31 de agosto de 2011

Modismos teológicos de nossos dias e seus contrassensos à luz da Bíblia

Hoje, falaremos sobre os modismos da guerra espiritual, dos jogos de azar na igreja, do monofisismo e das corrupções da música na igreja.
Guerra espiritual
Também é conhecida como "batalha espiritual". O que muitos estão chamando de guerra espiritual é um logro do inimigo, e não a verdadeira guerra ou luta espiritual de que fala Paulo em Efésios 6.10-18, e muitas outras passagens correlatas da Bíblia.
De nada adianta o uso de uniformes especiais, palavras de ordem (como “queimar” ou “pisar” Satanás e seus domônios), certos cânticos repetidos indefinidamente, jejuns encomendados, locais especiais de reuniões (como orar em montes etc), convidados especiais para falar, barulho ensurdecedor e gritos estridentes, se não estivermos biblicamente em Cristo, segundo a Palavra de Deus, e no poder do Espírito Santo (Jo 15.7).
Quanto aos demônios, o que os inovadores da doutrina estão a fazer é:
a) Impor as mãos sobre os endemoninhados (!?!)
b) Chamar endemoninhados à frente (!?!)
c) Dialogar com demônios em público (!?!)
O demônio pode até sair, mas volta; ou entra noutra pessoa, ou ainda entra em muitas outras pessoas.
Qual a razão desses inovadores quererem dialogar com demônios? Para ouvirem confissões tétricas de demônios (ou supostos demônios). Isso equivale a divulgar os demônios, e é isso o que eles querem.
Jesus mandou-nos chamar os pecadores e expulsar os demônios. Hoje estamos vendo certos pregadores chamando os demônios e expulsando os pecadores. Sim, porque estes saem das reuniões confusos, sem saber se estavam num culto legítimo ao Senhor ou numa sessão espírita.
A chamada guerra espiritual, como está no momento caracterizada, é uma falsa operação divina. Há libertação de demônios, profecias e milagres falsos.
Sobre falsas profecias, o Mestre já nos advertiu. Em Mateus 7.22-23, encontramos Jesus fazendo referência a pessoas que não serão aceitas pelo Senhor apesar de colocarem: “Não profetizamos nós em teu nome?” Isso também tem a ver com falsos pregadores. Sobre falsa libertação de demônios, no mesmo texto encontramos: “E em teu nome não expulsamos demônios?” A resposta do Senhor foi a mesma (Mt 7.23). O evangelista deve atentar para isso. Sobre falsos milagres, no mesma porção bíblica temos: “E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?” A resposta foi idêntica (Mt 7.23). Sobre isso podemos também ver 2 Tessalonicenses 2.9-11 e Apocalipse 13.13-14.
Jogo de azar
Esse tipo de jogo é assim chamado porque depende do acaso, da sorte. Um só ganha e todos os demais perdem. Tal princípio, conceito ou procedimento não tem qualquer aval das Escrituras. É o caso da loteria, jogo do bicho, roleta, jogo de cartas, apostas, rifas e raspadinhas.
Os princípios bíblicos de meio de vida e de trabalho, em geral, conflitam abertamente com o jogo (Gn 3.19; Ex 20.9; Lv 19.13; Pv 10.22; Jr 22.13; 1Co 6.12 e 10.31; Mt 20.2; 2Ts 3.8-12 e 1Ts 5.22).
Um verdadeiro crente foge de qualquer tipo de jogo.
O monofisismo modificado da atualidade
Isso diz respeito a Jesus, sua divindade e humildade; a natureza divina e a humana perfeita do Senhor.
Falsas doutrinas nesse particular vêm dos primórdios do cristianismo: arianismo, eustaquianismo, nestorianismo etc.
Dizem os falsificadores da doutrina, inclusive alguns professores de seminários teológicos, que “quando Jesus tomou forma humana e encarnou-se, deixou sua natureza divina no céu; e quando Ele voltou para o céu, deixou aqui a sua natureza humana”.
Na sua encarnação, Cristo, sendo Deus, tornou-se “Filho do Homem” (como Ele costumava chamar-se a si mesmo). No glorioso e grandioso mistério da sua encarnação, Ele limitou-se voluntariamente de parte de seus atributos divinos, mas não da sua natureza divina, Nele imanente como Deus. Assim, Ele era (e continua a ser) o perfeito Filho de Deus e o perfeito “Filho do Homem” (Is 9.6; Mt 28.19; Jo 1.1,14; 3.13; 14.9 e 10.30; Lc 24.39-40; Rm 9.5; Cl 2.9; 1Tm 2.5; Hb 1.8 e Ap 1.13,18). É a kenosis de Jesus, conforme Filipenses 2.7-8, expressão grega traduzida em português por “aniquilou-se a si mesmo” e “humilhou-se a sim mesmo”.
A autolimitação voluntária de Jesus, ao tomar corpo humano na sua encarnação, é um dos grandes mistérios da revelação divina, que só compreendemos em parte (1Tm 3.16).
Corrupção da música na igreja
A oração e o ministério da Palavra foram praticamente substituídos hoje pelo cântico nas igrejas. O ministério da Palavra a que me refiro é a pregação e  o ensino da Palavra.
Os neopentecostais e os “renovados” ensinam que “a mais elevada forma de oração é o louvor”. Isso é  falsificação da doutrina. Como resultado, as antigas vigílias de oração da Assembléia de Deus foram transformadas em “vigílias de louvor”, que no final das contas nem é vigília e nem louvor, no sentido estrito destes termos.
Qual é a procedência dessas músicas? A maioria esmagadora vem dos neopentecostais (alheios à doutrina bíblica). Também vêm do movimento espúrio “Voz da Verdade”, que, entre outras coisas, é unicista; dos mórmons, que são heréticos; dos carismáticos, que são “joio no meio do trigo”, e dos adventistas, que são exímios torcedores da Palavra de Deus.
A corrupção da música sacra em nosso meio ocorre por não haver seleção, critérios de aceitação e nem aferição com a Palavra de Deus, como fizeram os bereanos em Atos 17.11, “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. Vejamos as manifestações dessa corrução:
a) Corrução na letra das canções: A letra, via de regra, não tem Bíblia nem mensagem para a alma. Também não tem métrica, e a letra é geralmente péssima.
b) Corrução na melodia da canção: Não tem seqüência melódica, frase musical e tema musical. São idênticas às melodias do mundo, sem nada de solene.
c) Corrupção no ritmo da canção: Ritmo irreverente, puramente secular, coisa que o mundo faz muito melhor do que a igreja quando esta o copia. Ritmo ou cadência é o movimento interativo dos sons.
d) Corrupção no andamento da canção: Andamento é a rapidez da execução dos sons na música. O andamento nessas músicas, via de regra, não tem nada de espiritual, nem solene, nem sacro.
e) Os autores dessas músicas: Devem ser adeptos desse evangelho frouxo que hoje surge por toda parte, que fala em “liberdade” quando eles mesmos são escravos, como diz a Bíblia em 2 Pedro 2.19. Se esses autores fossem realmente homens e mulheres de Deus vivendo e andando no seu temor, jamais fariam tantos desvios nas músicas que produzem.
f) O efeito dessas músicas: São espiritualmente negativas. Seu efeito é nulo. São músicas que, cantadas, tocadas e recitadas, não elevam a alma a Deus, não predispõem o espírito a adorar a Deus, não inspiram, não preparam espiritualmente o ambiente à manifestação divina, não levam o povo salvo a glorificar a Deus “em espírito e em verdade”.

Por Pr. Antônio Gilberto

21 de agosto de 2011

Onde devo congregar? Ainda existe igreja saudável?

 

Em meio a tanta confusão nos arraiais evangélicos, muitos preferem servir a Cristo em seus próprios lares, engrossando assim a fileira da igreja que mais cresce no Brasil e no Mundo: a dos desigrejados. Seu desapontamento com a igreja instituída fez com que agissem como Elias, o profeta solitário que cansou-se de nadar contra maré de corrupção que abatera sobre Israel, planejando terminar seus dias confinado numa caverna. O que ele não sabia é que Deus havia preservado sete mil pares de joelhos que não haviam se dobrado a Baal.

Basta visitar alguns dos milhares de blogs que povoam a blogosfera cristã para certificar-se de que ainda há esperança. A blogosfera transformou-se numa enorme congregação virtual. Gente oriunda de todos os setores da igreja cristã tem a liberdade de expor seu descontentamento com o rumo que a igreja tem tomado.

Como pastor, preocupo-me com aqueles que simplesmente desistiram de congregar e se alimentam unicamente do que é postado em nossos blogs. Precisamos muito mais do que isso. Precisamos construir relacionamentos sólidos, submeter-nos a uma liderança madura e respaldada na Palavra, encaminhar nossos filhos a um ambiente saudável, sentir-nos pertencentes a uma família espiritual, e mesmo, contribuir financeiramente com projetos que visem a glória de Deus e o bem-comum.

Daí surgem algumas questões pertinentes:

Poderíamos congregar numa igreja que não fôssemos capazes de recomendar a outros? Sentir-nos-íamos constrangidos e desconfortáveis em trazer nossos amigos e parentes a um culto?

Que tipo de igreja proveria um ambiente seguro e saudável para os nossos filhos? Que igreja poderia ajudar-nos na formação do caráter deles sem intrometer-se em assuntos domésticos e particulares, e sem expor nossa autoridade como pais? Há igrejas onde o pastor se vê no direito de estabelecer regras nos lares de seus congregados. Filhos crescem sem saber se devem honrar a seus pais ou obedecer cegamente a seus líderes espirituais. Imagine um pastor que exija ser chamado de “pai”, ou ser tratado como tal. Ou ainda: o desconforto de um pai cuja autoridade é rivalizada pela autoridade pastoral.

A que tipo de liderança deveríamos nos submeter? Um pastor que não é respaldado por sua própria família (pais, irmãos, filhos, esposa, etc.), estaria apto a mentorear outras famílias? E quando todos percebem que entre ele e a esposa não há amor? Você se submeteria a um pastor cujo casamento não passasse de um embuste? Que tipo de tratamento ele dá aos filhos? A famíla pastoral deve ser referência. Não digo que deva ser perfeita, mas pelo menos saudável.

Seria sábio submeter-nos a uma liderança susceptível a todo tipo de modismo doutrinário? Hoje prega uma coisa, amanhã prega outra totalmente difirente? Seria correto submeter-nos a uma liderança emocionalmente desequilibrada? Como nossos pastores reagem ante a uma crise? Como reagem quando são elogiados? E quando são criticados? Costumam trazer problemas de casa para o púlpito, ou vice-versa? Gostam de apelar ao emocionalismo? Gostam de tornar as pessoas dependentes deles?

Seria sábio submeter-nos a uma liderança antiética? Quem suporta um pastor que só sabe falar mal dos que o antecederam? Você se submeteria a um pastor que sequer sabe ser grato a quem o instituiu? E mais: com quem ele anda? Quem são seus amigos? Quem freqüenta sua casa? Não me refiro a amizade com pessoas não cristãs, e sim a amizade com falsos cristãos, lobos infiltrados no meio do rebanho para causar-lhe dano.

Como acolhem as pessoas que chegam a igreja? Dão o mesmo tratamento independente da posição social? Desprezam os veteranos para dar maior atenção aos novatos? Como são tratados os anciãos? Lembre-se que um dia você será um.

E quanto às contribuições? Seria sábio contribuir numa igreja onde a liderança é pródiga? É correto o pastor fazer compromissos maiores do que os que a igreja possa arcar e depois escapelar os irmãos na hora das ofertas? Como as ofertas são pedidas? Há muita apelação, manipulação e pressão psicológica? E como elas são administradas? A quem o pastor presta contas? Há uma instância acima dele? O que entra na igreja é usado exclusivamente ali ou parte é destinada a trabalhos missionários? Há projetos sociais relevantes? Que resultado esses projetos têm alcançado?

É correto usar o dinheiro da igreja para pagar cachês a cantores e bandas convidadas?

E se o pastor eventualmente cometer um deslize grave, como adultério ou roubo,quem poderá admoestá-lo, ou mesmo puni-lo?

Como a igreja lida com questões políticas? É certo a liderança apontar em quem os membros devem votar? É correto levar candidatos para o púlpito e ceder-lhes a palavra? Há algum trabalho de conscientização para que as pessoas exerçam sua cidadania cabalmente, sem interferência?

Quais os critérios usados pelo pastor para ceder seu púlpito a outro pregador?

Olhe para as pessoas à sua volta, principalmente para as que chegaram antes de você e pergunte-se: Elas são hoje pessoas melhores do que eram anos atrás? As pessoas que congregam ali estão amadurecendo na fé? Lembre-se: elas podem ser você amanhã.

E quanto ao culto? Percebe-se a presença de Deus naquele lugar? Há reverência ou simplesmente oba-oba? As pessoas que freqüentam estão realmente interessadas na Palavra ou só aparecem quando há algum evento ou convidado especial?

Essas são apenas algumas questões que precisam ser consideradas. Se você tiver alguma outra questão igualmente relevante, por favor, poste em seu comentário.

O que não podemos é desistir da igreja de Cristo, seja reunida de maneira formal ou informal. Não basta criticar, urge encontrarmos saída para resgatá-la deste estado calamitoso em que chegou

Créditos: Blog do Pr. Hermes Fernandes

Evangélicos não praticantes? Sim – já existe!

Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros, o surgimento dos evangélicos não praticantes e o crescimento dos adeptos ao islã

 
Conheça em vídeo a história de Silvio Garcia, que era pastor da igreja evangélica e hoje é pai de santo :

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Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País. 

Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.

É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.

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ALÁ
Nogueira, muçulmano há um ano: no Rio, os convertidos
saltaram de 15% da comunidade para 85% em 12 anos

“Os indivíduos estão numa fase de experimentação do religioso, seja ele institucionalizado ou não, e, nesse sentido, o desafio das igrejas estabelecidas é maior porque a pessoa pode escolher uma religião hoje e outra amanhã”, afirma Sílvia, da UFRRJ. “Os vínculos são mais frouxos, o que exige das instituições maior oferta de sentido para o fiel aderir a elas e permanecer. É tempo de mobilidade religiosa e pouca permanência.” Transitar por diferentes crenças é algo que já ocorre há algum tempo. A intensificação dessa prática, porém, tem produzido novos retratos. Denominadores comuns do mapa da circulação da fé pregam que católicos se tornam evangélicos ou espíritas, assim como pentecostais e neopentecostais recebem fiéis de religiões afro-brasileiras e do protestantismo histórico. Estudos recentes revelam também que o caminho contrário a essas peregrinações já é uma realidade. 

Em sua dissertação de mestrado sobre as motivações de gênero para o trânsito de pentecostais para igrejas metodistas, defendida na Umesp, a psicóloga Patrícia Cristina da Silva Souza Alves verificou, depois de entrevistar 193 protestantes históricos, que 16,5% eram oriundos de igrejas pentecostais. Essa proporção era de 0,6% (27 vezes menor) em 1998, como consta no artigo “Trânsito religioso no Brasil”, produzido pelos pesquisadores Paula Montero e Ronaldo de Almeida, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Para Patrícia, o momento econômico do Brasil, que registra baixos índices de desemprego e ascensão socioeconômica da população, reduz a necessidade da bênção material, um dos principais chamarizes de uma parcela do pentecostalismo. “Por outro lado, desperta o olhar para valores inerentes ao cristianismo, como a ética e a moral cristã, bastante difundidas entre os protestantes históricos”, afirma.

Em busca desses valores, o serralheiro paraibano Marcos Aurélio Barbosa, 37 anos, passou a frequentar a Igreja Metodista há um ano e meio. Segundo ele, nela o culto é ofertado a Deus e não aos fiéis, como acontecia na pentecostal Assembleia de Deus, a instituição da qual Barbosa foi devoto por 16 anos, sendo sete como presbítero. O serralheiro cumpria à risca os rígidos usos e costumes impostos pela denominação. “Eu não vestia bermuda nem dormia sem camisa, não tinha tevê em casa, não bebia vinho, não ia ao cinema nem à praia porque era pecado”, conta. Com o tempo, o paraibano passou a questionar essas proibições e acabou migrando. “Na Metodista encontrei um Deus que perdoa, não um justiceiro.”

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AMÉM
É cada vez mais comum ex-pentecostais, como o atual metodista Barbosa,
que foi pastor da Assembleia de Deus (acima), aderirem às protestantes históricas

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A teóloga Lídia Maria de Lima irá defender até o final do ano uma dissertação de mestrado sobre o trânsito de evangélicos para religiões afro-brasileiras. A pesquisadora já entrevistou 60 umbandistas e candomblecistas e verificou que 35% deles eram evangélicos antes de entrar para os cultos afros. Preterir as denominações cristãs por religiões de origem africana é outro tipo de migração até então pouco comum. Não é, porém, uma movimentação tão traumática, uma vez que o currículo religioso dos ex-evangélicos convertidos à umbanda ou ao candomblé revela, quase sempre, passagens por grupos de matriz africana em algum momento de suas vidas. Pai de santo há dois anos, o contador Silvio Garcia, 52 anos, tem a ficha religiosa marcada por cinco denominações distintas – e a umbanda é uma delas. Foi aos 14 anos, frequentando reuniões na casa de uma vizinha, que Garcia, batizado na Igreja Católica, aprendeu as magias da umbanda. Nessa época, também era assíduo frequentador de centros espíritas. Aos 30, ele passou a cursar uma faculdade de teologia cristã e, com o diploma a tiracolo, tornou-se presbítero de uma igreja protestante. Um ano depois, migrou para uma pentecostal, onde pastoreou fiéis por seis anos. “Mas essas igrejas comercializam a figura de Cristo e eu não me sentia feliz com a minha fé”, diz. 

A teóloga Lídia sugere que os sistemas simbólicos das religiões evangélica e afro-brasileira têm favorecido a circulação de fiéis da primeira para a segunda. “Há uma singularidade de ritos, como o fenômeno do transe. Um dos entrevistados me disse que muito do que presenciava na Igreja Universal (do Reino de Deus) ele encontrou na umbanda”, diz. Em suas pesquisas, fiéis do sexo feminino foram as que mais cometeram infidelidade religiosa (67%). Os motivos que levam homens e mulheres a migrar de religião (leia quadro à pág. 60) foram investigados pela professora Sandra, da Umesp. Em outubro, suas conclusões serão publicadas em “Filosofia do Gênero em Face da Teologia: Espelho do Passado e do Presente em Perspectiva do Amanhã” (Editora Champanhat).

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SALVAÇÃO
Homens pensam em si quando buscam uma nova crença:
Higuti, pastor da Bola de Neve, queria se livrar das drogas

Uma diferença básica entre os sexos é que as mulheres mudam de religião em busca de graça para quem está a sua volta (a cura para filhos e maridos doentes ou a recuperação do casamento, por exemplo). Já os homens são motivados por problemas de fundo individual. Assim ocorreu com o empresário paulista Roberto Higuti, 45 anos, que se tornou evangélico para afastar o consumo e o tráfico de drogas de sua vida. Católico na infância, budista e adepto da Igreja Messiânica e da Seicho-No-Ie na adolescência, Higuti saiu de casa aos 15 anos e se tornou um fiel seguidor do mundo do crime. Sua relação com as drogas foi pontuada por internação em hospital psiquiátrico, prisão e duas tentativas de suicídio. Certo dia, cansado da falta de perspectivas, viu uma marca de cruz na parede, ajoelhou-se e disse: “Jesus, se tu existes mesmo, me tira dessa vida maldita.” Há cinco anos, o empresário é pastor da neopentecostal Igreja Bola de Neve, onde ministra dois cultos por semana. “Quero, agora, ganhar almas para o Senhor”, diz. 

Antes de se fixar na Bola de Neve, Higuti experimentou outras quatro denominações evangélicas. Mobilidades intraevangélicas como as dele ocorrem com aproximadamente 40% dos adeptos de igrejas pentecostais e neopentecostais, segundo a especialista em sociologia da religião Sílvia, da UFRRJ. Os neopentecostais, porém, possuem uma particularidade. Seus fiéis trocam de igreja como quem descarta uma roupa velha: porque ela não serve mais. São a homogeneização da oferta religiosa e a maior visibilidade de algumas denominações que produzem esse efeito. “Esse grupo, antigamente, era o tal receptor universal de fiéis, para onde iam todas as religiões. Hoje, a singularidade dele é o fato de receber membros de outras neopentecostais”, diz Sandra, da Umesp. “Quanto mais acirrada a concorrência, maior a migração.” A exposição na mídia, fundamentalmente na tevê, é a principal estratégia dos neopentecostais para roubar adeptos da concorrente direta. E cada vez mais as pessoas estabelecem uma relação utilitária com a religião. De acordo com a pesquisadora Sandra, se não há o retorno (material, na maioria das vezes), o fiel procura outra prestadora de serviço religioso. Estima-se, por exemplo, que 70% dos atuais adeptos da Igreja Mundial – uma dissidente da Universal – tenham migrado para lá vindos da denominação de Edir Macedo. “Entre os neopentecostais não se busca mais um líder religioso, mas um mago que resolva tudo num estalar de dedos”, diz Sandra. “Essa magia faz sucesso, mas tem vida curta, uma vez que o fiel se afasta, caso não encontre logo o que quer.”

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SEM LAÇOS
Lucina não segue nenhum credo, mas quando quer alcançar uma graça
procura algum serviço religioso: 30% fazem o mesmo anualmente

Cansada de pular de uma crença para outra, a artesã paulista Lucina Alves, 57 anos, não sente mais necessidade de pertencer a uma igreja. Há oito anos, ela diz ser do grupo dos sem-religião. No entanto, recorre a ritos de fé, principalmente católicos, espíritas e da Seicho-No-Ie, sempre que sente vontade de zelar pelo bem-estar de alguém. “Há um mês, fui até uma benzedeira ligada ao espiritismo para ajudar meu filho que passava por problemas conjugais”, diz. Dados do artigo “Trânsito religioso no Brasil” revelaram que 30,7% das pessoas que se encontram na categoria dos sem-religião frequentam algum serviço religioso anualmente e 20,3% fazem o mesmo mais de uma vez por mês. “Já participei de reuniões evangélicas de orações em casa de familiares”, conta Lucina. 

A artesã não cultua santos, crê em Deus, Jesus Cristo e acende vela para anjos. No campo das ciências da religião, manifestações espirituais como as dela são recentes e vêm sendo tema de novos estudos. A migração de brasileiros para o islã é outro fenômeno que cresce no País. O número de convertidos na comunidade muçulmana do Rio de Janeiro, por exemplo, saltou de 15% em 1997 para 85% em 2009. Ex-umbandista que hoje atende por Ahmad Abdul-Haqq, o policial militar paulista Mario Alves da Silva Filho tem um inventário religioso de dar inveja. Batizado no catolicismo, aos 9 anos estreou na umbanda em uma gira de caboclo e baianos. Um ano depois, juntando moedas que ganhava dos pais, comprou seu primeiro livro, sobre bruxaria. Aos 14, passou a frequentar a Federação Espírita paulista, onde fez cursos para trabalhar com incorporações e psicografia. Aos 17 anos, trabalhou em ordens esotéricas ao mesmo tempo que dava expediente na umbanda. O policial, mestrando em sociologia da religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), decidiu se converter ao islã quando fazia um retiro de padres jesuítas. Em uma noite, sonhou com um árabe que o indicava o islã como resposta para suas dúvidas. Aos 29 anos, ele entrou em uma mesquita e disse que queria ser muçulmano. Saiu dela batizado e, desde então, faz cinco orações e repete frases do “Alcorão” diariamente. “Descobri que sou uma criatura de Deus e voltarei ao seio do Criador.”

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MECA
Migração atípica: o policial Filho, de currículo
religioso extenso, trocou  a umbanda pelo islã

Faz dez anos que o número de convertidos ao islã no País aumentou. E não são os atentados às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, que marcam esse novo fluxo, mas a novela “O Clone”, da Globo. Foi ela que “introduziu no imaginário cultural brasileiro imagens bastante positivas dos muçulmanos como pessoas alegres e devotadas à família”, como defende Paulo Hilu da Rocha Pinto em “Islã: Religião e Civilização – Uma Abordagem Antropológica” (Editora Santuário), de 2010. “De lá para cá, a conversão de brasileiros cresceu 25%. Em Salvador, 70% da comunidade é de convertidos”, diz a antropóloga Francirosy Ferreira, pesquisadora de comunidades muçulmanas da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto.

Assistente financeiro, o paulista Luan Nogueira, 23 anos, tornou-se muçulmano há um ano. Por indicação de um amigo, passou a pesquisar o islã e descobriu que o discurso estigmatizado criado após o 11 de setembro, que relacionava a religião à intolerância e à violência, não era verdadeiro. “Encontrei na mesquita e no “Alcorão” a ética da boa conduta”, diz. “Me sinto mais próximo de Deus no islã.” Para o professor Frank Usarski, do Centro de Estudo de Religiões Alternativas de Origem Oriental, da PUC-SP, o atrativo do islã é o fato de não ter perdido, diferentemente de outras religiões, a competência da interpretação completa da vida. “Ele oferece um guarda-chuva de referências para esferas como economia e ciência”, diz Usarski.

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ORIXÁS
Ex-liderança evangélica, Garcia largou os cultos cristãos (abaixo) para se tornar pai de santo

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Segundo o escritor Pinto, que também é professor de antropologia da religião na Universidade Federal Fluminense, o islã permite aos adeptos uma inserção e compreensão sobre questões atuais, como, por exemplo, a Palestina, a Guerra do Iraque e segurança internacional, para as quais outros sistemas religiosos talvez não deem respostas. “Se a adoção do cristianismo em contextos não europeus do século XIX pôde ser definida com uma conversão à modernidade, a entrada de brasileiros no islã pode ser vista como uma conversão à globalização”, escreve ele, em seu livro.

É cada vez mais comum, no País, fiéis rezando com a cartilha da autonomia religiosa. Esse chega para lá na fé institucionalizada tem conferido características mutantes na relação do brasileiro com o sagrado, defende a professora Sandra, de ciências sociais e religião da Umesp. “Deus é constituído de multiplicidade simbólica, é híbrido, pouco ortodoxo, redesenhado a lápis, cujos contornos podem ser apagados e refeitos de acordo com a novidade da próxima experiência.” Agora é o fiel quem quer empunhar a escrita de sua própria fé.

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27 de julho de 2011

DESBLOQUEIO - Modem Nokia CS10 - 3G

DESBLOQUEIO - Modem Nokia CS10

Para quem comprou o Modem Nokia CS10:
Em vários fóruns apareceram relatos que o código de desbloqueio é o MESMO PARA TODOS. Usei este tutorial no meu modem e funcionou.
Abaixo a sequência de desbloqueio:
1- Insira o chip da concorrente no mode
2- insira no pc, e espere aparecer a tela do simlock com o IMEI
3- pressione shift + barra de espaço juntos, e digite o código de subsídio 15987539.
Quem utilizar favor postar se funcionou ou não.

Sei que este assunto nada tem haver com o tema deste BLOG, mas anseio que através da curiosidade de como desbloquear este modem, você aproveite e faça também um tour pelo site, e veja assuntos relacionados a Palavra do nosso Deus.

Fiquem na Paz de Cristo Jesus.

17 de junho de 2011

A Nação de Israel não é a Igreja, bem como a Igreja não é a Nação de Israel

Na Bíblia Israel é representado pelos Doze Patriarcas e a Igreja, pelos Doze Apóstolos.
Assim ao escolher os doze apóstolos, o Senhor Jesus deixou claro que a igreja não seria uma seita dentro do judaísmo e nem a continuidade da Nação de Israel.
Israel era e continua sendo representado pelos Doze Patriarcas e a Igreja pelos Doze Apóstolos.
No céu João viu vinte e quatro anciãos – Apocalipse 4:10, representando Israel e a Igreja.
Assim, como colunas da igreja, colunas estas que se firmaram no contato direto com a base, a pedra fundamental que é Cristo, neste sentido, os doze apóstolos não poderiam ser substituídos, ou seja, não haveria, como de fato não houve uma sucessão apostólica.
Para preservar este princípio, na substituição de Judas, foi exigido que o substituto, tal como Judas, tivesse acompanhado Jesus durante todo seu ministério –
" É necessário, pois, que, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição" - (Atos 1:21-22 ).
A Nação de Israel até hoje não mudou. Ela é formada por Doze Tribos oriundas dos Doze Patriarcas.
Também, é claro que, conforme vimos, com a morte de Judas, a igreja não poderia ter ficado com apenas onze apóstolos.
Tinha ser doze e estes doze tinham que ter convivido com Jesus, em sua vida terrena, bem como tinham que ser testemunhas de sua morte e ressurreição.
Segundo ensina Champlin –
" Na boca daqueles doze homens, pois, toda palavra foi confirmada, e através deles a recém-formada comunidade cristã tinha sua autoridade religiosa. Assim, pois, em todos os séculos, incluindo os nossos tempos modernos, a autoridade da igreja cristã repousa, em última análise, sobre os apóstolos. É por esta razão que eles formam o alicerce ou fundamento da igreja cristã, segundo nos mostra Efésios 2:20 -
" Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" - (Efésios 2:20 ).
Engana-se, mais uma vez, a Igreja Católica Romana quando defende a sucessão apostólica através da pessoa dos bispos!
Uma marca externa ou um símbolo para pertencer ao judaísmo
Na Aliança que Deus fez com Abraão, foi estabelecida uma marca ou um sinal que iria identificar os descendentes de Abraão, este sinal foi a circuncisão. Assim, o descendente de Abraão, uma vez circuncidado podia pertencer à religião conhecida por judaísmo.
O mesmo era exigido para o gentio que se converte ao judaísmo. Paulo, contudo, deixou claro que o sinal externo podia não corresponder com a sinceridade interior.
Era possível pertencer ao judaísmo, apenas na aparência
" Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus" - (Romanos 2:28-29 ).
Uma marca externa ou um símbolo para pertencer à igreja
Este sinal estabelecido por Jesus é o batismo nas águas. É, pois, através deste sinal que o homem, externamente, tal como acontece, ainda, com o judeu em relação ao judaísmo, declara-se pertencer à Igreja de Cristo.
Porém, da mesma forma, segundo a qual Paulo disse acontecer com Israel, nem todos os que são batizados nas águas pertencem à Igreja Universal e Invisível.
2- A Trindade na formação da Igreja
Assim, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão representados na formação de Israel, também a mesma Trindade está representada na igreja. Esta a razão pela qual o batismo nas águas, conforme foi instituído por Jesus deveria e deve ser feito –
"...em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" - ( Mateus 28:19)
Deus Pai, de forma isolada, não formou Israel, também Jesus, sozinho, não formou a igreja.
A fórmula do batismo nas águas
Fórmula fala de um modo já estabelecido para executar ou resolver uma coisa com palavras precisas e determinadas.
Assim, para se chegar ao objetivo proposto não se pode alterar o que está prescrito na fórmula.
Temos visto que, quanto a forma, o batismo nas águas deve ser por imersão.
Existe, contudo, uma fórmula segundo a qual o batismo nas águas, por imersão, deve ser realizado. Para nós, ou melhor, para a doutrina bíblica aceita pela igreja da qual fazemos parte, a fórmula do batismo nas águas está prescrita em Mateus 28:19
" Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" - (Mateus 28:19 ).
Esta fórmula foi prescrita pelo próprio Senhor Jesus e mudá-la pode ser um ato de contestação ao Seu senhorio.
Existe uma razão para a presença da Trindade no batismo nas águas
Aos saduceus, o Senhor Jesus disse –
"...errais, não conhecendo as Escrituras...." - ( Mateus 22:29)
Ainda hoje, por não conhecer as Escrituras muitos continuam errando! Quem conhece um pouco das Escrituras, de forma especial da Doutrina da Salvação, pode entender a razão pela qual o Senhor Jesus ordenou que o batismo nas águas, o ato pelo qual o homem testemunha sua salvação, precisa ser realizado " em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo".
Com esta fórmula o Senhor Jesus deixava claro que não queria unicamente para Ele a glória e o mérito da salvação declarada pelo homem através do batismo nas águas.
Isto porque a salvação não foi obra apenas de uma das pessoas da Trindade, mas, das três.
1- O Pai planejou e desenvolveu o plano de salvação.
2- Ao Filho, Jesus, coube a execução desse plano.
3- Ao Espírito Santo coube, e ainda cabe ministrar e aplicar a salvação no coração do homem que crer.
Desta forma, assim como houve uma razão para a presença da Trindade na formação de Seu povo, Israel, também houve e continua havendo uma razão para a presença da mesma Trindade em relação a Igreja, o novo povo de Deus, na terra.
No Antigo Testamento o povo que recebeu o sinal da Trindade como marca identificadora de ser o povo de Deus, foi formado através de Doze Patriarcas.
No Novo Testamento, o novo povo de Deus, com características semelhantes é representado na pessoa dos Doze Apóstolos.

10 de junho de 2011

Sermão – Vivendo como Salvos

Exórdio:

Cumprimento à todos os colegas de classe com a Paz do Senhor.

Saibam que sinto uma imensa satisfação, por esta oportunidade que me é concedida, em primeiro lugar por Deus, e também pelo corpo docente deste seminário, de poder ministrar a Palavra entre vocês.

Quero agradecer também ao professor Eneas, que no decorrer deste semestre nos possibilitou técnicas e experiência necessárias, e através deste aprendizado, pude elaborar esta mensagem.

Peço por gentileza, que os irmãos abram as suas bíblias[1], em Romanos, capítulo 13, dos versículos 8 até o 14, e me acompanhem na leitura:

8 - A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.

9 - Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

10 - O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.

11 - E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé

12 - A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz.

13 - Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.

14 - Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.

Intróito:

Neste texto, o apóstolo Paulo escreve aos cristãos que vivem em Roma, algumas condições indispensáveis, para o crente viver verdadeiramente como salvo, ou seja, o fruto do Espírito, que só existe no crente salvo.

E nós, será que estamos vivendo como salvos?

O que é preciso para viver como salvo?

Corpo sermonário:

1 – Para viver como salvo, é preciso ser salvo

Para viver como salvo, não basta apenas dizer “sou crente”, ou como muitos estão preferindo dizer – “agora sou evangélico”.

Isso pode significar somente uma mudança de religião, onde a maioria – católicos (não praticante, para ser mais enfático), resolvem tornar-se membros de uma denominação evangélica, porém não tiveram uma experiência de conversão, um novo nascimento, enfim, não houve uma regeneração – o velho homem não “morreu”!

Assim, estas pessoas, mesmo com rótulo de crente; com cartão de membro da igreja evangélica, participantes da santa ceia, continuam praticando as mesmas obras pecaminosas que praticavam antes da sua “conversão”, ou seja, o “velho eu” não foi crucificado com Cristo, e as coisas velhas, na verdade, não se passaram.

Para este tipo de pessoa, em II Co 5:17, o apóstolo Paulo deixa um recado:

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Spurgeon – conhecido como “O príncipe dos pregadores” diz em uma de suas obras:

Quando se adia a conversão é como um barco onde o capitão viu que este estava a perigo de afundar. Por sorte se aproximou outro barco, oferecendo ajuda. Porém este recebeu a resposta de que esperasse até a manhã seguinte para que se visse se a ajuda realmente era necessária. Quando escureceu o barco foi a pique, e o outro se afastou (naquela época não havia rádio).”

2 – Para viver como salvo, deve-se tornar uma nova criatura

É preciso adotar uma nova maneira de viver, e isso, “nenhum homem consegue com seu próprio esforço, para não se vangloriar”.

Percebam, que Paulo diz no versículo que citei há pouco tempo – “Assim, se alguém está em Cristo”, e não se alguém está numa igreja evangélica.

Saibam que em qualquer igreja evangélica é possível entrar, tornar-se membro através do batismo nas águas, porém, para entrar “em Cristo”, é somente através do “batismo em Cristo”, este último feito pelo Espírito Santo, conforme Paulo escreveu à igreja de Corinto:

Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. (I Co 12:13).

Para os crentes da Galácia ele diz assim:

“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3:28)

Quero que saibam, que estar revestidos em Cristo, tem o mesmo significado de “estar em Cristo”. Isto só é possível, através da regeneração (nascer denovo), como já citei anteriormente.

3 – Mas, como vivem os salvos?

Biblicamente eu posso citar inúmeras virtudes que devem acompanhar àqueles que são verdadeiramente salvos, e vivem como salvos. Basta olhar para os atributos do próprio Deus, pois, à medida que nos regeneramos, e começamos a desenvolver em nós a santificação, recuperamos também aquela “semelhança” à imagem de Deus, que foi corrompida pelo pecado, ou seja, quanto menos pecamos (o ideal seria nunca pecar), mais refletimos a imagem de Deus.

Porém, nesta oportunidade eu estarei citando apenas duas delas, as quais ao meu ver, são de suma importância: amor e honestidade.

3.1 Amor

Olhem para os versículos 8 e 10, do capítulo de romanos que lemos no início desta Palavra, para que vejam como Paulo dá importância para o amor:

A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei”.

“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor”.

O amor é um logotipo dos salvos! Jesus estabeleceu o amor como uma condição indispensável para identificar os seus discípulos, e nós, como discípulos autênticos de Jesus, temos que carregar essa característica conosco.

Só para dar mais firmeza ao que acabei de expor, vejam só o que o Senhor Jesus diz no Evangelho de João, capítulo 13 e versículo 35:

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

Notem irmãos, que o Senhor Jesus estabeleceu essa condição como “um novo mandamento”:

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”. (Jo 13:34)

Os crentes da igreja primitiva, e também os de hoje, foram e são ensinados a viver em amor. Vejam só o que dizem os Apóstolos João e Pedro, em suas epístolas:

“Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte” (I Jo 3:14)

“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (I Jo 3:18)

“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro” (I Pe 1:22).

O amor continua sendo, hoje, uma das maneiras de identificar os crentes, que estão vivendo como salvos.

Com isso deixo uma pergunta, para vocês apenas refletirem; não precisam me responder:

Vocês estão vivendo em amor?

Agora meus amados, vou citar um outro atributo, indispensável àquele que vive como salvo – a honestidade.

3.2 Honestidade

Honestidade é uma característica de uma pessoa de bom caráter, honrada, moralmente irrepreensível.

Ser honesto é o mesmo que ser alguém de confiança, que zela pelo seu nome e cumpre sua palavra. Honestidade é um dos atributos do nosso Deus, e nós, para sermos semelhantes à Ele, temos não só por obrigação, mas também por gozo – ser honesto.

Para a Bíblia, um bom nome é considerado algo muito precioso.

Vejam o que Salomão diz em um dos seus provérbios:

“O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei” (Pv 22:11)

Trazendo este ensinamento para os nossos dias, podemos dizer que aquele que é “limpo” (honesto), tem comunhão com o Rei (Jesus).

Ser honesto é indispensável para quem deseja ser um obreiro. Vejam o que Paulo diz em sua primeira epístola à Timóteo, pastor por ele constituído, para pastorear a igreja de Éfeso:

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (I Tm 3:2).

É muito bom poder tratar de negócios com um obreiro, comprar, vender para ele, ouvi-lo pregar, e saber que se pode confiar em tudo que ele está falando, pois, biblicamente um obreiro tem que ser um homem confiável, pois ele é um salvo.

Vivendo em honestidade, ele é incapaz de mentir, de enganar, de prometer e não cumprir, pois zela por sua palavra.

Vejam o exemplo que Paulo dá à igreja de Corinto, quando fala de si próprio:

“Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens” (II Co 8:21).

Paulo apenas não tinha um viver honesto, mas exortava aos irmãos a procurarem as coisas honestas.

Vejam o que ele disse aos cristãos que viviam em Roma:

“A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens” (Rm 12:17)

Mais uma vez deixo uma questão para a igreja refletir:

Para viver como salvo, é preciso ser honesto. Você está vivendo em honestidade?

Conclusão:

Já concluindo a mensagem, quero apenas relembrar uns pontos da nossa mensagem:

a) Para ser salvo, não basta você mudar de religião, mas sim deixar as coisas velhas para trás, e tornar-se um imitador de Cristo, restaurando as características que nos faz parecermos com Deus.

b) Ninguém consegue ser semelhante ao Pai, a não ser com a Sua ajuda, portanto, roguem ao Senhor, para que se desenvolva em seu coração, os atributos do crente salvo, onde eu citei dois como principais, o amor e a honestidade

c) Deus é amor, portanto, se querem ser parecidos com Deus, amem, inclusive aos que te odeia.

Jesus disse em Mateus 5:44:

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”;

Não é na hora que o navio bate na rocha que o comerciante se preocupa com as mercadorias, mas antes de sair o navio. Não espere o dia final para cuidar de sua vida espiritual”. (Spurgeon)

d) Cristão verdadeiramente salvo é, e continuará sendo confiável; cumprirá suas promessas, mesmo sem haver um contrato escrito, pois ele tem seu nome à zelar, e fará isso em nome de Jesus.

e) Crente salvo não aceita seu nome na sarjeta. Ele aprendeu com Jesus e cumpre sua palavra de modo que: Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (MT 5:37).

Apelo

Que a partir deste momento, todos os presentes tomem consciência de como estão vivendo, e analisem os seus frutos, e busquem ajuda do Alto, para viver uma vida verdadeiramente em Cristo.

Eu tenho a certeza, que além dessas duas qualidades que falei nesta oportunidade, os irmãos descobrirão uma infinidade de virtudes que o nosso Deus têm para adicionar na sua maneira de viver.

Peço a igreja que se coloque em pé, para que oremos ao nosso Senhor, afim de que Ele lapide o nosso coração, e encha-nos com as suas virtudes.

- Uma breve oração, sem palavras rebuscadas é feita junto com a igreja, afim de alcançar também àqueles que nunca tiveram na casa do Senhor, não somente os religiosos (crentes nominais).

Agradeço esta oportunidade, em nome de Jesus!

Eduardo


[1] Eu usei a Bíblia ACF (Almeida Corrigida Fiel), por ser uma das mais encontradas nas igrejas.

15 de março de 2011

Ataque de “demônios” durante o sono ou será Catalepsia Projetiva?

Me deparo com muita gente falando, que é “atacado” por demônios durante a noite, tendo pesadelos horríveis, e muitas vezes ficando “paralisados”, como se fosse morrer.

Confesso que acredito sim, que o inimigo das nossas almas trabalha initerruptamente durante as 24 horas do dia, desde tempos remotos, e que podem sim induzir alguém à ter certos tipos de “sonhos” ou desconforto durante o sono, porém, o que muita gente não sabe, é que existe um pequeno (pequeno?) distúrbio do sono, chamado Catalespsia Projetiva.

Abaixo deixo uma breve explicação sobre o que se trata essa anomalia.

Na projeciologia e conscienciologia, a catalepsia projetiva ou catalepsia astral, também conhecida na medicina como paralisia do sonoou paralisia noturna e no Brasil como pisadeira, é um fenômeno natural, temporário e benigno do ser humano que ocorre durante o sono.

Importante, a catalepsia projetiva não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.

A chamada paralisia do sono acontece durante o sono, como forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos. É um fenómeno natural que ocorre todas as noites, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto se dorme. Momentos antes da mente despertar, a paralisia cessa. Por isso, raramente se tem consciência da sua existência. Se, porventura, a mente despertar antes do mecanismo de paralisação ser desactivado, ocorre a consciência da paralisia do sono.

Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigilia (ou vice-versa) e nessa altura podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de se sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objectos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc. Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas, existindo quem aproveite esta fase para induzir sonhos lúcidos ou alucinações agradáveis, e acontecem ocasionalmente, como resultado de uma má alimentação, maus hábitos de sono, estresse, etc. Por vezes, podem indicar a existência de um outro problema maior, como, por exemplo, a narcolepsia.

Ao fim de algum tempo (que pode variar de alguns segundos até cerca de três minutos), a paralisia cessa e o corpo readquire capacidade de se mover novamente. Um dos conselhos mais usuais é ficar parado a respirar lentamente e esperar que passe. Enquanto se concentra na respiração, a mente divaga e quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Pode-se tentar mover um dedo e lentamente mover o resto da mão, do braço, etc até que todo o corpo se mova. Outra técnica popular é piscar varias vezes, ou fechar os olhos fazendo um pouco de força. De qualquer dos modos, o corpo acabará por "desactivar" a paralisia.

Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava pré-disposição ao xamanismo e contato com o mundo dos espíritos.

Sintomas:

Quando a pessoa despertar depois do sono e tentar:

Abrir os olhos, mas eles não se moverem.
Mexer alguma parte do corpo, mas não conseguir.
Gritar ou pedir ajuda, mas não sair nenhum som.

Podem ocorrer outros sintomas como:

Enrijecimento dos membros
Insensibilidade
Alucinações

Formas de induzir o "despertar":

Respirar lentamente durante alguns segundos seguido de um repentina aspiração profunda.

4 de fevereiro de 2011

"SER-ME-EIS TESTEMUNHAS"

Este é o ministério primário de cada crente. Ser testemunha da pessoa de Jesus é falar daquilo que ele fez para si próprio, bem como para com todos os homens. Foi o que o Senhor mandou que o ex-endemoninhado gadareno fizesse –
" Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito" - (Lucas 8:39).
Vai...e conta!
Foi o que fez o cego de nascença, em Jerusalém –
"Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. Respondeu ele, pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo" - (João 9:24-25 ).
Portanto, ser testemunha é uma missão que, por certo, está ao alcance de todos os salvos. Para ser testemunha não se exige muitos requisitos, quer sociais, quer financeiros, quer culturais. O que se exige está ao alcance de todos. Exige-se que possa contar os fatos que viu, que ouviu, bem como conhecer bem a pessoa sobre quem vai testemunhar.
Não era condição essencial que as testemunhas fossem eloquentes. Era fundamental, contudo, ter tido uma experiência pessoal com Jesus e saber falar dos resultados práticos dessa experiência. Poder, no sentido espiritual, fazer sua as palavras daquele cego de nascença –
"Uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo".
Você é uma testemunha de Jesus?
A ascensão de Jesus
"E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos" - (Atos 1:9 ).
O Senhor Jesus havia falado sobre a necessidade de seu retorno ao céu –
"...convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei" - (João 16:7).
Agora os discípulos podiam entender estas palavras que haviam sido ditas por Jesus. Ele precisava ir...e Ele foi!
A segunda vinda de Jesus anunciada pelos anjos
A promessa de sua vinda foi feita, originalmente, pelo próprio Jesus –
"E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também" - (João 14:3 ).
Ele havia dito – "se eu for". Agora, em Atos, temos a informação de que ele foi. Foi, e aos olhos de muitas testemunhas! Ele disse que voltaria!
Os anjos confirmaram a promessa de sua vinda
"E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" - (Atos 1:10-11 ).
Os anjos não são oniscientes. Isto significa dizer que eles conheciam a promessa de Jesus de que ele "viria outra vez". Eles creram e por isto anunciaram que ele "há de vir". Assim, o Senhor Jesus disse que viria; os anjos creram que ele viria e proclamaram a sua vinda.
Uma promessa confirmada pelos apóstolos
O testemunho de Pedro
"O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia...Mas nós, segundo a sua promessa aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" - ( II Pedro 3:9-13).
O testemunho de João
"E agora, filhinhos, permanecei nele: para que quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda" - ( I João 2:28).
O testemunho de Paulo
Depois de Jesus, Paulo foi quem mais falou sobre a vinda de Cristo. Por economia de espaço vamos citar apenas duas passagens bíblicas onde ele fala sobre a vinda de Jesus –
"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" - (I Coríntios 15:51-52 ).
O Senhor Jesus disse: "virei outra vez". Paulo ensinou o que acontecerá no dia em que ele vier. Os salvos vivos serão transformados num abrir e fechar de olhos, os salvos mortos ressuscitarão, e o Senhor Jesus cumprirá a sua promessa –
"...e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também" - (João 14:3).
"Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" - (I Tessalonicenses 4:15-17).
A vinda de Cristo é, pois, uma realidade. O Senhor Jesus prometeu que viria, os anjos anunciaram que ele viria, os apóstolos confirmaram que Ele viria, nós estamos esperando a sua vinda –
"...ora vem, Senhor Jesus" - ( Apocalipse 22:20).
Não crer na vinda de Jesus significa não crer na Palavra de Deus. A segunda vinda é mencionada mais de trezentas vezes no Novo Testamento. Somente Paulo faz menção dela cerca de cinquenta vezes. Duas de suas epístolas - I e II Tessalonicenses cuidam especificamente do assunto referente à vinda do Senhor. Capítulos inteiros, como Mateus 24 e Marcos 13 são dedicados ao ensino sobre a vinda de Jesus.
Sua segunda vinda é mencionada oito vezes mais que a primeira. É, pois, a vontade do Senhor que a certeza da vinda de Cristo seja uma realidade no coração de cada um de seus filhos.
"Então voltaram para Jerusalém"
Eles estavam no Monte das Oliveiras –
"...o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado" - (Atos 1:12)
Caminho de um sábado dizia respeito à distância que um judeu podia caminhar no dia de sábado. Tratava-se de uma distância de dois mil côvados, ou seja, cerca de mais ou menos um quilômetro.
Josefo calcula essa distância em cerca de cinco ou seis estádios, ou seja, aproximadamente 1.100 metros.
Jerusalém estava separada do Monte das Oliveiras pelo Vale de Cedrom. Foi pois deste monte que o Senhor Jesus deixou a terra, retornando para o céu.
Será, ainda, no Monte das Oliveiras que ele pisará quando retornar à terra, no Dia da Revelação do Senhor, que acontecerá no final da Grande Tribulação, segundo nos informa o profeta Zacarias –
"E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul" - (Zacarias 14:4 ).