uma separação, restam apenas 2 opções: permaneça solteiro pelo resto da vida (ou até que a outra pessoa morra) ou que se reconcilie. Em 1Co. 7:39, só a morte quebra a ligação conjugal.
6. As escolas de Shammai (dovórcio só em caso de adultério) e Hillel (por qualquer motivo) devem ser consideradas.
Resposta: Errado! Isso não interessa:
1- Porque é tradição humana;
2- Porque mesmo que não fosse, pertence a outra dispensação;
3- Porque refere-se aos judeus e;
4- Porque O Senhor Jesus rejeitou ambas.
7. "Depois que uma mulher casa com um segundo homem não poderá voltar ao primeiro nunca, (Dt. 24.1-4)."
Resposta: Errado! Isso se refere à outra dispensação, a da lei. No Novo Testamento, essa reconciliação é ensinada em 1Co. 7:11. Isso, aliás, é a única maneira lícita dessa mulher poder viver maritalmente enquanto seu legítimo marido esteja vivo: é viver com ele. Lebremo-nos novamente para fixarmos: "enquanto estiver vivendo o marido dela, se ela estiver casada com outro homem, será chamada adúltera..." (Rom. 7:3)
8. "O expediente de exigir de uma mulher recém-convertida, que já passou por duas (ou mais) uniões, que volte ao primeiro marido é tristemente antibíblico - só faz desgraça."
Resposta: Errado! Desgraça é viver em adultério continuado. O marido dessa mulher é o primeiro. Note novamente Romanos 7:3: "enquanto estiver vivendo o marido dela..." Note que nas duas vezes que esse homem é citado há um artigo antes. Ou seja, ele é O marido. Essa mulher recém convertida do exemplo, que vive com outro homem que não o seu primeiro (o) marido (o único que é o verdadeiro marido), está cometendo (presente do indicativo) adultério. Ninguém vai "exigir" nada de ninguém. A Bíblia deve ser pregada e as pessoas é que são responsáveis diante de Deus e pelas consequências de seus atos. Ela tem duas opções: Ou se reconcilia com o verdadeiro marido, ou fica como solteira (1Co. 7:11). O que não pode, é pessoas em situação de adultério, serem aceitas como membros de igrejas, ou exigirem membrezia, ou participarem do ministério das mesmas em pé de igualdade com famílias Biblicamente constituídas, que lutam com unhas e dentes para preservar a santidade do casamento para colherem as bênçãos para si, para a igreja e para a próxima geração. Isso sim é que seria um rebaixamento, desastre e desgraça para a instituição da família, e Deus sabiamente deixou isso bem claro na Bíblia. Outra falácia do enunciado é o uso da situação aplicada à "recém convertida". Desgraça seria para esse primeiro marido dessa mulher que poderia (hipoteticamente) estar esperando a reconciliação, mas vê a sua mulher vivendo com outro, e ainda ser aceita por uma igreja que diz crer na Bíblia. A falácia está em trazer a emoção para dentro do debate e apelar para se ter compaixão (ninguém ousaria negar esse sentimento) da pessoa nova convertida para reforçar o argumento do recasamento. Pecado, entretanto, é sempre pecado, não importa se ele é cometido há 30 anos ou se o é por uma "recém convertida".
Jesus, a compaixão em pessoa, confrontou claramente o adultério da mulher Samaritana em Jo. 4:18. Se o divórcio e novo casamento fossem válidos, por que O Amoroso Salvador mencionou o fato da pobre pecadora ter tido cinco maridos? Simples! Porque ela cometeu vários adultérios. Ela se casou com cinco deles. Note que um dos homens não era marido, ou seja, o homem com o qual ela estava convivendo não era fruto de casamento, mas é claro que todos os relacionamentos (exceto o primeiro - é evidente que ele era o marido) foram censurados pelo Mestre. Se o recasamento fosse endossado pelo Senhor, ele teria apenas dito à mulher que se casasse com o seu amante e tudo estaria resolvido... Todavia, Jesus não fez isso, mas a repreendeu pelo fato dela ter cometido vários adultérios, trazendo à tona o passado imoral dela. Na sempre mutante e corrupta lei dos homens, existe a inconstância das "emoções" ou a "prescrição" porque algo aconteceu, ou tem acontecido há muito tempo, mas não nos princípios imutáveis da lei de Deus.
9. A exceção deve ser considerada como adultério em Mateus 5:32 e 19:9.
Resposta: Errado! A palavra da exceção é fornicação (usada 1 vez em cada verso) e não adultério (usada 2 vezes em cada verso). O contexto imediato desses dois versos deve ser respeitado como um fator guia e levado em consideração para ser interpretada corretamente uma certa palavra e para que o sentido no verso seja entendido. Em Mateus 5:32 e 19:9, dois termos diferentes são usados e justapostos, de forma que não se pode negligenciar nem negar. A palavra fornicação (porneia) é diferenciada do verbo adultera (moicheo). Palavras diferentes significam coisas diferentes! A exceção se aplica ao contrato de casamento que era uma situação peculiar dos Judeus que é o destinatário imediato desse evangelho. Por isso é que só o evangelho de Mateus (escrito para os Judeus) é que traz essa explicação extra. Será que Deus iria se "esquecer" dessa vital exceção nos outros 5 versos em que o assunto é tratado? Absolutamente não! Se Ele não colocou a exceção em caso de adultério, é porque ela não existe! O ensino é cristalino nos outros versos onde a proibição absoluta de recasamento enquanto o cônjuge original esteja vivo é claramente ensinada. Não há divórcio e novo casamento permitido em nenhuma parte do Novo Testamento. Não há recasamento permitido enquanto o cônjuge original esteja vivo. Essa relação é chamada de adultério.
10. Um casal que já era divorciado e casado novamente, ao se converter e confessar seu pecado, pode ficar unido e ser aceito como membros, pois tudo para trás está perdoado e "tudo se fez novo..." 2Co. 5:17.
Resposta: Errado! A lei conjugal não muda em nada quando uma pessoa se converte. Se essas duas pessoas se converteram, elas têm a obrigação de parar de cometer adultério continuado. A doutrina do arrependimento (Grego: metanoeo) diz que acontece uma mudança de mente, atitude e de comportamento quando uma pessoa é verdadeiramente salva. A expressão "tudo se fez novo" não tem nada a ver e não pode ser distorcida de maneira alguma para justificar situações pecaminosas após a conversão, muito pelo contrário! "Tudo se fez novo" nos ensina que a pessoa foi regenerada (nova criatura) e que houve uma mudança radical nos valores, crenças e atitudes. Suponhamos que um ladrão tenha em seu poder uma conta milionária fruto do seu furto. Ao dizer que se converteu, ele se recusa a devolver o dinheiro apelando para o "tudo se fez novo" do verso acima, vivendo esplendidamente. Isso seria uma afronta e não provaria conversão alguma. Esse é exatamente o mesmo caso do casal que se converte estando a viver em adultério sem querer a adotar solução Bíblica de reconciliar com o verdadeiro cônjuge - caso possível - ou ficar solteiro (a) - sempre possível.
Justamente porque uma pessoa foi perdoada, ela não tem o direito de continuar no pecado. (Romanos 6:1-2 aborda essa exata situação: "Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum..." O perdão lava os pecados passados, mas não dá licença para pecar no futuro (1 Jo. 3) Portanto, um casamento adúltero tem que ser terminado. Pecado continua pecado independente se foi antes ou depois da conversão.
Outra prova que o casamento não se dissolve com o divórcio: Note que Mateus, Marcos e Lucas referem-se a Herodias como amulher de Filipe mesmo quando ela estava casada com Herodes. Note que Filipe ainda estava vivo, pois, segundo estoriadores Judeus, Filipe morreu 4 anos após a prisão de João Batista. Vejamos as referências:
"...Mulher de seu irmão Filipe..." (Mat. 14:3)
"...mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela." (Mar. 6:17)
"...Herodias, mulher de seu irmão Filipe..." (Luc. 3:19).
A condenação por João Batista era por causa de dois fatores:
1. Isso era adultério, pois ela era mulher de Filipe; e
2. Isso era incesto, pois era um relacionamento próximo, proibido terminantemente em Lev. 18:16.
11. A expressão "nos chamou para a paz" 1Co. 7:15 dá permissão para o recasamento.
Resposta: Errado! Nada se fala nesse verso sobre recasamento. A paz ali mencionada refere-se ao estado de não se estar mais sob as obrigações conjugais (Nota: obrigação conjugal é diferente de união conjugal - a união permanece até a morte). Nesse caso, após pedir perdão a Deus e aos homens, não se deve sentir culpa, pois houve tentativa de reconciliação sem sucesso, restando então, a única outra alternativa que é "fique sem casar" (permanecer como solteiro) até a morte do cônjuge (1Co. 7:11, 39).
12. Em 1 Co. 7:27-28, para os que estão livres, ou seja, divorciados, há a permissão de se casar novamente: "se te casares, não peca..."
Resposta: Errado! Nada se fala nesse verso sobre recasamento de divorciados. É mais do que óbvio que a expressão "livre", aplicada ao casamento, se refere aos viúvos! Veja em Rom. 7:2-3 em em 1Co. 7:39 como a palavra "livre" é usada apenas quando morre o marido. Notemos novamente em 1Co. 7:8-9, que somente os viúvos (as) e os solteiros (as) é que são as únicas pessoas qualificadas para se casarem.
13. A pessoa que casou novamente não pode mais se reconciliar com o primeiro cônjuge, pois vai ter que se divorciar do segundo cônjuge o que contraria 1 Co. 6:1-8.
Resposta: Errado! Esse segundo casamento nada vale diante de Deus, pois é considerado adultério. Se os homens o consideram erradamente de casamento, e um "divórcio" de acordo com as leis humanas é necessário para cancelá-lo, isso não viola 1 Co. 6:1-8, pois uma situação pecaminosa (que nunca deveria ter ocorrido em primeiro lugar) está sendo corrigida e não criada. Nos países onde a abominação do "casamento" de sodomitas é feito, quando há a conversão de qualquer um dos dois, o "divórcio" tem que ser feito imediatamente. Isso é o resultado da iniquidade de homens pecadores que usurpam sua posição de autoridade para blasfemar de Deus e da família.
14. O verso "Cada um fique na vocação que foi chamado", permite que o divorciado e casado novamente fique com o seu novo cônjuge quando se converte.
Resposta: Errado! Pela sadia Hermenêutica (interpretação da Bíblia pela própria Bíblia) sabemos que um verso não claro tem que ser olhado e iluminado pelos outros claros que lidam e ensinam sobre o mesmo assunto, sejam em passagens remotas ou próximas. Isso chama-se Princípio do Contexto. Outro princípio diz que a unidade, verdade e fidelidade de Deus, garantem que uma passagem na Sua Palavra não pode contradizer outras passagens. Isso chama-se Princípio da Concordância. Quando se interpreta uma parte das Escrituras de uma maneira que contradiz alguma outra parte das Escrituras sobre o mesmo assunto, sabemos que essa interpretação é errada. Quando uma correta interpretação é feita em qualquer assunto, ela não irá contradizer toda interpretação que possivelmente seja feita em alguma outra parte das Escrituras sobre o mesmo assunto.
Portanto, vocação (1Co. 7:20) ou estado (1Co. 7:24) não pode de maneira alguma se referir à situação de divórcio e recasamento, pois entraria em contradição com:
1- O verso anterior, 7:11, que só menciona as duas opções para os casados que se separaram: reconciliação ou fique sem casar;
2- O verso 7:39 que diz claramente que a mulher só fica livre "se falecer o seu marido" (singular e ainda acompanhado do artigo "o". No Grego: "ho anér").
3- Os dois versos em Romanos 7:2-3 que confirmam claramente o rompimento do casamento somente em caso de morte.
4- Os outros versos em que negam totalmente essa possibilidade.
5- O princípio Bíblico da restituição, no qual ao se arrepender, um pecador, deve devolver aquilo (nesse caso a mulher do próximo - Ex. 20:17 - ou outra que não a esposa) que não lhe pertence (Ex. 22:3-12; Lc. 19:8; Filem. 1:18), e ficar disponível para o legítimo cônjuge a quem pertence.
"Vocação em que foi chamado" se refere claramente ao caso do casal no qual um dos cônjuge se converteu e o outro não. Essa foi a pergunta dos Coríntios. Paulo está dizendo que a conversão de apenas um cônjuge não é motivo para se separar, porque a lei conjugal não muda em nada, quer seja antes, quer após a conversão. Se a parte descrente consente em preservar o casamento, não se deve separar (vs. 12 e 13). Se a parte descrente se rebelar contra o casamento, que fique sem que casar (v. 11). Nada sobre permissão de casar novamente. Isso só pode acontecer com viúvos que são os que ficaram "livres de mulher" (v. 27).
Ficar com o novo cônjuge, ao mesmo tempo que o legítimo cônjuge ainda esteja vivo, seria adultério continuado. Certas pessoas nem pensam nas implicações gravíssimas de suas tolas argumentações:
1. Uma prostituta poderia interpretar da mesma maneira, ela alegaria que poderia viver na "vocação que foi chamada".
2. Um sodomita poderia interpretar da mesma maneira, ele alegaria que poderia viver na "vocação que foi chamado".
3. Um fornicário, que tem relações continuadas com uma mulher sem ser casado, poderia interpretar da mesma maneira, ele alegaria que poderia viver na "vocação que foi chamado".
É claro que sabemos que nenhuma dessas pessoas iníquas mencionadas, poderá herdar o reino de Deus (1 Co. 6:10), ou seja, são perdidas, independente do que aleguem sobre ter se convertido. Essa racionalização é exatamente o que o apóstolo Judas falou em Judas 1:4 sobre heréticos que "...covertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus..."
15. O verso em 1 Tim. 3:2: "marido de uma mulher" aplicado ao bispo e diáconos (1Tim. 3:12), sugere que membros da igreja podem ter um padrão inferior e ser divorciados e recasados.
Resposta: Errado! Porque:
1. Isso seria aceitar e ser conivente com adultério na igreja;
2. Isso negaria que o bispo seria um exemplo dos fiéis;
3. Deixa a porta aberta para a poligamia;
4. Isso não é baseado nem no ensino claro e objetivo das Escrituras, nem na exegese sadia, mas na areia movediça de sugestões, inferências e conjecturas, que contradizem frontalmente o resto dos versos sobre o assunto; e
5. Isso poderia ser usado como desculpa para membros adotarem padrões inferiores quanto a serem dados ao vinho, ou avarentos ou todas as demais qualificações do bispo. Todas elas devem ser as qualificações de todos os membros da igreja também!
16. O voto mais recente (o voto do novo casamento) tem que ser mantido.
Resposta: Errado! O voto mais antigo é que tem que ser mantido! Esse voto do novo casamento viola totalmente a Palavra de Deus e é, de acordo com o Senhor Jesus Cristo, chamado de adultério, pois o primeiro casamento (e seu respectivo voto) continua em vigor! Não se pode fazer um novo voto, contrariando (Rom. 1:31 diz sobre os réprobos: "infiéis nos contratos") o primeiro voto! Essa racionalização humana, levada ao óbvio extremo dos irresponsáveis, deixa a porta aberta para libertinos (e como eles são muitos...) casarem tantas vezes quanto queiram, zombando da instituição do casamento, pois alegam: "o voto mais recente tem que ser mantido..." A Palavra de Deus está acima da palavra do homem, que se torna mentiroso (Rm. 3:4) quando não cumpre os seus votos (Prov. 20:25 Sal. 22:25; 50:14; 61:5-8; 66:13; 116:14, 18; Ecl. 5:4-5, Is. 19:21). Consequentemente, esse voto tolo (ver um voto abominável em Jer. 44:25) do recasamento, é pecaminoso e uma afronta contra Deus. Ele não tem valor algum, e deve ser quebrado imediatamente para não se continuar em adultério.
17. "Isso tudo é uma bobagem: um divorciado deve ele mesmo orar para saber se Deus quer ou não que ele case novamente."
Resposta: Errado! Essa tolice e hipocrisia sem tamanho é uma pura mentira, que quer colocar a decisão final nas emoções e vontades humanas, ao invés de na Palavra de Deus. Não se deve orar por aquilo que Deus já revelou claramente em sua Palavra. Isso é uma desculpa para pecar, exatamente como Balaão fez.
18. "Devemos pedir um sinal a Deus para saber se Ele quer ou não que alguém case novamente após divórcio."
Resposta: Errado! Isso de pedir sinal é uma incredulidade e um desrespeito contra Deus e à Sua Palavra. Novamente: Não se deve orar por aquilo que Deus já revelou claramente em sua Palavra. Isso é uma desculpa para pecar exatamente como Balaão fez.
19. "Não se deve romper um segundo casamento para retornar para o cônjuge original (1 Co. 7:10-11)."
Resposta: Errado! Esse verso fala exatamente de reconciliação com o cônjuge original! Nada se fala de se endossar um segundo casamento: Isso seria adultério! É justamente essa situação imoral e adúltera que Paulo está terminantemente proibindo!
20. "O segundo casamento não deve ser desfeito porque os filhos dessa união fruto do divórcio e recasamento não merecem sofrer (1 Co. 7:10-11)."
Resposta: Errado! Em primeiro lugar, esse argumento é um tiro pela culatra porque se houver filhos do legítimo casamento (primeiro), eles é que não deveriam sofrer! A questão todavia, não é quem merece ou não merece sofrer, pois quando há divórcio sempre há sofrimento. A questão é o que a Bíblia ensina: Divórcio e novo casamento é adultério. Em segundo lugar, o relacionamento marido-mulher (eles são uma só carne até a morte) é sempre a prioridade. Em terceiro lugar, nada justifica uma situação de adultério continuado nem mesmo o sofrimento de filhos dessa união. Deve-se destacar que a responsabilidade dos pais permanecem.
Para uma pessoa que professa ser nascida de novo e que vive numa situação de divórcio e novo casamento ler e meditar:
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."
Mateus 7:22-23

Pastor Silas Malafaia aconselha cristãos e não cristãos sobre eleições 2010

Pastor Silas Malafaia adverte cristãos e não cristão, sobre o perfil dos candidatos em que iremos votar, e o que eles defendem.

 

 

25 de agosto de 2010

Crente pode usar brincos, tatuagem, piercing?

Muitos homens hoje em dia, estão usado cabelo comprido. Esta moda tornou-se mais popular após os anos 50 com os Beatles e diversos conjuntos musicais. Chegava a era da rebelião do rock, drogas e imoralidade sexual. Dentro desse contexto, muitos argumentam que Jesus usava cabelo comprido e que isto não tem nada de mais. O uso de brincos também se seguiu, sendo cada vez mais usado, juntamente com as tatuagens e piercings. Antes de analisarmos tais comportamentos à luz da Bíblia vejamos seis conceitos fundamentais:
1.Quem ama os valores do mundo é descrente ( 1 Jo. 2:15).
2.O crente não pertence a si próprio, mas a Deus (1Cor 6:19).
3.O mundo e a sua cultura está sob a influência direta do Diabo ( 1 Jo. 5:19).
4.O crente deve influenciar o mundo e não ser influenciado por ele ( 1 Jo. 4:4)
5.Os padrões dos homossexuais e depravados devem ser rejeitados pelos crentes (Rom 1:18-32).
Olhar triste de pessoas que não experimentaram a alegria da salvação em Jesus Cristo!
  1. O cabelo curto do homem deve contrastar com o cabelo longo das mulheres.
O que vemos hoje é uma inversão de papéis e uma confusão generalizada feita pela mídia na cabeça das crianças e jovens do que é o papel do homem e da mulher. Muitos artistas e pessoas em evidência fazem questão de se parecer e agir como o sexo oposto. Vemos homossexuais em evidência nos programas de TV, talk shows exaltando o homossexualismo como "amor", mulher com a aparência de homem e homem com aparência de mulher! Dentre os traços distintivos, comecemos pelo cabelo. O cabelo comprido para o homem é uma VERGONHA. Vejamos os textos bíblicos:


1 Cor 11:14
"Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido?"

Nota: No verso acima, a palavra desonra é "atimazo" no grego. De modo estarrecedor, encontramos em Romanos 1:24 ("...desonrarem seus corpos entre si."), esta mesma palavra, que é usada para condenar a depravação do homossexualismo! A palavra "atimazo" está anunciando que o mesmo tipo de pecado que faz o homem se tornar homossexual, o faz se tornar rebelde usando cabelo comprido, ou cometer tudo que o leva a uma aparência efeminada!
Note como o cabelo comprido era o uso devido para as mulheres:


Lucas 7:38
"E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça..."


João 11:2
"E Maria era a aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos..."


1 Pe 3:3
"O enfeite dela não seja o exterior, no frisado dos cabelos..."
Existe claramente uma demonstração que a mulher deve usar cabelo comprido em contraste com o homem. Isto é um princípio Bíblico que vale para todas as pessoas em todos os lugares em todas as épocas.

2. Jesus não era cabeludo.
Muitas obras de arte, especialmente pinturas, retratam um "Jesus Cristo", delicado, efeminado, com um olhar piegas e é claro: cabeludo. O filme blasfemo "Jesus Christ Superstar" apresentou um "cristo" POP, mundano e cabeludo. Será este o Cristo verdadeiro? Será este o Cristo de Isaías 53? Será que Ele que era realmente assim ou é pura criatividade dos artistas para se promover? Não, Jesus usava cabelo curto. Estudiosos sérios rejeitam totalmente a visão deturpada de pintores que não tinham compromisso algum com a verdade. Um pintor alemão chamado Fahrenkrog disse: "Cristo certamente nunca usou uma barba e seu cabelo sem a menor dúvida, era curto"
Jesus não era NAZIREU. Isto não tem nada a ver com viver em NAZARÉ. Em Num 6:1-27, aprendemos que o Nazireu, que era uma pessoa especificamente dedicada a Deus, não podia fazer 3 coisas:
  1. Não podia beber do fruto da vide. Jesus bebeu suco de uva várias vezes: A ceia foi uma delas.
  2. Não podia cortar o cabelo. Se Jesus tivesse cabelo comprido, como poderia pelo Seu Espírito inspirar os escritos de Paulo em 1 Cor 11:14 ? Impossível!
  3. Não podia tocar em nenhum corpo morto nem objetos em contato com esse corpo. Veja Luc. 7:11-18 como Jesus tocou no esquife do defunto.

3. Não só o cabelo, mas também a vestimenta do homem tem que ser diferente da mulher.


Deut. 22:5
"Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor teu Deus." Desculpa esfarrapada: "Ah! Isso é do Velho Testamento!" O inconseqüente que argumenta isso, desconhece que qualquer princípio do Velho Testamento repetido no Novo, aplica-se para nós hoje. Veja 1 Cor 11:14 já citado.


1 Tim 2:9
"Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto com pudor e modéstia..."

4. O uso de brincos não convém nem ao homem incrédulo!
Muitos adolescentes, que possuem pais sem autoridade e omissos adotam o uso de brincos e ou piercings, porque acham "bonito", imitando os seus "ídolos" atletas ou artistas...Não precisamos nem ir muito longe na argumentação. Se no próprio mundo dos negócios, no militarismo, ou em qualquer instituição digna de respeito, o uso de brincos para o homem é reprovado, imagine para o cristão! As pessoas sérias não se identificam com homens que usam brincos. E o crente? Imagine o pastor de uma igreja séria de brinco! Não consegue visualizar, não é mesmo? Nem eu! Ele jamais poderia ter pregado as mensagens que prega e desfrutar do respeito que desfruta como crente, dentro do meio cristão e fora dele. Jovem crente, faço um desafio: encha-se de tatuagens, piercings e brincos e vá com sua cabeleira e com seu diploma conquistar o seu lugar no problemático e super competitivo mercado de trabalho! O que você acha sinceramente que vai acontecer nas entrevistas? Tente ser um empreendedor de respeito no mundo de negócios ou um alto funcionário do governo com esses adornos. Depois de 14.000 entrevistas, um gerente de pessoal, selecionador de uma grande corporação, disse sobre os candidatos cabeludos: "Eles tendem a rejeitar a autodisciplina, autoridade e os regulamentos...são mais facilmente levados pelas opiniões dos outros...são mais sonhadores do que fazedores...". Se não presta no mundo, pior ainda no templo do Espírito Santo!

5. O uso de brincos pelos homens foi incentivado pelos homossexuais.
Há alguns anos, era um escândalo, qualquer homem aparecer em público ostentando brincos, porém os primeiros homens que apareceram usando-os foram homossexuais, de modo que não havia dúvidas sobre o seu desequilíbrio sexual. No final da década de 60, o diabo operava intensamente usando a imoralidade para acabar com a vida de milhões de jovens. Vieram as explosões de rebeldia com os Beatles, Hippies, e os festivais de rock que se multiplicavam. Tudo culminou com a infâmia de Woodstock em 1969 onde sexo depravado, homossexualismo, drogas e rock fizeram a desgraça de uma geração rebelde. Hoje, várias entidades homossexuais promovem e vendem ornamentos como brincos, piercings e pulseiras, de modo a fazer com que o homem se enfeite mais e mais, fique com trejeitos, dando-lhe uma aparência efeminada. Os jovens que usam piercings, o fazem com um espírito de rebelião, contra seus pais e ou líderes sérios da igreja declarando visualmente que se identificam com o padrão de "machão" ou de "homossexual". É o espírito de Sodoma inflamado por demônios! Essa atitude de rebelião e arrogância é abominável diante de Deus que alerta:
"Honra a teu pai e a tua mãe para que se prolonguem os teus dias...( Ex. 20:12)
"Filho meu, ouve a instrução do teu pai, e não deixes a doutrina da tua mãe." ( Prov 1:8)
"...farei cessar a arrogância dos atrevidos..." (Is. 13:11)
"Vós filhos obedecei em tudo os vossos pais..." (Col 3:20)

6. O uso de piercing é condenado pela Bíblia!
Antes de considerar a condenação dos piercings pela Bíblia, vejamos os absurdos desta moda:
  1. Vai contra os dentistas que reprovam o piercing oral.
  2. Vai contra a higiene, pois abre orifícios no corpo sensíveis à infecção.
  3. Vai contra a decência, uma vez que se usa até piercings genitais e nos seios!
Deuteronômio 14:1 "Filhos sois do Senhor vosso Deus; não vos dareis golpes..."

7. O uso de tatuagem é condenado pela Bíblia!
"Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne, nem fareis marca alguma sobre vós: eu sou o Senhor." (Levítico 19:28)"
"Não farão calva na sua cabeça, ... nem darão golpes na sua carne." (Levítico 21:5).



8. Quem viola os princípios de Deus por causa da moda é rebelde.
Estamos vivendo os dias anunciados em 2 Tim. 3:1-5
"Sabe porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te."
Já estamos vivendo tempos trabalhosos! ( 2:1 Tim3:1) O casamento e a ordenação de homossexuais já está em todas as denominações. No Texas está em construção uma catedral de 25 milhões de dólares! Usuários: uma denominação que aceita homossexuais! Estamos nos dias do fim! O Senhor não quer meio termo, e desafia através do anjo:
"Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda." (Apoc 22:11)

9. Jesus não usava brincos, tatuagens ou piercings.
Jesus veio para cumprir a lei. Nele não se achou pecado ou engano. Ele não contradisse em hipótese alguma a própria lei de Deus Pai, dada a Moisés e aos profetas. Pela Sua íntima comunhão com o Pai, Jesus sabia que pessoas pecadoras e em rebeldia contra Deus iriam no futuro pecar contra o seu próprio corpo. Sendo assim, é impossível Jesus ter usado qualquer desses apetrechos. Em nenhum texto do Novo Testamento encontramos o qualquer indício de Jesus ter usado piercing tatuagem ou brincos. Não consigo ver o Salvador cabeludo, usando uma tatuagem no peito, um piercing na língua, outro na sombrancelha e ainda outro no umbigo. Os piercings que atravessaram o Seu Santo corpo foram-lhe impingidos por homens pecadores que derramaram o seu sangue.

10. O uso de brincos, piercings e tatuagens tem origens na feitiçaria e falsas religiões.
O uso de piercings está ligado a religiões orientais, idólatras e demoníacas. É uma prática abominável pelas associações que significa. As pessoas que furam seu corpo e usam essas coisas, não percebem que estão sendo instrumentos do inimigo. É um símbolo material da possessão demoníaca que também invade o corpo do homem, de modo violento e usurpador. Em situações mais radicais, os idólatras, quando pesadamente influenciados pelos demônios que cultuam, chegam até a amputar partes do corpo como ritual. Veja em 1Reis 18:28, como os profetas de Baal se desfiguravam e feriam seus próprios corpos como um ritual frenético, para que os deuses (demônios) atendessem suas preces em desafio ao verdadeiro Senhor e Deus de Elias:

"E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, conforme ao seu costume, até derramarem sangue sobre si." (1Re. 18:28 ACF) Ver também Mar 5:5 como o endemoninhado se feria: "E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras." (Mc. 5:5 ACF)
Você quer se parecer com endemoninhados amigo? Limpe a sua pele e deixe a prática de se ferir com tatuagens que é incentivada por demônios que influenciam as pessoas para que se preparem para A TATUAGEM FINAL! Sabe qual é? É a TATUAGEM do próprio Satanás! É a MARCA DA BESTA! É a marca (literalmente: estampa) na pele das pessoas com o número 666 (Ap. 13:17). Essa será a TATUAGEM FINAL, que condenará todos aqueles que a usarem, ao Lago de Fogo que arde para todo o sempre (Ap. 14:11). Entregue-se ao Senhor Jesus Cristo. Ele vai colocar uma marca em você que significa a salvação eterna da sua alma. Essa marca é o Espírito Santo que identifica todo o salvo nascido de novo:

"E não entristecais o Espírito Santo com o qual estais selados para o dia da redenção" (Ef. 4:30 ACF) Veja este testemunho de um crente:
"Como ex-hindú eu sei que a prática dos piercings vem do hinduísmo e da feitiçaria. Os hindús furam as suas línguas com pequenas agulhas e perfuram todo o corpo com anzóis, entrando em transe. Eu testemunhei isso pessoalmente. Louvo a Deus que convenci alguns sobre as malignas tatuagens..."
Conclusão
O que o cabelo comprido, brinco, piercings e tatuagens significam para o homem hoje? Deixe o radical subversivo Jerry Rubin responder com o seu livro, "DO IT" (Faça-o): "Os jovens identificam o cabelo curto com autoridade, disciplina...Onde quer que formos, nosso cabelo mostra às pessoas como nos posicionamos... Estamos vivendo comerciais de TV para a revolução... O cabelo comprido é o começo da nossa liberação da opressão sexual que fundamenta toda esta sociedade militarista." O que este anarquista quer dizer é que o cabelo comprido simboliza a rebelião e indecência. O cabelo curto, simbloliza as dignidades e obediência. É verdade.

PREGADORES, IGREJAS E PAIS DEVEM SE POSICIONAR CONTRA O CABELO COMPRIDO PARA OS HOMENS

Pais que permitem um filho ter cabelo comprido estão sendo coniventes e omissos, contribuindo para uma rebelião contra Deus, contra o testemunho cristão e contra o país. Este é certamente um passo para a perda de controle do comportamento de uma criança. Pregadores e igrejas que também são coniventes com este assunto, esperando alcançar mais jovens e não ofendê-los, estão na verdade lutando contra Deus e semeando uma apostasia sem retorno. Nos levantemos pela verdade e pelo direito, não importando o preço! Acreditamos que o jovem crente genuíno, quando ensinado sobre a verdade, vai rejeitar a moda dos piercings, brincos e tatuagens. Ele vai querer o seu cabelo curto. Cristãos informados não vão querer se identificar com a vergonha "atimazo" própria dos homossexuais ou com a rebelião e revolta revolucionária que o cabelo comprido, as tatuagens e os piercings simbolizam.


"E não comuniqueis com as obras as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as..." ( Ef.5:11), "...para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa..." ( Fil. 2:15)!

Pode um homem divorciado ser Pastor?

Não! 10 motivos o impedem!

1. Ele não é exemplo dos fiéis.

Em 1 Tm 4:12, Paulo exorta ao pastor Timóteo para que seja "...o exemplo dos fiéis..." O homem que está no segundo, e em até alguns casos, terceiro ou mais casamentos, não pode ser exemplo dos fiéis, por não ser esta a vontade de Deus para o seu povo: Ele odeia o divórcio (Mal 2:16). Os jovens de tal igreja estariam automaticamente, levantando a possibilidade de o seus futuros casamentos, se não derem certo "como o do pastor", o divórcio seria uma opção e ainda Deus os estaria ainda abençoando após algumas "tribulações..." Desastroso exemplo seria também para os que entrarão ou já estão no ministério pastoral. O cristianismo verdadeiro não segue o lema de "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Paulo disse "sede meus imitadores como eu sou de Cristo"( 1Cor 3:15). O ministério pastoral não é para qualquer um, mas para os que tem condições morais de dar exemplo ( Heb. 13:7).

2. Ele não é irrepreensível.

Em 1 Tm 3:2 temos as qualificações para o pastor: " Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível..." A palavra traduzida por irrepreensível usada no texto acima é no grego "anepleptos". Ela aparece 3 vezes no Novo Testamento, a saber: 1 Tim 3:2, 5:7 e 6:14. O significado é sempre o de alguém de quem não se pode falar nada contra, sem mancha, sem culpa inacusável. Independente ser ou não o causador do divórcio ( se é que existe tal condição ), o homem que passou por esta experiência não se encaixa nas exigências bíblicas e será usado pelo Diabo para escandalizar e envergonhar o evangelho. Existe "pastor" que se casou em rebeldia contra os conselhos dos pais, de amigos e até de seus pastores atraindo as maldições do Senhor. Tal flagrante violação da vontade de Deus, tornou tal crente o único responsável pela falência do seu próprio casamento, desqualificando-o de uma vez por todas, para o exercício do pastorado.

3. Ele não é marido de uma mulher.

"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher... " (1Tim 3:2). A expressão "marido de uma mulher" significa muito mais do que o leitor superficial possa imaginar. O ensino é que a mulher com quem o bispo é casado, é a sua primeira e única! Não tem nada a ver com a condenação de relacionamentos simultâneos, o que seria adultério. A condenação da poligamia seria um absurdo tão redundante e flagrante que Paulo não precisaria se referir para uma pessoa especial como o bispo. O que está em jogo é a conduta ilibada e irrepreensível do pastor no seu relacionamento singular com a sua primeira esposa. Veja o verso afim em 1 Tim 5:9. "...e só a que tenha sido mulher de um só marido." É óbvio que a viúva a que Paulo se refere, só poderia receber auxílio da igreja se tivesse vivido com um só homem. Por estar ele morto não haveria outro. Esta é a mesma construção gramatical que se refere a situação do pastor, apenas invertendo-se os substantivos. A ênfase em 1 Tim 3:1 sobre a vida conjugal do pastor é tão flagrante, que a mesma palavra que é usada para expressar a unicidade da mulher da sua vida, é usada também em todas as vezes no Novo Testamento para expressar que marido e mulher se tornam uma só carne. O homem que se divorcia e se casa com outra mulher não reverte o se tornar uma só carne com a primeira, portanto ele não é mais marido de uma só mulher nem na singularidade nem na ordem numeral. Se voltasse para a primeira mulher cessaria o adultério, mas a desqualificação está selada para sempre.

4. Ele não tem autoridade para exortar nem aconselhar.

Certo pastor, que estava no segundo casamento, teve a audácia de, ao pregar numa determinada igreja, mencionar a sua indignação ao se deparar com colegas que estavam no segundo casamento...Tal falta de honestidade e coerência nos faz lembrar a advertência do Mestre que disse "Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu" ( Mat 7:5 ). O divorciado não pode pregar numa igreja como pastor, muito menos aconselhar os casais crentes sobre família, porque a sua não é mais exemplo. Se tentar aconselhar estará sendo hipócrita, se não aconselhar estará sendo omisso com o ministério mutilado. Não tem jeito, o cristianismo não funciona segundo palavras vazias, mas com exemplo de vida. Mesmo que o homem não tenha se casado novamente, a situação de separação da primeira esposa já o desqualifica para o pastorado.

5. Ele contradiz a própria palavra que prega por exercer, em rebeldia, uma posição para a qual Deus não o permitiu nem o chamou.

Quando o pastor sobe ao púlpito para pregar, ele não pode expressar as suas opiniões. Ele tem que entregar uma mensagem que não é a sua. Ele tem que pregar a Palavra de Deus em obediência a Cristo. Se o pregador está em rebeldia no seu viver, ele está desqualificado para pregar. Suas palavras são vazias e sem unção. Não importa o que a igreja pense, o tamanho da congregação, ou quantas conversões acontecem: o seu líder nessas condições está sem a bênção do Senhor, não importando os "sinais externos": os resultados não autenticam a fonte (1Cor 3:13-15).

6. Ele seria um desastre espiritual a médio e longo prazo para a igreja imatura que o aceitar.

Não se pode colocar o pecado em compartimentos. Quando ele entra na igreja sob a forma de omissão e rebeldia contra a palavra de Deus, qual fermento se espalha para vários outros setores. Com o pecado não se brinca. A tendência do homem é o pecado, principalmente na área de família e sexo. Na igreja isto também se verifica. Se a liderança não tem os padrões de Deus, a degeneração dos crentes é certa. Os líderes cristãos não podem ser egoístas, buscando seus interesses a curto prazo nem status de liderança para encobrir pecados pessoais. Se os padrões são decadentes, pode esperar que os crentes que se desenvolveram dentro do ambiente de tolerância com o pecado serão cada vez mais decadentes, frios e finalmente apóstatas. Veja as advertências do Senhor às 7 igrejas do Apocalipse. A igreja local muito menos ordem de pastores não têm autoridade para aceitar um pastor divorciado. Eles estariam em rebeldia contra a palavra de Deus, independente do número de votos que homologou a aceitação. Os crentes sérios que porventura pertençam a tal igreja deveriam imediatamente se retirar dela, recusando submeter-se a um líder desqualificado e não aprovado por Deus. O voto da maioria nesse caso não opera a vontade de Deus (Ex.23:2).

7. Ele desonra o gesto nobre de ex-pastores que abandonaram o ministério por fracassarem no casamento.

Há diversos casos de pastores que, apesar de terem o chamado de Deus para o ministério, tiveram a dignidade e a nobreza de abandoná-lo após se desqualificarem devido ao divórcio, separação ou conduta. Quando alguém insiste em permanecer no ministério nessas condições está desonrando a Deus e a esses homens dignos que entenderam que não era mais a vontade de Deus a sua liderança sobre o Seu povo. Quando alguém assim permanece no ministério, na verdade está se julgando muito importante e indispensável para o trabalho de Deus (Luc. 17:10).

8. Ele destruiu o modelo de compromisso eterno e indissolúvel entre Cristo e a igreja.

O relacionamento eterno entre Cristo e os salvos, é comparado com o do marido e esposa cujo compromisso não é para ser quebrado (Ef. 5:22-33).

9. Ele não pode celebrar nenhum casamento.

Até que a morte os separe (Rom. 7:2-4, 1Cor 7:39) ? Como pode um pastor proferir os votos conjugais para um casal de noivos , se ele mesmo não cumpriu na sua vida?

10. Ele está contribuindo para a degeneração dos padrões familiares das gerações seguintes.

Se pastores, tendo suas famílias dentro dos padrões bíblicos, já sofrem com a desintegração de várias famílias da membrezia, imagine se do púlpito vem o péssimo exemplo do fracasso conjugal. Nesse caso os fundamentos da família estão abalados para as gerações seguintes (Sal. 11:3).

Conclusão

O divórcio é uma ameaça para a família cristã. As sua conseqüências são devastadoras para a família. Por esse motivo "...o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio..." (Mal 2:16). O homem que foi chamado para anunciar a palavra de Deus como pastor não pode ser divorciado, muito menos casado pela segunda vez. Se alguém está nessa triste situação deve ter a humildade suficiente de abandonar o ministério urgentemente para não causar mais prejuízos ao testemunho do evangelho e procurar exercer os seus dons fora da liderança da igreja, pois o seu chamado acabou tão logo tenha ocorrido a desqualificação. Para os crentes que desfrutam a bênção de ter o seu casamento dentro da vontade de Deus, fica o alerta para, humildemente, reconhecer a graça do Senhor (1Cor. 10:12) e buscar em fervente oração, forças e discernimento para combater as armadilhas do maligno para a destruição da família.

22 de agosto de 2010

Fumar é pecado?

Não existe mesmo um mandamento bíblico específico a respeito do uso do tabaco, como “Não fumarás”. Também não está contido em Apocalipse — e em nenhuma outra parte das Escrituras! — o versículo que muitos citam para combater o vício: “Os viciados não herdarão o reino de Deus”. Mas precisamos ter em mente que a Bíblia é um livro de mandamentos gerais e específicos, bem como de princípios.
Há uma tendência mundial de se opor ao tabagismo e restringi-lo em lugares públicos. Os ministérios da saúde de diversos países não têm medido esforços para alertar a população acerca dos riscos de ingerir as substâncias tóxicas contidas na chamada “chupeta do demônio”. Segue-se que o ato de fumar, além de causar mal à saúde, tem uma péssima fama e não passa no teste de Filipenses 4.8. Além disso, e consequentemente, fumar é uma ação contrária ao mandamento de 1 Tessalonicenses 5.22: “Abstende-vos de toda aparência do mal”. Em outras palavras, o cristão deve evitar o pecado e tudo o que parece pecado.
Conquanto não haja proibição expressa ao ato de fumar, nem todas as coisas lícitas (não proibidas) convêm ao salvo em Cristo (1 Co 6.12). Considerando que: (1) o consumo de tabaco gera dependência e, como se sabe, é prejudicial à saúde; (2) o cristão é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20); e (3) a Bíblia diz que aquele que destrói esse templo, Deus o destruirá (1 Co 3.16,17), podemos concluir que o ato de fumar não é conveniente ao servo do Senhor.
Apesar de não haver na Bíblia mandamentos específicos a respeito do fumo, existem princípios e mandamentos gerais que condenam o ato de fumar. Mesmo não havendo no texto sagrado o mandamento “Os viciados não herdarão o reino de Deus”, o servo do Senhor que se preza sabe que qualquer tipo de vício não se coaduna com uma vida de comunhão com Deus (Jó 11.11; Dn 6.4).
Na relação das obras da carne mencionam-se a prostituição, a glutonaria, as bebedices, várias outras obras e “coisas semelhantes a estas” (Gl 5.19-21). É evidente que o ato de fumar é uma dessas “coisas” similares àquelas que destroem o templo do Espírito Santo. Qualquer ação consciente por parte do cristão que venha a destruir o seu corpo, que é templo do Espírito, trata-se de uma das obras da carne. E, segundo a Bíblia, “não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (v.21, ARA).
Portanto, fumar hoje, principalmente, é um ato antissocial, feio, prejudicial à saúde e, acima de tudo, pecaminoso, à luz dos mandamentos e princípios gerais das Escrituras. Mas, se algum apreciador de cachimbo, charuto ou cigarro que se diz cristão me achar legalista, que reclame com o Autor da Palavra de Deus! É Ele quem nos ordena a sermos santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15).
Portanto..... FUMAR É PECADO!

12 de agosto de 2010

Por que Deus permite que ocorram tantas tragédias?

2010 – Um Ano de Inícios Conturbados
O ano de 2010 mal começou e já nos deixou bastante perplexos e assustados diante das inúmeras e sucessivas catástrofes envolvendo diversos elementos da natureza.
No Rio Grande do Sul, uma ponte desabou provavelmente devido às fortes chuvas e, conseqüentemente, também devido às fortes correntezas do rio Jacuí, fazendo com que várias pessoas que estavam sob ela naquele momento viessem a perder as suas vidas. Em São Luiz do Paraitinga (interior de São Paulo), a enchente destruiu praticamente toda a cidade e deixou milhares de desabrigados. Em Angra dos Reis (Rio de Janeiro), os deslizamentos de terras provocados pelas fortes chuvas, deixaram o triste saldo de 52 pessoas mortas. E, agora, como se tudo isso já não bastasse, o Haiti acaba de sofrer o maior terremoto dos últimos 200 anos, o qual atingiu 7,0 graus na escala Richter, provocando assim a morte de milhares de pessoas.
Procura-se Deus
Ora, diante de tantas tragédias e de tamanhas catástrofes provocadas pela natureza, muitos acabam se perguntando: “onde Deus estava durante essas tragédias?”. Ou então, “por que Deus não fez nada para impedir tais catástrofes?”. Bem, estas perguntas são legítimas e, portanto, merecem uma resposta. E, no intuito de tentar respondê-las, creio que seja pertinente vermos antes o que o Salmo 46.1-3 nos diz:
“1Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. 2Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares;3Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”.
Este salmo, embora escrito há mais de 2.500 anos atrás, continua sendo bastante atual. E, os seus três primeiros versos nos ensinam basicamente duas coisas: 1) Já naquela época as pessoas sofriam com as mesmas catástrofes da natureza assim como as experimentamos nos dias de hoje, tais como: a) terremotos (vv.2a, 3a) e b) maremotos (vv. 2b, 3b). 2) Diante dos desastres naturais, o homem piedoso daquele tempo sabia que deveria depositar a sua confiança somente em Deus, e não nas questões efêmeras desta vida (v.1). O salmista, diante deste quadro negro pintado pelas destrutivas forças da natureza, exclamou: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza diante das grandes catástrofes naturais e, por isso, não temeremos!”.
Sim, mas e Daí?!
A despeito de todos esses dados, somos ainda impulsionados a pensar: “Tudo bem, mas porque Deus permite que existam tantas tragédias na vida humana, tais como: doenças incuráveis, quedas de aviões, ‘balas’ perdidas, furacões, acidentes de trânsito, enchentes, guerras e, sobretudo, terríveis terremotos, tais como esse do Haiti, que ceifou milhares de vidas?”.
Esses questionamentos nos remetem a uma antiga e difícil questão filosófico-teológica: “Como o mal (tanto moral quanto natural) pode existir em um mundo criado por um Deus absolutamente bom e todo-poderoso?”.
O filósofo e economista inglês, John Stuart Mill (1806-1873), defendendo o ponto de vista ateísta e, portanto, recheado de ceticismo, respondeu a esta pergunta argumentando que Deus normalmente faz coisas que, se fossem feitas por seres humanos, resultaria na prisão e no castigo destes últimos. Mill declarou que Deus, através da natureza, inflige a doença, a dor e até mesmo tormentos aos seres humanos. Além disso, ele declara que Deus tira a vida de todo ser humano, o que ele entende por “assassinato”. Sendo assim, por que Deus deve ser desculpado e os seres humanos devem ser condenados por estes crimes terríveis?
Ora, o que esse filósofo não percebeu é que Deus é um ser único, singular, sui generis, e, dessa forma, não pode ser jamais confundido com a Sua criação. Mill não entendeu que Deus é soberano sobre todas as formas de vida – pois foi Ele quem as criou – e quem, portanto, detém todo o direito sobre as mesmas, o que inclui o direito de tirá-las (Dt 32.39,40; 1 Sm 2.6; Jó 1.21) de acordo com os seus soberanos e insondáveis desígnios.
Além disso, devemos lembrar aqui as palavras de dois eminentes autores sobre este assunto. J. B. Phillips (Seu Deus é Pequeno Demais, p.51) declarou: “é preciso admitir com franqueza, que, neste mundo eminentemente empírico em que Deus concedeu ao homem o perigoso privilégio do livre arbítrio, ocorrem, inevitavelmente, ‘doenças e acidentes’”. E C. S. Lewis (O Problema do Sofrimento, p.64), que concorda com esta afirmação, comenta: “a possibilidade do sofrimento é inerente à própria existência de um mundo onde almas possam encontrar- se”. Aliás, dando prosseguimento ao seu pensamento, Phillips declara (Idem, p.52):
“As pessoas que acham que Deus é uma Desilusão, é porque não entenderam as condições que Ele estipulou ao conceder que habitássemos este planeta. [...] O erro, porém, está em que interpretam mal as condições desta presente vida, que é temporária, e durante a qual Deus retém a Sua Mão, por assim dizer, para dar lugar à execução do Seu plano de livre arbítrio [concedido ao homem]. A justiça [por trás de todo este sofrimento, aparentemente injusto aos nossos olhos] só será cabalmente satisfeita, depois que a cortina descer sobre o atual palco da vida, as luzes desse teatro se apagarem e sairmos todos, então, para o Mundo Real [a vida eterna com Cristo]”.
Mas, o que a Bíblia tem a nos Dizer sobre o Problema do Mal?
Neste momento, devemos recordar aqui as palavras de Paulo que envolvem a questão sobre o problema do mal no mundo:
“18Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada,[...]20Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, 21Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.18, 20-21).
Neste trecho das Escrituras, Paulo fala sobre três aspectos básicos do mal em nossa condição humana:
Primeiro, é dito que o mal é algo temporário e está relacionado a este mundo e que também ele contrasta, portanto, a uma condição melhor que esta, a qual se revelará no futuro (v.18).
Segundo, Paulo diz que “a criação (no sentido mais amplo) ficou sujeita à vaidade” (v.20). Aqui, a palavra “vaidade” (gr.mataioteti), pode ser traduzida, por exemplo, como “futilidade, vacuidade, vazio, inutilidade, esterilidade”. Em outras palavras, o apóstolo está dizendo toda a criação está sujeita ao caos e à inutilidade, condição esta que foi provocada primariamente pelo pecado humano. O que está em foco aqui é a questão do sofrimento como um todo. Deus sujeitou toda a sua criação a uma existência aparentemente “vã”, permitindo (no caso dos seres humanos, por exemplo) que fôssemos suscetíveis a todo o tipo de sofrimento, quer seja provocado por desastres da natureza, por enfermidades, por quaisquer outras tragédias e até mesmo pela morte. Tal sujeição teve e tem o propósito de ensinar a todos os seres humanos o quão terrível é o pecado, bem como, como são trágicas as suas conseqüências para a nossa vida.
Terceiro, o apóstolo nos diz ainda que a nossa condição humana (permeada por todos os tipos de adversidades e reveses) terminará por redundar, de alguma forma, em um bom resultado, pois “a mesma criatura será libertada [um dia] da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (v. 21).
Resumindo, Paulo está nos ensinando que não devemos “depositar todas as nossas fichas” ou “apostar todas as nossas cartas” na nossa efêmera, breve e instável existência terrena que, aliás, um dia acabará. O apóstolo está nos convidando para elevarmos os nossos olhares para além das nuvens, a fim de que ajuntemos o nosso “tesouro” no céu, onde a traça e a ferrugem não conseguem exercer o seu poder destrutivo e também onde os ladrões não poderão mais nos roubar (cf. Mt 6.19-21).
Uma Palavra Final
Bem, a fim de concluir o nosso pensamento, devemos dizer que o sofrimento é um intruso na criação de Deus. Deus nunca intencionou que ele existisse. Todavia, o pecado entrou em nosso mundo e em nossa existência e, com o pecado, vieram juntos o sofrimento, os conflitos, as dores, a corrupção e a morte. Portanto, se há um culpado por trás de tantas tragédias na história humana, este culpado certamente não pode ser Deus, mas sim o próprio ser humano.
O homem, ao contrário do rei Midas da mitologia grega que transformava em ouro tudo o que ele tocava, mancha tudo o que toca. Devido à sua natureza pecadora, o ser humano consegue direta e indiretamente arrasar, destruir e corromper aquilo que Deus criou perfeito (por exemplo, a terra, o mar, o clima etc). Dessa forma, mais cedo ou mais tarde, o homem acaba se tornando o arquiteto da sua própria ruína.
Neste momento, você pode estar se perguntando: “Espere aí! Você está querendo me dizer que o pobre povo haitiano é o culpado por esse terrível terremoto que dizimou milhares de vidas?” Respondo: É claro que os próprios haitianos não têm nenhuma culpa ou responsabilidade direta sobre esse trágico terremoto. (Aliás, a minha oração a Deus é para que o povo haitiano possa se recuperar o mais brevemente possível dessa catástrofe). Mas, o ser humano como um todo, independentemente da sua nacionalidade (pois Deus nos enxerga de forma supranacional), devido aos seuspecados historicamente acumulados, é o responsável por vários tipos de catástrofes, de forma direta e indireta. Devemos nos lembrar aqui que o homem, ao pecar, trouxe maldição não somente sobre si, mas também sobre toda a terra, a ponto de Deus declarar: “maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).
Sendo assim, quem é o culpado por existirem tantas tragédias? O diabo? Os demônios? O acaso? A própria natureza? Deus? O homem? Bem, penso que o ser humano, de forma geral, é o maior responsável pelas grandes tragédias de sua própria existência terrena. Seus atos, como se fossem poderosos bumerangues, de maneira inexplicável, cedo ou tarde, acabam voltando na direção de quem os arremessou.
Além disso tudo, penso que o sofrimento, por mais desagradável que seja, tem inúmeros propósitos, tais como: 1) conscientizar-nos de que somos seres dependentes (de Deus); 2) fazer-nos ficar mais próximos de outros seres humanos, tornando-nos, inclusive, pessoas mais solidárias com o sofrimento alheio; 3) fazer o homem conhecer a sua própria miséria; 4) fazê-lo humilhar-se diante de Deus; e 5) fazê-lo saber que tudo na existência terrena é efêmero e que, portanto, ele (o homem) deve se voltar para valores transcendentes e eternos.
Ora, se quiséssemos mesmo ser pessoas honestas, em vez de perguntarmos apenas: “Por que um Deus bom permite que o mal exista?”, deveríamos perguntar: “Por que um Deus justo e santo permite que pecadores tão maus como eu e você ainda continuem vivos?”.
Depois dessa tragédia ocorrida no Haiti, alguém me perguntou: “Como Deus pôde permitir que cerca de 45 mil pessoas morressem? (segundo as estimativas atuais)”. Eu respondi: “Bem, se o Haiti possui uma população de cerca de 10 milhões de habitantes, como Deus foi misericordioso por preservar a vida dos mais de 9,5 milhões de pessoas restantes!”
Por fim, Como bem declarou C. S. Lewis (Idem, p.67): “[...] o sofrimento insiste em ser notado. Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento: ele [o sofrimento] é o seu megafone [de Deus] para despertar um mundo surdo”.
O ano de 2010 mal iniciou e este megafone já foi utilizado inúmeras vezes. Aliás, não sabemos quantas vezes mais ele ainda será usado. Diante disso, uma pergunta paira no ar: Quando será que despertaremos de nossa letargia?!

 

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Deus abençoe sua vida.