2 de janeiro de 2011
Bispo Samuel Ferreira em transe na Assembléia de Deus do Bras.
26 de dezembro de 2010
Dieta da sopa para emagrecer
Apesar de dieta não ter nada haver com o assunto do BLOG, resolvi postar aqui uma dieta infalível, extraída do corpo de nutricionistas do INCOR, e que realmente ajuda o paciente perder até 7 kg em uma semana.
Acredito que no início do ano muitos estarão mais gordos, e desesperados para emagrecer, então não custa ajudar.
Quem se habilitar a fazer, peço que poste aqui a sua esperiência.
Ingredientes:
1 Berinjela
1 Nabo
2 Maços de cebolinha
1 ou 2 latas de purê de tomate (ou tomate picado)
1 maço de aipo ou salsão
1 repolho grande
1 cebola picada
3 cenouras
2 xícaras de vagem picada
Tempere com sal, pimenta, curry, salsa, etc..., se desejar.
Corte os legumes em pedaços pequenos ou mèdios e cubra de água.
Ferva rápido por 10 minutos; então, abaixe o fogo, mantendo o ponto de fervura por aproximadamente 40 minutos. Tempere a gosto.
Esta sopa pode ser tomada em qualquer momento do dia, em momento que se tenha
vontade. Coma quando quiser, de dia ou de noite. Esta sopa queima calorias. Quanto mais se come, mais se perde. Se tomada isoladamente, por período indeterminado, você pode sofrer desnutrição.
ACOMPANHAMENTO PARA SOPA
DIA 1 -- TODAS AS FRUTAS (exceto banana)
Seu primeiro dia consistirá de todas as frutas que deseje, menos banana.
Melancia e melão têm menos calorias que a maioria das frutas.
Coma somente sopa e frutas no Dia 1.
Para beber: chá, café, suco de uva ou água á vontade, mas tudo sem açúcar.
DIA 2 -- TODOS OS LEGUMES
Coma, até que esteja farto, legumes frescos, crus ou cozidos, de sua preferência. Tente comer legumes verdes e folhosos que desejar, afaste-se de feijão seco, grão de bico, ervilhas e milho. Tome toda a sopa e coma os legumes que desejar. Na hora do jantar pode comer, se quiser, uma batata grande cozida,com manteiga.
Lembre-se: NÃO COMA FRUTAS HOJE.
DIA 3 -- FRUTAS E LEGUMES
Tome e coma quanta sopa, frutas e legumes desejar. Mas hoje você não poderá comer batata cozida. Se você tiver comido por 3 dias tudo que foi indicado e em quantidade suficiente e equilibradas, descobrirá que perdeu de 2,300 a 3,200 quilos até hoje.
DIA 4 -- BANANA E LEITE DESNATADO
Coma até 8 bananas e beba quantos copos de leite desnatado que quiser no dia de hoje, junto com a sopa. Banana tem calorias e carboidratos, proteínas e cálcio para diminuir o desejo intenso de consumir açúcar.
DIA 5 -- BIFES E TOMATES
Você pode comer nesse dia de 280 gramas a 400 gramas de bife e o conteúdo de uma lata de tomate. Tente beber de 6 a 8 copos de água para lavar e eliminar o ácido que está no seu corpo. Tome a sopa pelo menos uma vez no decorrer do dia.
DIA 6 -- BIFES E LEGUMES
Coma bife (até 3 bifes grandes) e legumes em quantidades razoáveis, mas o quanto desejar, MAS NÃO BATATA COZIDA. Assegure-se de tomar a sopa pelo menos uma vez no dia.
DIA 7 -- ARROZ, SUCOS E FRUTAS
Dê preferência ao arroz integral, aos sucos (evidentemente sem açúcar) e aos legumes á vontade. Outra vez se farte. Assegure-se de tomar a sopa pelo menos uma vez no dia.
RESUMINDO
Ao final do sétimo dia, se não tiver fraudado a dieta, você terá perdido de 4,500 a 7,500 quilos. Se tiver perdido mais de 8,200 quilos, fique fora da dieta por 2 ou 3 dias antes de recomeçar.
25 de dezembro de 2010
Jesus não nasceu no Natal
A típica história que nós repetidamente ouvimos é:
"Na noite de 25 de Dezembro, cerca de 2000 anos atrás, Maria se dirigia a Belém montada em um jumento, à beira de dar à luz o seu bebê. Embora fosse uma emergência, todas as hospedarias lhes negaram abrigo. Então eles tiveram Jesus em um estábulo. Em seguida, os anjos cantam aos pastores, e depois todos se juntam aos três reis magos montados em camelos no louvor ao silencioso recém-nascido."
O problema é que essa história pode estar quase completamente errada. Os eventos que rodearam o nascimento têm sido recontados tantas vezes de tantas formas - em peças, poesias, livros e filmes - que a maioria das pessoas têm uma visão distorcida dos verdadeiros eventos. O único registro preciso é o que se encontra na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.
Maria montou num jumento para chegar em Belém?Talvez, mas há várias outras possibilidades. A Bíblia não diz como ela chegou a Belém. Diz apenas que ela foi acompanhada por José.
Maria chegou a Belém na noite em que ela deu à luz? A Bíblia não sugere isso. Eles podem ter chegado semanas antes. A Palavra de Deus simplesmente diz: "E aconteceu que, estando eles ali [em Belém], se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz" (Lucas 2:6). Chegar na cidade bem antes dessa data faria mais sentido. A jornada de Nazaré a Belém normalmente durava três dias.
José ou Maria falaram com algum hoteleiro? Talvez, mas não há razões bíblicas fortes para acreditar que sim. Embora hoteleiros sejam importantes personagens em muitas peças de Natal, nenhum hoteleiro é realmente mencionado no registro bíblico do nascimento de Cristo. Além do mais, é bem possível que Maria e José tenham na verdade se hospedado numa casa com parentes, não em algum tipo de hotel dos tempos bíblicos. (Veja abaixo)
Jesus nasceu em um estábulo?Ou em um celeiro? Ou em uma caverna? A Bíblia não menciona nenhum desses três lugares em conexão com o nascimento de Cristo, menciona apenas uma manjedoura. A Escritura diz apenas que eles deitaram Jesus em uma manjedoura porque não havia nenhum lugar para ele no quarto de hóspedes. A palavra grega usada na Escritura é kataluma, e pode significar quarto de hóspedes, alojamento ou hospedaria. Na única outra vez que aparece no Novo Testamento, essa palavra significava um quarto amplo e mobiliado de um sobrado, dentro de uma casa particular. É traduzido como quarto de hóspedes, não como hotel (Marcos 14:14-15). De acordo com nossos peritos em arqueologia bíblica, Jesus provavelmente nasceu na casa de parentes, mas for a da sala e do quarto de hóspedes. (Aprenda mais: Jesus nasceu num estábulo? / O que é uma manjedoura?/ O que é uma hospedaria?
"Longe, numa manjedoura, o bebê acorda, mas o pequeno Senhor Jesus, não grita nem chora." Embora essas palavras sejam a tradução de uma bela canção, não podemos ter certeza de que Jesus não chorava. A Bíblia não registra isso.
Os anjos cantaram aos pastores fora de Belém? Talvez, mas a Bíblia não diz especificamente que os anjos cantaram. Ela diz que primeiro um anjo apareceu e falou, "e, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus" (Lucas 2:13).
Os anjos estavam presentes na hora do nascimento? Parece lógico presumir que sim, mas, a Escritura não menciona isso, e não há provas de que os anjos estivessem visíveis a Maria e José nesse momento.
Três reis magos montados em camelos estavam presentes no nascimento de Jesus? A Bíblia não fala que nenhum rei ou camelo visitou Jesus.
Ela menciona que homens sábios (“magos”) foram, mas não diz quantos. Nenhum dos primeiros Pais da Igreja sugeriu que os magos eram reis. Como a palavra "magos" usada na Bíblia está no plural, havia aparentemente ao menos dois deles, e pode ter havido mais - até mesmo muitos mais deles. A Bíblia menciona apenas que três presentes caros foram dados por eles -ouro, incenso e mirra, mas isso não indica necessariamente o número dos magos. Não há prova de qual era o país de origem desses homens.
Antes que os magos chegassem a Belém, Jesus viajou para Jerusalém, para ser apresentado no Templo, e de lá voltou a Belém. (Lucas 2:21-22).
E mais, os sábios homens claramente não visitaram Jesus enquanto ele ainda estava deitado na manjedoura, como é comumente apresentado em cartões e peças. Os magos não chegaram até algum tempo depois da apresentação de Cristo no Templo em Jerusalém (Lucas 2:22-39).
Nesse momento, a Escritura se refere a Jesus como uma "criança", não como um "bebê". É possível que o pequeno Jesus já estivesse andando e falando então. Com base nos cálculos do Rei Herodes e dos magos (Mateus 2:16),Jesus podia já ter dois anos ou menos. [Aprenda mais: Sobre os sábios (magos)]
Jesus nasceu em 25 de Dezembro, ou ao menos em Dezembro? Embora não seja impossível, parece improvável. A Bíblia não especifica um dia ou mês. Um problema com Dezembro é que seria fora do comum que pastores estivessem“pastoreando nos campos” nesse frio período do ano, quando os campos ficavam improdutivos. A prática normal era manter os rebanhos nos campos da Primavera ao Outono. Além disso, o inverno seria um tempo especialmente difícil para Maria viajar grávida pelo longo caminho de Nazaré a Belém (70 milhas).
"Um período mais provável seria em fins de Setembro, no tempo da Festa dos Tabernáculos, quando uma viagem como essa era comumente admitida. Além do mais, crê-se (embora não seja certo) que o nascimento de Jesus foi próximo ao final de Setembro. A concepção de Cristo, contudo, pode ter ocorrido no final de Dezembro do ano anterior. Nossa celebração de Natal pode ser vista como uma honrada observaçãoencarnação do 'Verbo que se fez carne' (João 1:14).
Como sabemos que a Bíbia está certa?Answer…
Quando afirmamos que a Bíblia é a Palavra de Deus, isso implica que ela é completamente precisa, ou ela contém imprecisões insignificantes em detalhes concernentes à história e à ciência?Resposta…
Como pode a Bíblia ser infalível se ela foi escrita por homens falhos? Resposta…
O nascimento de Jesus Cristo a partir de uma virgem não é mitológico e cientificamente impossível? Resposta…
…É provável que esse maravilhoso anjo liderando as hostes celestiais em louvor, fosse Miguel, o arcanjo; essa ocasião foi posteriormente comemorada pela igreja primitiva como Miguelmas ('Miguel enviado'), em 29 de Setembro, a mesma data da Festa dos Tabernáculos. Seria no mínimo apropriado para Cristo ter nascido nessa data, porque foi em Seu nascimento que que 'o Verbo se fez carne e habitou (literalmentetabernaculou) entre nós' (João 1:14).
Isto significaria, então, que Sua concepção, não Seu nascimento, ocorreu no final de Dezembro. Além disso, pode perfeitamente ser que quando celebramos o nascimento de Cristo no chamado 'Natal', nós estejamos na verdade celebrando Sua concepção miraculosa, o tempo em que o Pai enviou o Filho ao mundo, no ventre da virgem. Esse, o mais obscuro período do ano, o período da festa pagã 'Saturnália', e o período em que o sol (a 'luz do mundo' física) está mais distante da Terra Santa - seria certamente um período apropriado para Deus enviar a 'luz do mundo' espiritual ao mundo, como o 'Salvador, que é Cristo o Senhor' (Lucas 2:11)" [Dr. Henry M. Morris, The Defender's Study Bible (notas de Lucas 2:8,13)].
(O Natal é uma celebração especial da ceia do Senhor - chamada de missa pela Igreja Católica Romana e de ceia pela maior parte das Igrejas Protestantes.)
Por que muitos cristãos celebram o Natal em 25 de Dezembro, se não foi nessa data que Cristo nasceu?
Essa data foi escolhida pela Igreja Católica Romana. Devido ao domínio de Roma sobre o mundo "Cristão" por séculos, a data se tornou tradição por toda a cristandade..
O significado original de 25 de Dezembro é que esse dia era um popular dia festivo de celebração do retorno do sol. Em 21 de Dezembro ocorre o solstício de inverno (o mais curto dia do ano e assim um dia chave no calendário), e 25 de Dezembro era o primeiro dia no qual os antigos podiam notar claramente que os dias estavam se tornando maiores e que a luz do sol estava retornando.
Assim, por que 25 de Dezembro foi escolhido para lembrar o nascimento de Jesus Cristo com uma missa (ou ceia)? Como ninguém sabe o dia de Seu nascimento, a Igreja Católica se sentiu livre para escolher essa data. A Igreja queria substituir o festival pagão com um dia santo Cristão. O método se valia do fato de que é mais fácil tirar um festival mundano, mas tradicional, da população quando podemos substituí-lo com um bom festival. De outra forma, a Igreja teria deixado um vácuo onde antes havia uma tradição de longas datas, e se arriscado a produzir descontentamento na população e um rápido retorno à prática pagã.
Os vários equívocos acerca do nascimento de Cristo ilustram a necessidade de sempre testarmos tudo o que ouvimos contrário à Palavra de Deus, não importa qual seja a fonte da informação. A Bíblia é a autoridade decisiva.
A despeito de todos os erros humanos, os fatos verdadeiros sobre Jesus são mais maravilhosos do que palavras podem expressar. Ele verdadeiramente nasceu de uma virgem na cidade de Belémexatamente como profetizado anos e anos antes. Jesus foi concebido em Maria, não por homem, mas pelo Espírito Santo de Deus. Como o apóstolo João revela, Jesus existia antes da Criação do mundo (João 1). Ele é parte da Santa Trindade que conhecemos como Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). O Filho de Deus veio em forma de homem com um propósito - morrer como um sacrifício voluntário em pagamento pelos pecados da humanidade. Ele o fez para conceder salvação eterna como um dom gratuito a todo aquele que O aceitar e O seguir.
Aprenda muito mais sobre Jesus Cristo, Seu propósito e vida lendo a Bíblia(veja especialmente Lucas 2:1-20 e o livro de João). Assista também nossos filmes on-line gratuitos sobre Jesus - The HOPE (A ESPERANÇA) ou God’s Story (A História de Deus). Viaje de volta ao princípio da história de Cristo, em Gênesis, e prossiga na ordem cronológica através dos emocionantes eventos chaves que precedem o Seu nascimento - e então através de Sua vida, morte, ressurreição, e do que se sucedeu a tudo isso.
23 de dezembro de 2010
Semeie nesta campanha
O cristão sempre será prisioneiro de sua palavra
"... Sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato..." - ( I Timóteo 4:12).
Aqui, ser exemplo na palavra, não está falando de ser exemplo no conhecimento da Palavra de Deus, como costumam ensinar. Aqui, ser exemplo na palavra significa zelar pelo cumprimento da palavra pessoal dada ao povo, ou a alguém.
Numa outra versão, diz –
"...sê o exemplo dos fiéis na conversação, no modo de tratar com o próximo".
Usar sempre de sinceridade na nossa maneira de tratar, ou seja, "no trato" e zelar sempre pelo cumprimento de nossa palavra, continua sendo uma das maneiras de adquirirmos a confiança do povo e de sermos reconhecidos como homem de Deus.
Se começarmos a cair em contradições, se formos além do "sim, sim; não, não", desonramo-nos a nós mesmos e perdemos o respeito de nosso semelhante - "Assim falai, e assim procedei..." - (Tiago 2:12), ou seja, viver de acordo com aquilo que fala, é uma boa regra a ser observada por quem quer ser considerado súdito do Reino de Deus.
Para que sejamos respeitados como cidadão do céu, Paulo recomenda –
"Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com seu próximo..." - ( Efésios 4:25).
Esta é também a recomendação dada pelo Senhor dos Exércitos –
"Eis as coisas que deveis fazer: falai a verdade cada um com o seu companheiro..." - ( Zacarias 8:16).
O homem de Deus sempre será prisioneiro de suas palavras –
"...sê o exemplo dos fiéis, na palavra..." – ( I Timóteo 4:12)
É bom fazer negócios com crentes que pregam e que ensinam a Palavra de Deus, não é?
9 de dezembro de 2010
Quando o dizer "não" é necessário
"...seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não..."
Quase sempre dizer "sim" é mais fácil. Também receber um "sim"quase sempre é melhor. Jesus, porém, falou da necessidade de dizer "não", ou seja, da necessidade de contrariar interesses, se necessário.
Muitas vezes um "não" pode representar uma verdade feia; um "sim"pode representar uma mentira bonita.
Diz-se "sim" sem a intenção de cumprir. Assim, será sempre preferível uma verdade feia, dita com um "não" sincero, em lugar de uma mentira bonita dita com um "sim", mentiroso.
Além do Sacerdote Eli que não soube dizer não aos seus filhos, os quais, em consequência se perderam, também o grande rei Davi nunca soube dizer não ao seu filho Adonias - "E nunca seu pai o tinha contrariado.."- ( I Reis 1:6).
Em consequência desta atitude errada, Davi estava no leito de morte e Adonias já conspirava para tomar o reino, conforme lemos em I Reis, 1.
Embora muitas vezes seja difícil, somos testemunha pessoal desta dificuldade, acabamos pagando caro por não sabermos dizer "não".
A palavra do cristão precisa conter também o "não, não". Um "não"dito com amor a um filho pode até ser melhor que um "sim".
O relacionamento entre duas pessoas torna-se difícil quando não há mútua confiança nas palavras ditas pelas partes.
A verdadeira cruz de Cristo
Jesus nos ensina o caminho para o Reino: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” [Lc 9:23]. Seguir a Cristo nesta terra nos credencia a segui-lo para além desta terra, na eternidade.
A cruz de Cristo é feita apenas com dois pedaços de madeira rústicos. Não é de madeira nobre, como mogno ou imbuia, e muito menos tem entalhes ornamentais ou tem suas rebarbas retiradas ou foi lixada para ser suave ao toque.
Na verdade, tocar na cruz de Cristo é uma experiência estranha e que não tem prazer no ato em si. Carregá-la então, para a mente humana não regenerada pelo amor de Cristo é carregar um peso morto, algo que beira o masoquismo.
Agora, para os filhos de Deus, remidos pelo sangue de Cristo que foi derramado exatamente nesta cruz áspera, escandalosa e sem beleza alguma, deveria trazer gozo e alegria tomar a cruz que nos é proposta, não pela cruz em si, mas pelo servir a Cristo, pelo seguir sua instrução e pela compreensão espiritual da cruz como o caminho para o Reino.
É triste percebermos que há muitas outras cruzes no arraial cristão e que, tal como um celular Xing ling quer imitar um iPhone, estas falsas cruzes tentam imitar a cruz que Cristo nos propõe.
E há cruzes para todos os gostos, tipos e bolsos.
Uma é diminuída em seu tamanho, para ser mais leve e fácil de carregar. Esta cruz mutila a Bíblia, eliminando dela todo o compromisso que a vida cristã requer.
Outra é aumentada para parecer mais pesada do que realmente é tendo em vista que o que carrega tal cruz julga-se merecedor da salvação por carregar mais peso que os outros e, pior ainda, condena os que não têm uma cruz tão grande nas costas. Não é difícil de reconhecer o carregador deste tipo de cruz, pois está sempre fazendo sacrifícios tolos para buscar aprovação em Deus para seu coração endurecido. Busca trilhar o caminho maldito da auto-salvação e, em algum ponto da estrada esbarra no muro da frustração.
Há ainda a cruz que só tem aparência: tem cor de madeira, tem cheiro de madeira, parece rústica e tem até sangue escorrendo por ela. Parece cruz, mas é falsa, é cinematográfica, é fake, cruz de isopor que tenta enganar os homens, mas não é capaz de enganar a Deus. Qualquer vento de doutrina vai quebrá-la e espalhar seus pedaços, revelando seu interior.
Creio não conseguir enumerar todos os tipos de pseudocruzes no meio cristão, mas não posso deixar de citar a cruz da aceitação. Este tipo de cruz é lixada e antes teve todas as rebarbas removidas, sendo bem suave ao toque. Geralmente é envernizada ou pintada com alguma cor da moda. Esta cruz precisa ser assim para que quem a carrega seja aceito em seu meio, seja na escola, no trabalho, com amigos ou família. Em seu interior até tem a mesma qualidade de madeira da cruz de Cristo, mas recebeu muitos retoques e embelezamento externo para facilitar sua aceitação. Quem carrega tal cruz retira as rebarbas da condenação do pecado para que possa continuar com sua vida da mesma forma de outrora, mas com uma aparência gospel, lixa-a para aliviar a aspereza do negar-se a si mesmo e a pinta ou enverniza para dar uma aparência agradável para que outros até topem carregar uma cruz bonitinha assim, imaginando com isto cumprir o verdadeiro IDE.
A cruz de Cristo é uma experiência radical, que nos muda radicalmente. Só a verdadeira cruz tem o poder de nos conduzir à essência da Verdade, que é Cristo Jesus.
Se nos dedicarmos a qualquer outra cruz que não a autêntica corremos o risco de, em vez de sermos salvos pelo sacrifício de Jesus na cruz, sermos nós mesmos crucificados nesta cruz fajuta, que nada tem a ver com a cruz de Cristo.
* Conteúdo extraído do Blog do Genizah
19 de novembro de 2010
Os decretos eternos de Deus e a doutrina da eleição
Não seria presunçoso pensar que o homem pode discutir os Decretos Eternos de Deus? Assim, não seria a tentativa de formular uma doutrina da Predestinação algo a ser condenado sem hesitação, mesmo tê-la iniciado?
A própria história da doutrina da Predestinação ensina-nos que com a questão dos Decretos Divinos adentramos a zona de perigo, na qual a fé pode sofrer severos danos e onde o pensamento teológico facilmente pode se perder no erro desastroso. Contudo, a tentativa não pode ser renunciada, não porque o testemunho da revelação nas Escrituras chama nossa atenção para isto, convida-nos à consideração teológica.
Quando Deus se revela, revela a eternidade: A Origem eterna e o Fim eterno, aquilo que “era” antes de toda história, e aquilo que será por trás, ou depois, de toda história, esta dupla eternidade, entre a qual se apóia nossa existência histórica terrena como uma ponte suspensa entre dois pilares, sustentada por elas como um balanço no ar sobre o abismo do Nada.
Jesus Cristo veio a fim de revelar esta eternidade, e para integrar nossa vida na dimensão desta dupla eternidade, para que nossa vida não se perdesse do nada. À parte deste fundamento na eternidade e deste alvo na eternidade, toda história da humanidade é um mero nada. Sem este firme fundamento em nossa Origem eterna, e sem o firme alvo na eternidade no fim dos tempos, o homem literalmente vive “por um dia”. Sua vida termina sobre a superfície do finito.
Não é apenas a fé cristã que coloca a vida humana – e a vida como um todo – na dimensão da eternidade. Isto também ocorre nas religiões não-cristãs. Mesmo a filosofia de Platão ensina que o homem busca e encontra sentido na eternidade. Onde a eternidade é concebida a partir do limite humano, não há evento decisivo, nem evento algum que nos une à eternidade, há meramente idéias que concebem o infinito, a verdade eterna, e em assim fazendo coloca em contraste o Infinito e o Eterno, como verdadeiro Ser, com aquilo que é simplesmente temporal e transitório. Eventos temporais com a qualidade de um “tempo de decisão” só existem onde a própria eternidade entrou no tempo, onde o Logos que se fez Homem se perde no temporal, sua origem e seu fim eterno, e faz disto o objetivo de sua decisão de fé. Só através desta revelação da eternidade nossa própria história adquire uma participação na eternidade.
Na revelação cristã da eternidade, porém, meus olhos estão abertos para perceber a verdade que Deus, Meu Senhor, me observa desde toda a eternidade, com olhar fixo do amor eterno, e, portanto, essa minha existência e vida pessoal individual agora recebem um sentido eterno. O chamado a mim dirigido por meio de Jesus Cristo desde a eternidade de Deus para a comunhão eterna com Ele – este é o Evangelho de Jesus Cristo. Como, então, não podemos não ver que esta mensagem da eleição é a mesma tal como as boas novas de “filiação” e do Reino de Deus?
Quão terrível e paralisante é todo discurso sobre Predestinação, sobre um decreto de Deus, pelo qual tudo que está para acontecer já foi estabelecido desde toda a eternidade.
Se tudo está predestinado pelo decreto Divino, como poderia qualquer corte de apelação ser responsável por este acontecimento senão Aquele que a tivesse predeterminado. Se tudo está predeterminado, o mal bem como o bem, a impiedade bem como a fé, o inferno bem como o céu, “ser perdido” bem como “ser salvo”, se é predeterminado, pelos decretos eternos de Deus, que não apenas o destino temporal, mas também o eterno, dos homens está determinado desigualmente, de maneira que alguns desde a eternidade, estão destinados à morte eterna e outros a vida eterna – é possível chamar o One que promulgou este decretum horrible de Pai amoroso de todos os homens? Se este decreto oculto de Deus está por trás da revelação de Jesus Cristo, que significado teria o chamado da fé, ao arrependimento, e a confiança agradecida? Esta doutrina não ameaça todo sentido da mensagem do amor de Deus, e a seriedade da decisão da fé?
Teólogos Reformados freqüentemente fazem uma distinção entre um decreto da Criação e um decreto da Eleição. O mundo existe porque Deus o deseja. O mundo é como é porque Deus o quer assim. Por isso é a expressão, a manifestação, a revelação, de Seu pensamento e vontade. Porque o pensamento, o pensamento de Deus, a sabedoria de Deus, está em sua fundação, nele existe uma ordem que pode ser claramente percebida. Eis o porquê é acessível ao conhecimento, por que tem um aspecto racional lógico. Para usar a linguagem dos antigos, é “compreensível a razão”. Mas porque foi criado pela livre vontade do Deus é “contingente”, não necessário. A idéia da contingentia mundi só veio a ser objeto para a filosofia através do Cristianismo.
Esta é a primeira grande diferença entre a teoria grega do cosmos e a doutrina cristã da Criação. Para o pensador filosófico grego o Cosmos não é apenas acessível à razão mas é racional, porque não foi criado por meio da vontade de Deus, mas porque procede, com infinita necessidade, do Logos Eterno.
A segunda diferença fundamental entre a idéia do Cosmos e a idéia da Criação está associada a uma idéia que à primeira vista parece ser um elemento comum para ambas: o Logos. O Cosmos está permeado pelo Logos, surge o Logos. Este Logos é o último, a pressuposição fundamental do pensamento. É o princípio necessário do pensamento necessário, por isso é o firme apoio para o todo da filosofia. Mas a idéia bíblica da Criação está baseada sobre um Logos diferente, sobre aquela Palavra que “estava no princípio”, sem a qual nada foi criado, e é idêntica com o Filho de Deus.
Nesta relação a verdade que já vimos adquire nova significância, que o mundo, é verdade, foi criado através do Filho, mas não pelo Filho, que foi criado nele e para Ele, mas Ele mesmo jamais é chamado de Criador. Agradou a Deus criar o mundo no Filho, por meio do filho, e para o filho.
A criação do mundo está associada ao decreto da Eleição pelo fato de que o mediador de ambos é o Filho, o Filho a quem Deus “amou antes da fundação do mundo”. Ele é o Filho-Logos, que, como o Encarnado, dá-nos tanto conhecimento da Eleição como o conhecimento de que o mundo foi criado pelo Filho, no Filho e para o Filho. A Criação está subordinada à Eleição, não está coordenada com ela nem superordenada acima dela. O caminho da verdade procede da revelação histórica à Eleição eterna, e só através dessa à Criação. Isto é de importância decisiva para a compreensão da própria Eleição.
A primeira verdade que a doutrina da eleição contém não é a eleição geral, um i”decretum generale”, como a fórmula dos teólogos está expressa em palavras – dubiamente – o qual é então seguido pelo “decretum speciale” da Eleição pessoal. Na bíblia, mais enfaticamente, este não é o sentido no qual a Eleição é mencionada. Pois, esta ordem de idéias está fundamentada na idéia errada da fé. No Novo Testamento fé não está direcionada a algo geral, mas a algo pessoal. Fé é o encontro entre eu, enquanto indivíduo, e Jesus Cristo; não é uma declaração geral, numa doutrina. O indivíduo é por Ele “resgatado do poder das trevas”, da ira de Deus, e é elevado ao plano da filiação, penetrando no background da eternidade; experimenta e ouve a palavra da Eleição eterna. O ser humano enquanto o “indivíduo que é chamado” possui sua relação direta com o Deus que “elege”, e com Sua vontade, da qual procede tudo mais. A verdade da Eleição não é o resultado de uma dedução de uma declaração geral; a fé é, e permanece – mesmo onde seu conteúdo seja a eleição eterna – uma relação direta, imediata, que é o exato oposto de uma teoria geral.
A fé possui este caráter por causa da sua origem. Só isto é o ponto de partida, para isto tudo deve ser submetido, se - em contraste com aquilo que os teólogos chamam de “predestinação” - queremos compreender o que a Bíblia pretende por Eleição.
A Eleição acontece por meio do fato de que o amor de Deus adentra a maldição que a humanidade pecadora trouxe sobre si. Na Cruz de Cristo esse “não obstante” do Amor Divino acontece, de modo que não é o pecador que é aniquilado, mas a maldição do pecado que separa o homem de Deus.
O Novo Testamento não contém um traço daquele todo complexo de problemas associados com a doutrina da Predestinação, lidando especialmente com a liberdade moral e com a responsabilidade. Assim os problemas tormentosos e insolúveis levantados por uma crença errônea – Predestinação – por exemplo, como podem co-existir pré-ordenação e liberdade, Predestinação e responsabilidade? - não só não constitui qualquer problema para o Novo Testamento, mas são considerados como verdades que são unidas natural e inseparavelmente.
Outra má compreensão sobre a doutrina da Eleição que deve ser abordada é sobre a questão: Quem elege e quem é eleito? Todas as vezes a resposta é Jesus Cristo.
Contudo, não podemos aceitar esta visão: que o Sujeito da Eleição Eterna é Jesus Cristo. Onde o Novo Testamento fala da eleição eterna do fiel em Jesus Cristo, o Sujeito da Eleição é somente, e sem exceção, Deus. Jesus Cristo é o Mediador da Eleição, como Ele é mediador da Criação. Nele, através Dele, mas não por Ele somos eleitos. Onde o Filho está, há eleição; mas onde o Filho não está não há eleição. Mas, o Filho só está presente onde há fé, por isso no Novo Testamento os “eleitos”, e apenas eles, são aqueles que crêem. Por causa só a fé é decisão na qual o prêmio é a salvação ou a ruína.
Casualidade - Existem alguns reformadores que entendem o homem como um mero objeto da Graça, e assim a fé simplesmente como obra da Graça divina. A relação pessoal entre Deus e o Homem se tornou uma relação casual: Deus a causa, a fé o efeito. O postulado foi declarado: Aquilo que conhecemos como fé é apenas o efeito da graça divina como causa, sem requerer qualquer adicional, quer a aplicação da idéia causal para a relação pessoal entre “Palavras de Deus e Fé” seja qualquer maneira permissível ou possível.
Esta visão errada da fé, porém, também afetou o entendimento da Eleição. Eleição, então, veio a ser “determinação”. Através da eleição eterna o homem está determinado, sua sorte foi fixada.
O Conceito de Eternidade – Tão devastador em seu efeito como a introdução da idéia da casualidade foi a introdução de uma idéia errada da Eternidade. A Eleição eterna foi entendida teoricamente como o veredicto de Deus pronunciado antes de todas as épocas, e em assim fazendo foi igualmente arrancado da esfera da relação pessoal.
A compreensão bíblica do Tempo está intimamente ligada à compreensão do pessoal. Portanto, é radicalmente diferente do conceito físico e metafísico do Tempo. Por isso, na verdade, Tempo não é simplesmente contrastado com Eternidade; tem em si mesmo uma parte na Eternidade.
Assim, a Eleição eterna é algo totalmente diferente de uma decisão que foi feita sobre nós, há muito tempo. A Eleição eterna é antes aquela que Jesus Cristo torna “Evento” no Templo. A Eleição eterna significa que a Palavra do Amor de deus que agora me alcança em Jesus Cristo, alcança-me fora da Eternidade, que decorre “antes” da minha existência, e minha decisão, como aquilo que a torna possível.
Outra má compreensão que deve ser descartada, é a doutrina de uma “dupla Predestinação”. Junto com a idéia de Eleição, nasceu ali, antes de tudo, a visão de que Aquele que elege distingue certos indivíduos de um dado número, e assim alcançamos a idéia de “seleção”. Mas esta idéia de seleção não deveria ser entendida pretender que Deus deseja estar assim restrito, ao receptador de Sua graça e Sua escolha. O “escolhido” é simplesmente o substrato da liberdade divina.
Com o passar do tempo, esta identidade do “ser eleito” e “fé”, que é óbvia no Novo Testamento, não foi entendida. Quando “fé” e “eleição” foram separadas da esfera “pessoal”; quando “fé” teve que vir a significar declaração doutrinária teórica, desde que fé não mais foi entendida como um encontro “Eu-Tu”, mas como “verdade” na terceira pessoa, esta correlação de eleição e fé foi quebrada, a conditionalis divinus que ela contém foi ignorada, e como substituto ali foi postulado um Numerus teórico. Foi neste ponto que a doutrina manifestou que “alguns” são eleitos desde toda a eternidade, e “outros” não.
O problema da dupla predestinação
Durante séculos esta doutrina tem sido considerada como doutrina típica das Igrejas Reformadas, não apenas em contraste com a Igreja Católica, mas também àquela das Igrejas Luteranas. Isso estimulou as pessoas a não devotar muita atenção ao tema Predestinação, que foi impropriamente equiparada com o verdadeiro âmago de sua fé religiosa, a saber, a doutrina da Eleição. Como os pais das igrejas reformadas se conduziram para ensinar essa terrível teoria teológica em nome do Evangelho bíblico?
A doutrina da Predestinação de Zwingli é apresentada principalmente em seu grande sermão, De Providentia, pregado em Marburg. Seu ponto de partida mostra que aqui estamos lidando com filosofia especulativa, e não com teologia cristã. Este ponto de partida, do qual tudo que segue é desenvolvido, é a idéia de Deus como o “Summum bonum”. Esta idéia não pertence à concepção de Deus e à revelação, mas àquela da especulação platônica. Aqui tem-se uma concepção Neo-Platônica do Ser Absoluto.Com essa doutrina especulativa do Absoluto, combina-se um conceito platônico do Mal, que deriva o mal da esfera mais baixa do sentido.
Depois disso a doutrina da Predestinação se desenvolve inteira e completamente, como foi inevitável, fora da doutrina de Deus como a causa de tudo que acontece. Assim, tudo passa a ser derivado da pan-casualidade de Deus. Se Deus é a Causa do pecado, e da condenação que isto incorre, então muito mais Ele é a causa do Bem, e da salvação, para a vida eterna. Então, segundo Zwingli, tudo é obra de Deus somente.
Isto nada tem a ver com a teologia cristã, mas é uma metafísica racional, parcialmente Estóica em seu caráter, e parcialmente Neo-Platônica.
A doutrina de Calvino sobre a Predestinação é totalmente diferente, tanto em seu caráter como em sua origem. Essa doutrina tem como ponto central a Eleição em Jesus Cristo, onde só a Graça de Jesus Cristo leva à idéia da livre Eleição Divina.
Calvino também teve influência de seu líder eclesiástico, Agostinho,único grande mestre da Igreja Antiga que deu ensino bíblico digno de confiança sobre o tema Pecado e da Graça, isto é, que se ocupou com o principal problema da teologia reformada. Ele, também, foi o primeiro a combinar esta doutrina da graça com aquela da dupla Predestinação.
Resultado deste estudo: A bíblia não contém a doutrina da dupla Predestinação, embora uns poucos textos isolados[1] parecem concluí-la. A bíblia ensina que toda salvação está baseada sobre a Eleição eterna de Deus em Jesus Cristo, e que esta Eleição eterna advém total e inteiramente da soberana liberdade de Deus. Mas onde quer que isso aconteça, não há menção de um decreto de rejeição. A bíblia ensina que ao lado do eleito há aqueles que não são eleitos, que são “reprovados”, e na verdade que aqueles são a minoria e estes a maioria.
A doutrina do duplo decreto não só não está apoiada pela evidência da Escritura, como também é impossível equipara-la com a mensagem bíblica. Conduz a uma compreensão de Deus e do homem que é contrária àquela contida na revelação. Leva a conseqüências que estão em absoluta e direta oposição às declarações centrais da bíblia. Essencialmente, é impossível considerar a vontade que concebe este duplo decreto com a mesma vontade que está representada como Ágape no Novo Testamento. Todo os argumentos de Calvino contra essas objeções chegam ao mesmo ponto no fim: estes dois conceitos devem ser conservados junto no pensamento, porque ambos são declarados na Palavra de Deus. Deus é amor, essa é a clara mensagem da bíblica. Deus concebeu o duplo decreto, esta é – de acordo com a opinião errada de Calvino – igualmente clara, a mensagem bíblica. Assim, alguém deve identificar o Deus do duplo decreto com o Deus que é Amor.
As conseqüências da doutrina da Predestinação são tão desastrosas para a compreensão do homem como são para a idéia de Deus. Predestinação no sentido de “duplo decreto” é o mais desapiedado determinismo que pode ser imaginado. Antes de ter existido qualquer coisa no mundo, antes de ter existido algo como o tempo, causas, coisas, e criaturas, já foi fixado, não apenas que existiria estes dois tipos de seres humanos, pecadores que estariam perdidos e pecadores que estariam salvos, mas também que cada ser humano que Deus criará, a qual de ambos os grupos pertence.
Finalmente, as conseqüências para a soteriologia não são menos sinistras. Se esta doutrina é verdadeira, o que se usa para pregar o Evangelho e chamar homens ao arrependimento? Aquele que está indo para ser salvo será salvo de qualquer modo, e aquele que está condenado à destruição de qualquer modo está perdido. O convite à decisão que toda pregação contém é meramente um artifício, porque a decisão é uma ilusão. Todas as conseqüências absolutamente devastadoras da doutrina da Predestinação para a Fé Cristã e para a atividade na Igreja devem, temos a sensação, ter sido indistintivamente sentida por Calvino e por outros teólogos que abraçaram estas visões, mas eles não admitirão que os importunem.
Mas, a doutrina da dupla Predestinação não é o único equívoco que ameaça a genuína doutrina bíblica da Eleição. Por outro lado, do lado oposto, encontra-se a não menos perigosa falsa doutrina, a qual é igualmente inconsistente com a Fé ensinada nas Escrituras, a doutrina da restauração final de todos os homens – a declaração: todos foram eleitos desde a eternidade, portanto, todos participarão da vida eterna.
Assim como é impossível combinar a idéia do duplo decreto, no sentido no qual Calvino usa, com amor de Deus, assim é impossível combinar a doutrina da salvação universal com a idéia da Santidade de Deus.
Ambos os erros, a doutrina do Duplo Decreto e da Salvação Universal, igualmente eliminam a tensão vital, baseada na dialética da Santidade e do Amor de Deus, por meio de um schema monista. Ambos tentam evadir-se da verdade da liberdade de Deus, que é intolerável para o pensamento lógico, pelo estabelecimento de uma doutrina fixa: por um lado, de uma maneira pessimista, em trevas, e por outro lado alegremente e otimista. Ambos buscam uma solução que satisfaça a mente. Logicamente satisfatória, embora terrível para o coração, é a doutrina do duplo decreto. Logicamente satisfatória, embora devastadora para a consciência é a doutrina da certeza da salvação de todos os homens. A doutrina bíblica da Eleição não conhece nenhuma nem outra destas soluções racionais lógicas. Ela ensina a doutrina do Deus Santo e Misericordioso, que em Cristo Jesus escolheu todos os que nEle crêem desde a eternidade, mas que rejeita aqueles que recusam esta obediência de fé.
Portanto, a doutrina da Eleição não é inteligível em teoria, mas só na decisão da fé, não como uma doutrina - “sobre”, mas apenas como uma dirigir-se ao “Thou”, como a Palavra de Deus, que em Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, dirige-se a nós de tal modo que devemos crer, estamos aptos a crer, e precisamos crer.
Assim, a doutrina cristã da vontade de Deus está em inteira harmonia com a doutrina cristã da Natureza divina. O paradoxo da fé da Santidade e do Amor de Deus os quais são idênticos em Cristo, mas são contraditórios, fora dEle, corresponde ao paradoxo da fé que Deus em Cristo elegeu todos os que nEle crêem, mas não aqueles que recusam dar-lhe obediência e fé. A revelação cristã, com sua exigência por obediência, confronta-nos com esta convocação; na verdade, é apenas na revelação cristã que vemos que esta decisão de “vida ou morte” tem que ser feita; é só do ponto de vista da revelação que a existência humana adquire esta tensão infinita. Fora da fé o homem nada conhece disto, mas vive, admitindo muitas coisas, quer seja ele um otimista ou um pessimista, ou em engano Utópico ou em resignação desesperada. Só a fé conhece o abismo do qual Cristo liberta.
[1] O capítulo nove da Epístola aos Romanos é freqüentemente enquadrado na doutrina da dupla predestinação, e por esta razão requer cuidadosa consideração. É por isso importante mostrar claramente a associação desse capítulo com os dois seguintes. Eles não lidam com a salvação e maldição do indivíduo, mas com o destino de Israel. Assim, o ponto de vista em si é completamente diferente da doutrina da Predestinação.