16 de abril de 2012

Bem-aventurados os perseguidos

Julio Zamparetti Fernandes


“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mateus 5:10-12).


INFELIZES OS PERSEGUIDOS

A princípio cabe-nos entender que as perseguições não nos fazem bem-aventurados, mas bem-aventurados somos quando as bem-aventuranças são a razão de sermos perseguidos. Portanto, não é qualquer perseguição que denota nossa bem-aventurança. Muitas perseguições denotam apenas nosso infeliz proceder. Não é feliz quem é perseguido por praticar injustiças. Não é bem-aventurado quem é perseguido por amar conchavos políticos. Não é alegre de espírito quem é perseguido por causa de má conduta, nem tem do que se gloriar quem é perseguido por não respeitar as diferenças.


FELIZES OS PERSEGUIDOS

Felizes quando somos perseguidos por não agir por conveniência. Num mundo de tanto jogo de interesses, os princípios da honestidade e caráter têm sido subjugados e renegados a segundo, terceiro, último, ou mesmo fora de plano por aqueles que acham que o importante é se dar bem, julgando por certo o que lhe seja conveniente. Quem assim procede pode até pensar que é feliz, mas como pode ser feliz quem nem sequer é alguma coisa? Quem age por conveniência não tem caráter, não tem opinião própria, não é nada além de uma folha seca ao vento, não passa de um infeliz. Quanto aos que se expõem, se impõem e se põem contra as injustiças praticadas pelos poderosos, serão perseguidos, atribulados, atormentados, mas serão felizes, pois não passarão pela vida sem que nela tenham feito diferença deixando a sua contribuição e legado.

Felizes quando somos perseguidos por não trairmos a consciência. Quem trai sua consciência, trai a Deus duas vezes, pois trai a consciência que por Deus lhe foi dada, e trai a Deus que lhe fez consciente. Deus não nos impõe idéias, nem nos obriga a nada. Ele nos atrai ao seu convívio, nos ensina seu caminho e, se houvermos aprendido, o seguiremos por convicção.

Felizes quando somos perseguidos por lutar por igualdade e justiça social. Cristo humilhou a si mesmo, viveu entre os excluídos, identificou-se com eles, morreu como bandido, fez-se igual ao mais sofrido. Por que haveríamos de nos achar superiores? Somos todos iguais, diferidos tão somente pelas circunstâncias, que se fossem inversas seríamos nós no lugar daqueles a quem excluímos. Por mais sofrido que seja o nosso semelhante, ainda é semelhante a nós.

Felizes quando somos perseguidos por defender os mais fracos. Defender o semelhante mais fraco é defender a nós mesmos que somos todos semelhantemente fracos. Ninguém vive numa ilha para pensar que o problema do fraco não é seu problema. Quando se vive em sociedade, a fraqueza de qualquer cidadão é uma fraqueza social, e uma fraqueza social é uma fraqueza de todo cidadão. Portanto, defender os mais fracos é fortalecer a sociedade e beneficiar a todo cidadão. Feliz quem entende isso e por isso trabalha. É bem-aventurado, ainda que sua bem-aventurança gere o descontentamento e desencadeie a perseguição daqueles que enriquecem às custas da exploração dos mais fracos.


INFELIZES OS NÃO PERSEGUIDOS
Infeliz daquele que não é perseguido pela própria consciência ao explorar a fé dos indoutos condicionando a ação de Deus aos lenços, toalhinhas, fitinhas, castiçais, sais ungidos e ofertas de sacrifício.

Infeliz daquele que não é perseguido pela própria consciência ao explorar o empregado, não ajudar o pobre, não se compadecer do sofredor.

Infeliz daquele que não é perseguido pela própria consciência ao buscar lucros ilícitos, tirar vantagens sobre o sofrimento alheio e se promover na desgraça dos outros.

Infelizes somos nós quando nossa consciência se cauteriza de forma a não sentirmos mais a dor da mazela humana, nem sofrermos com quem sofre.




Blog de Julio Zamparetti Fernandes divulgação Genizah


13 de fevereiro de 2012

Whitney Houston - Ela já foi evangélica, sabiam?

Whitney Houston: vida e morte

 

Whitney
Ela nasceu Whitney Elizabeth Houston em um bairro com padrão de classe média na cidade de Newark,  New Jersey, Estados Unidos, em 9 de agosto de 1963. Viveu lá até seus quatro anos de idade, quando a família mudou-se para a cidade de East Orange.
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Caçula de uma família de três filhos, seu pai era John Russell Houston Jr  e a mãe era Cissy Houston. A mãe, sua prima, Dionne Warwick e a madrinha, Aretha Franklin, eram cantoras do gospel, Rhythm and Blues e soul. Além dessas influências ao canto, recebeu influência direta da convivência com a cantora Roberta Flack. 
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Recebeu de sua ancestralidade a genética do sangue de escravos africanos, nativos indígenas, imigrantes italianos e holandeses. Teve na infância a influência cristã evangélica, aos onze anos cantava no coral de uma Igreja Batista, e conviveu no meio do movimento pentecostal. Este composto genético trouxe ao mundo uma mulher com cordas vocais potentes e uma bela voz em timbre soprano. Dona de pulmões poderosos soube aproveitar em nível técnico excelente, como poucas pessoas, a caixa torácica e o diafragma. A influência do seu círculo de origem musical com certeza a impeliu a cantar. E ela quis cantar além do estilo R & B, soul e gospel, misturou as influências do canto, mesclou teclados e sintetizadores, criou o seu estilo próprio, que surpreendeu a todos.
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Em 1978, ela registrou pela primeira vez sua voz num disco de sua mãe, Think It Over. E depois passou a fazer vocais em discos de famosos, como Chaka Khan e Jermaine Jackson, irmão do famoso Michael. 
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Em 1980, aos dezesseis anos, Whitney usou a beleza para ganhar dinheiro, começou a fotografar como uma modelo profissional para revistas importantes. Tornou a primeira mulher negra a aparecer numa revista de moda depois de ilustrar e ter a imagem bem recebida nas páginas da revista Seventeen no início dos anos. Posteriormente, apareceu na Glamour e revista Cosmopolitan, e outras. No mesmo ano, apareceu cantando e dançando em comercial do refrigerante Canada Drink, na televisão. Desde jovem ela demonstrou consciência social. Como modelo, se recusou a trabalhar para agências que faziam negócios com a África do Sul, devido ao regime do apartheid.
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No começo da década dos idos de 1980, Whitney Houston namorou o jogador de futebol americano Randall Cunningham, e depois o ator Eddie Murphy.
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Em 1983 ela assinou seu primeiro contrato como cantora, na gravadora Arista Records, contrato de gravação para distribuição mundial. Naquele ano, ela fez sua estreia nacional na televisão no programa The Merv Griffin Show. Dois anos depois estava nas lojas seu primeiro disco, que tinha seu nome. O álbum bateu o True Blue, de Madonna, nas vendagens, vendeu 25 milhões de cópias e foi apontado como o álbum de estréia mais bem vendido de todos os tempos.
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No ano de 1987 ela lançou o segundo álbum, e foi a artista mais vendida nos Estados Unidos e Reino Unido. Ela também conseguiu o feito de colocar sete músicas no primeiro lugar das paradas de sucesso no rannkig da revista Billboard, ultrapassando os Beatles e os Bee Gees, que haviam alcançado seis. Até hoje ela não foi superada.
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Em 1989, Whitney criou a Fundação Whitney Houston for Children, instituição sem fins lucrativos, voltada às crianças carentes, diabéticas, aidéticas e vítimas de câncer. Através dela, promoveu shows de caridade. O show Classic Whitney, televisionado pela HBO, arrecadou 300 mil dólares. Ao longo da carreira, sua filantropia também focou a educação dos negros, integrando-os em universidades. No mesmo anos, embarcou numa turnê com BeBe & CeCe Winans fazendo backing vocal, mostrando que o sucesso não fez perder a cabeça. 
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Em janeiro de 1991, ela cantou "The Star Spangled Banner" (o hino nacional norte-americano) no XXV Super Bowl em Tampa na Flórida. Depois lançado como single e vídeo, se tornaria a única versão do hino nacional norte-americano a virar um "hit", vendendo um milhão de cópias. dinheiro arrecadado com as vendas do single foi revertido à Cruz Vermelha Norte-Americana. Ainda em 1991, Whitney usou sua identificação com o público em prol das vítimas da Guerra do Golfo, quando fez um show beneficente exibido pela HBO sob o título "Welcome Home Heroes with Whitney Houston".
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Em 1992, estrelou ao lado de Kevin Costner o filme O Guarda-Costas. Estrondoso sucesso de bilheteria, gerando mais de 500 milhões de dólares no mundo todo. Ela colocou a voz em seis novas canções para a trilha-sonora do filme. "I Will Always Love You" ultrapassou todas as expectativas, tornou-se um mega "hit" para a cantora, a décima música a alcançar o primeiro lugar nos Estados Unidos e permanecer 14 semanas no topo dos sucessos transformar-se no single com mais cópias vendidas, dez milhões.
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Também em 1992, casou-se com o cantor Bobby Brown e chocou a todos. Ela tinha uma imagem serena enquanto ele era considerado um bad-boy, e era pai de filhos em relação anterior. A união estranhada tinha razão de ser, pois o matrimônio provocou diversos escândalos. Separou-se em 2007. Brown, enquanto marido foi preso diversas vezes, e após a separação por deixar de pagar a pensão para seus filhos. 
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Em 1993 seu pai faleceu. Nasceu Bobbi Kristina, a filha dela com Bobby Brown. Acusou o marido de praticar violência doméstica. Viajaram à Israel, e ela revelou que nunca se sentiu tão bem quanto havia se sentido naquele país.
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Em 1994 ela esteve no Brasil em turnê por São Paulo e Rio de Janeiro. E, nos Estados Unidos, ao lado de Pelé apareceu no gramado do jogo Brasil e Itália, quando cantou no desfecho da Copa do Mundo de Futebol.
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1995 foi ano de outro filme e novo single bem-sucedidos. Whitney Houston foi homenageada por seu trabalho filantrópico pelo VH1 Honors, em reconhecimento ao seu trabalho humanitário. 
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No ano de 1996 ela filmou com Denzel Washington, ator cristão, o remaker The Preacher's Wife (no Brasil, Um Anjo em Minha Vida). Whitney lançou o álbum gospel, trilha-sonora do filme e o mesmo e se transformou no álbum gospel mais vendido da história, também tendo sido indicada ao Oscar de melhor trilha-sonora original. Whitney cantou catorze das quinze quinze faixas do álbum, incluindo os "hits" "I Believe in You and Me" e "Step by Step".
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1997: Whitney rodou um especial para o canal de televisão ABC, como atriz e produtora, uma versão do clássico Cinderela, interpretando a Fada Madrinha. A atração foi recorde de audiência, mais de sessenta milhões de telespectadores, entrando para a história como um dos programas mais vistos da história da televisão norte-americana. Recebeu o “The First Annual Triumphant SPIRIT Awards” da Essence Magazine, em reconhecimento ao seu trabalho humanitário. 
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No ano de 1998 gravou um dueto com Mariah Carey, "When You Believe", para a trilha-sonora do filme animado O Príncipe do Egito. O single ganhou o Oscar de Melhor Canção Original. Ainda em 1998, lançou novo álbum, My Love Is Your Love, que não era trilha-sonora de filme, como o lançados nos oito anos anteriores. O álbum vendeu doze milhões de cópias no mundo todo, sendo cinco milhões somente nos Estados Unidos e Whitney ganhou seu sexto Grammy. Saiu em turnê e ganhou elogios de público e crítica. E recebeu o Trumpet Awards, em reconhecimento ao seu trabalho humanitário.
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Em 1999 Whitney lançou o álbum duplo The Greatest Hits, uma compilação dos maiores "hits", ao lado de inéditas e remixes, o lançamento vinha acompanhado de DVD com entrevistas, imagens de bastidores e de videoclipes. Neste mesmo ano também participou do projeto Divas.
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Em 2000 a cantora esteve afastada do público.
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Em 2001, voltou aos holofotes em Nova York, para homenagear Michael Jackson, que celebrava  trinta anos de sua carreira solo.  Após esse concerto, houve boatos que Whitney Houston  que tinha morrido. Devido aos ataques terroristas do 11 de setembro o single “The Star Spangled Banner” foi relançado e se tornou top de vendas nas paradas americanas, arrecadando mais de 1 milhão de dólares. O dinheiro arrecadado foi doado para fundos de apoio aos bombeiros e a polícia de Nova York. 
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Em dezembro de 2002, Whitney lançou Just Whitney. A cantora revelou ao seu público que era consumidora de cocaína, maconha, alcool e outras drogas. Entrou no foco de tablóides devido os problemas. Respondeu duramente as críticas de ordem pessoal. A repercussão deixou a desejar. E fracassou.  
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Em 2003, a MTV americana juntamente com a Revista Blender nomeou Whitney como a 3ª maior cantora entre as 22 Maiores Vozes da música por votação online e por leitores da revista. Em Novembro, lançou um álbum de Natal, One Wish: The Holiday. A faixa inédita ficou por conta de One Wish, música que dá nome ao álbum, considerado o melhor do estilo gospel contemporâneo.
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Em 2004, a cantora passa por cinco dias de internação em clínica de reabilitação do vício em drogas. Em Fevereiro, doou um milhão de rublos para o Russian Aid Fund (Fundo de Apoio Russo) para ajudar as vítimas de um ataque terrorista no metrô de Moscou. Os fundos foram criados por suas performances em Moscou naquele ano. Em 14 de Setembro, fez uma interpretação ao vivo de "I Believe In You And Me" e "I Will Always Love You" no World Music Awards, como tributo a seu produtor e antigo amigo Clive Davis.
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2005 também é marcado por internamentos devido aos mesmos motivos. E pelo embarque na turnê internacional Soul Divas, acompanhada de Dione Warwick e Natalie Cole. É também o ano em que Whitney participou do reality-show Being Bobby Brown. Ela apareceu na televisão em um programa reality show, quando o público da cantora vislumbram os altos e baixos de sua privacidade. Seu comportamento bruto e aparência nervosa no programa de Brown realidade é considerado um dos fatores de seu declínio na carreira.
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Em 2006, Whitney se divorcia do cantor Bobby Brown, após diversas polémicas, vítima de violências domésticas, escândalos com drogas. Afirma estar bem, referindo-se à dependência química e do álcool Aparece em eventos públicos usando a grife Armani ao lado da prima Dionne Warwick, é ovacionada pelo público. É capa da revista brasileira Raça Brasil, que a homenageia por lutar contra seu vício.
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No ano de 2007, Whitney foi eleita a "A Rainha da Balada", pelo site BlackAmericanWeb, que coloca em destaque a sua trajectória como cantora e todos os seus feitos. É anunciado retorno da cantora em 2009 com um novo CD de inéditas.
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Em 08 de maio 2008, participou do evento beneficente Caudwell Children’s Legend Ball, em Londres para levantar fundos para a instituição. O fundador da instituição, John Caudwell, em entrevista a revista Marie Claire disse: “Estamos entusiasmados em ter uma artista do calibre da Whitney”. Vivendo em Laguna Beach, próxima de Warren Boyd, seu consultor que a ajuda no problema com as drogas, Whitney dedica-se à filha Bobbi Kristina e também à sua nova produção fonográfica. Ela renova o contrato com a gravadora Arista Records por 100 milhões de dólares, o acordo seria para diversos álbuns.
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2009. A espera termina. É lançado o aguardado álbum de retorno de Whitney Houston, intitulado I Look To You em 31 de Agosto de 2009.  A estreia acontece com 305 mil cópias vendidas na primeira semana, posto dos mais vendidos nos Estados Unidos, e o primeiro em mais doze países.
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Em 14 de Setembro de 2009, Whitney Houston pôs fim ao silêncio após sete anos calada, apareceu no programa The Oprah Winfrey Show. A cantora respondeu sobre a relação conturbada com o ex-marido, fé, família, problemas com as drogas. Depois, fez excursão promocional pelas televisões euroréias para promover o disco. Precisou interromper turnê na Europa devido probleams de saúde. No mesmo ano, recebeu homenagem  no American Music Awards em Los Angeles, e recebeu o troféu das mãos do ator Samuel L. Jackson, agradeceu ao público por recebê-la de volta ao showbiz e foi aplaudida de pé.
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No início de 2010, Whitney relançou uma edição especial de seu primeiro álbum, intitulado Whitney Houston – The 25th Anniversary Deluxe Edition, celebrando seus 25 anos de carreira.
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Whitney também recebeu o NAACP Image Awards por Melhor vídeo clipe para "I Look To You" em 23 de fevereiro de 2010 e recebeu uma indicação ao Echo Awards, a versão alemã do Grammy, por Melhor Artista Internacional. 
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Em 13 de janeiro de 2010, Whitney foi homenageada no BET Honors Award. O BET Honors 2010 foi realizado no teatro Warner, em Washington, DC e foi exibido em 29 de janeiro de 2010. Jennifer Hudson cantou o clássico I Will Always Love You e Kim Burrell cantou I Believe in You. 
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Ela compareceu ao evento BET's Celebration of Gospel 2011, em Los Angeles, e surpreendeu o público. Cantou ao lado de Kim Burrel a canção "I Look To You", dando muitos aleluias a Deus, comovendo todos os presentes e telespectadores. Assista ao vídeo deste momento.


Viajou em turnê pela Ásia, Austrália e Europa , arrecadou uma estimativa de mais de 36 milhões de dólares com os shows.
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11 de Fevereiro de 2012, sábado: De acordo com o site "TMZ", um representante da artista informou que Whitney morreu durante a tarde em sua casa. A informação foi dada à agência "Associated Press", e logo começou a circular. Porém, outra corrente corrigiu a informação noticiando que ela foi encontrada falecida numa suíte do Berverly Hilton, hotel em Los Angeles, EUA. Hospedava-se na cidade para participar do Grammy Award, no domingo, quando homenagiaria o empresário e produtor musical Clavy Davis na premiação do Grammy. 
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A cantora estava no apartamento com uma assistente e dois grarda-costas. Por demorar a sair do banheiro, foi chamada e não atendeu. A porta foi arrombada. Ela foi encontra com a cabeça submersa na água e os pés levantados e encostados na borda. Cogita-se que tenha se afogado após dormir.
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Os paramédicos foram chamados e compareceram rapidamente, pois estavam no prédio para o evento do Grammy. Tentaram reanimá-la durante 20 minutos, conseguiram ressuscitá-la oir alguns instantes, mas a vida voltou por pouco tempo. Ela foi declarada oficialmente em óbito às 15h55 do horário local.
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Sua mãe declarou que conversou com a filha por telefone, durante meia hora, pouco antes de ela morrer, ligação feita pela Whitney, e não notou nenhum problema. Elas fizeram planejamento para ida ao Grammy e sentarem-se próximas de Diane Warwick, para quem também telefonou em seguida. Não havia vestígios que a cantora consumiu álcool. Drogas ilegais não foram encontradas no quarto, apenas recipientes de medicamentos com prescrições médicas - o ansiolítico Xanax -  para o qual tinha receita. O remédio é usado contra a ansiedade e provova sonolência.
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Na noite de Domingo, na festa onde apareceria homenageando Clavy Davis, recebeu homenagem póstuma. A organização do evento escalou a cantora Jennifer Hudson, revelada no programa American Idol, para em tributo a ela cantar o tema do filme O Guarda-Costas, Will Always Love You.
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Whitney vendeu 170 milhões de álbuns em sua carreira, chegou 30 vezes no topo da parada da Billboard Music Award, 22 American Music Award, ganhou seis prêmios Grammys, dois Emmy Award, e somou um total de 415 prèmios ao longo da carreira.  Planejava lançar um novo álbum neste ano.
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Que ela possa ter alcançado o maior e melhor prêmio de todos, a vida eterna com Deus.
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Ela deixou a filha única Bobbi Kristina com dezenove 19 anos.
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Deus console sua família

Fonte: E.A.G. / www ubeblogs net

24 de janeiro de 2012

Igreja Mundial do Poder de Deus prega que Jesus foi um ser criado – Heresia do Arianismo!

Só para recaptular, o arianismo foi uma heresia que foi reprovada em  325dc, no Concílio de Nicéia.

Inventada pelo Bispo Ário, esta heresia apregoava que Jesus Cristo não era Deus, ou seja, houve um tempo em que Ele não existia, e foi criado por Deus Pai.,sendo assim um “Quase Deus”, podendo porém ser adorado, por ser o primogênito da criação. Esta doutrina satânica serve também de base também da Seita chamada Testemunhas de Jeová.

Pois então, passando pelo site da IMPD, me deparei com um ensinamento que me deixou perplexo: A Igreja do Apóstolo Valdemiro Santiago, apregoa essa doutrina satânica.

Quem tiver dúvida, leia o texto abaixo na íntegra, que fiz questão de copiar de lá:

Entregue-se a Jesus

Apóstolo Valdemiro Santiago



Leitura Oficial: Colossenses 1: 13

Uma coisa que o ser humano tem que entender e aprender para ser feliz, pleno e completo é que Deus nos fez para dependermos dele, nos completarmos nele e nenhum ser humano será completo sem ele. Você pode ganhar o dinheiro que for, conquistar os bens, vantagens, o que for. Você pode ser bem sucedido em muitas áreas da sua vida, mas se você não abrir seu coração, não esvaziar seu entendimento e entender o valor da participação de Deus na sua vida, você não será completo.

Porque que muitas pessoas procuram um conforto no álcool, nas drogas, até mesmo quem tem muitos bens, bem-sucedidas, famosas, conhecidas, querendo até o suicídio, pegas nas drogas, no crime às vezes. Você não entende, diz que fulano tem tudo, mas só tem tudo quem tem Deus na sua vida. Porque não tem tudo, só Deus é tudo, Jesus é a plenitude, tudo foi feito por Ele, através Dele e para Ele. Se você entender isso, será amado, respeitado e viverá em paz, sua consciência ficará tranquila e terá a certeza da vida eterna. Deus não nos fez para viver cinquenta, noventa, cem anos, fomos feitos para viver eternamente. O homem é eterno, não se iluda com o que tentam colocar na sua cabeça, ensinar dizendo que morreu, acabou, porque o homem não consiste na carne apenas. Quando Deus fez o homem do pó da terra, era um corpo, mas Deus deu vida através de um sopro, então o que pensa dentro de você, raciocina, a sua vida, é o folego de Deus. Quando seu espírito sai do corpo, não acabou não, ele vai até Deus prestar contas e ninguém escapa disso, Deus sabe de todas as coisas.

Deus nos libertou do império das trevas. Império tem imperador e o imperador das trevas é o diabo, que tem prazer na desgraça e na destruição das pessoas. O diabo dá risada da vida daqueles que estão debaixo do viaduto, se acabando no crack, na imundície, na prostituição, prostrados, no crime, se acabando e destruindo a vida de si e dos outros. Quando a bíblia diz que Deus nos libertou do império das trevas, é que Deus pagou um preço para ter-nos com Ele, um resgate muito alto, o próprio filho para nos dar o direito e a liberdade de vivermos. Esse acesso não é pago, é de graça, é pela fé. A bíblia diz que hoje temos acesso pela fé a esta graça, somos salvos não por intermédio de religião, pastores, apóstolos, padres, profetas ou lideres e homens de religião alguma, só Jesus Cristo tem esse poder. Nenhum homem pode salvar, todos carecemos de salvação e ela está em Cristo.

Não adianta você dizer para mim “apóstolo eu pequei, deixe eu confessar meus pecados para você”. Eu não, quem pode te lavar é Jesus Cristo, que derramou o sangue dele por você, não há homem algum que possa te ajudar além dele. Só Deus, só Jesus é santo. Quando Deus nos livra, não podem mais tocar neles, porque fica protegido pelo sangue. Quando o homem se volta para Deus, Deus se volta para o homem e o protege, o faz nova criatura, porque fomos feitos como imagem e semelhança de Deus e Ele nos deu escolha, se escolhemos o pior, teremos o pior, mas se optamos por servir a Deus, sermos honestos, sinceros, colheremos os frutos das nossas decisões e esses frutos são bons.

Muita gente pela tradição da religião, não entende a historia de Jesus. Alguns falam de natal, mas ninguém sabe o dia exato em que Jesus Cristo nasceu. Segundo que Jesus já existia muito antes de tudo. Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. Mas ele não é sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno, aquele que antes dele nunca existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A primeira obra dele foi Jesus Cristo, não a partir de Maria, que foi obra do Espirito Santo para ser feito carne, antes ele já existia. “Façamos” é no plural, porque Jesus estava com Ele e a palavra que lemos confirma.

Há anjos no céu? Vieram depois de Jesus, porque tudo o que foi feito foi feito através dele, depois de Jesus, embora ele não tivesse se manifestado ainda ao mundo em forma de homem. Todas as coisas foram feitas nele, no céu e na terra, tudo depende dele e se você disser que não, procura provar, porque eu provo para você que tudo depende de Cristo. Tudo o que fazemos, precisamos buscar a perfeição, de forma correta, mas só seremos bem sucedidos no que realizarmos se o Senhor Deus todo poderoso participar da nossa vida. Olhe esta obra e pense nas minhas limitações. Há pessoas que assistindo nervosas esta obra, são curadas. Isso porque essa obra não é minha, não sou eu quem faz essa obra, é Deus. Me deparo com barreiras, com obstáculos, sou pequeno, mas o Deus que atrai estas multidões é um Deus que se manifesta na terra e que deu seu filho como carne por nós. A concessão é exclusiva, somente Jesus pode fazer milagres, ninguém sem ele pode.

Tronos sugerem reis. Gosto dessa palavra, porque ela indica que todos que governam são instituídos por Deus, Ele faz todas as coisas, a Terra e tudo nela é Dele, são constituídos por Ele. Mesmo os reis como Nabucodonosor, que não reconhecia, não aceitava, foi colocado por Deus, mesmo faraó que perseguia o povo, foi instituído por Deus. Os presidentes do Brasil e demais nações e todas as demais autoridades foram instituídas por Deus e o mundo melhorará muito quando as pessoas entenderem o plano de Deus, a vontade de Deus e passarem a servi-lo, a ama-lo, a obedece-lo e a amar o próximo. E isso é o evangelho de Jesus. Se eu pedir testemunho de muitos que viviam sem regras e muitos que estavam prontos a se desvirtuar, não caberão todos neste altar, porque este é o sentido da obra de Deus.

Homens cultos, algumas autoridades e outros bem conceituados, conhecidos, procuravam Jesus e disputavam com Jesus. Jesus perguntou para eles assim: “vocês saíram e foram ao deserto para ver quem?” Jesus sabia que aqueles homens saíram atrás de ver João Batista. “Vocês foram ver o que? Um caniço agitado pelo vento?” Porque Joao Batista era barbudo, cabeludo e magro, comia gafanhoto e mel. Já comeu isso? Joao Batista comia por falta de opção. Eles queriam deixar Jesus enrolado, sem palavras. Imagina Joao Batista, um homem no deserto, sem nenhum rio para tomar banho, nenhum espelho, nenhuma ajuda. E pessoas cultas, finas, da alta sociedade foram lá para vê-lo, ouvi-lo, porque a fama dele estava em toda parte, mas mesmo Joao não tendo boa aparência, não tendo roupas finas e nem cortando o cabelo, o Espirito de Deus falava nele e quando o Espirito de Deus fala pela boca de um homem, toda a sociedade pára para ouvir as palavras de Deus através da vida dele. Do outro lado da televisão, tem pessoas de todo tipo nos assistindo. Você acha que estão todos assistindo por que? Eu sou um caipira da roça, mas que há um Deus na minha vida você já percebeu e que Ele toca na sua vida, Ele toca.

Jesus é antes de todas as coisas. Procura alguma coisa que passou a existir antes de Jesus. Não conseguiu não? Ele é antes de todas as coisas. Se Ele é o primogênito, Nele tudo subsiste, existe na essência. Tudo é por causa Dele, é através Dele. Ele é nosso guia, nosso mestre, que nos ensina todas as coisas. Eu mesmo não ensino, é o próprio Deus que revela no seu coração o amor Dele. Amor não se aprende, sentimento não se aprende, ele nasce. O amor de Deus nasce em você, é revelado através de Jesus Cristo, você passou a amar a Deus porque você nasceu de Deus. É essa a relação de pai e filho. Quem tem ou teve pai pobre? Você deixou de ama-lo por isso? Ué, mas ele nunca te deu nada. Você o ama mesmo ele sendo pobre? Então não tem anda a ver com isso, você o ama porque você nasceu de seu pai, é sua herança genética, é incondicional. Você o ama porque é pai. Então ninguém pode amar a Deus por causa de mansão, de carro novo, de milagre, de dinheiro, você deve amar a Deus porque você nasceu Dele, é filho Dele. É obvio que mostramos os milagres que Deus faz, mas as multidões não são atraídas por isso até aqui, são atraídas pelo amor que Deus coloca nos corações de todos que vem até aqui, aos que Ele se revela. Não adianta pregar, falar, é quando Deus revela no seu coração. É preciso ter o amor de Deus e só quem é nascido de Deus ama.

Quem já leu na bíblia que os mortos vão ressuscitar? Quem morreu não acabou, vai prestar contas para o grande juiz. E olha o que aconteceu quando Deus criou o mundo, fez Jesus o primogênito dos mortos porque ele foi o primeiro a ressuscitar, para ter a primazia, a prioridade. Em tudo Ele tem a prioridade e tem de ser colocado acima de tudo e de todos.

Minha família é importante? É, mas Jesus está acima. Meu trabalho é importante? É, mas Jesus tem a prioridade. Quem quer tomar uma atitude hoje, entregar seu caminho, seu coração e saber que sua vida será aprovada, com o filho em primazia, venha, entregue-se a Jesus. Que Deus os abençoe.

 

Pois é meus irmãos, a coisa tá feia. Querem conferir direto da fonte? –> http://www.impd.org.br/portal/mensagens_impd.php?id=49

 

Em Cristo

 

Eduardo

17 de dezembro de 2011

Celebrar ou não o Natal em 25 de dezembro?

Não se sabe, ao certo, quando o Senhor Jesus nasceu. Pesquisadores argumentam que Ele teria nascido entre a segunda metade de março e a primeira metade de abril, visto que nessa época a temperatura é mais suportável na Palestina. Em dezembro, o forte frio seria um obstáculo à iniciativa imperial de realizar um alistamento (Lc 2.1-3). Isso é reforçado pelo fato de os pastores estarem no campo na noite de Natal (v.8).
A data de 25 de dezembro tem origem pagã e é rejeitada por muitos especialistas em história e cronologia bíblicas. Até o século III, o nascimento de Jesus era comemorado no fim de maio, no Egito e na Palestina. Em outros lugares, era celebrado no começo de janeiro ou no fim de março. O imperador Aureliano estabeleceu, em 275, a comemoração obrigatória do Natalis Invicti Solis(Nascimento do Sol Vitorioso) em 25 de dezembro. E, a partir de 336, o romanismo, fazendo uma unificação sincrética de várias festas religiosas, adotou essa data oficialmente para a comemoração do nascimento de Jesus.
Como seguidores de Cristo, não somos deste mundo (Jo 17.16), mas vivemos nele. E, por isso, temos de conviver, a cada ano, com dois Natais: o verdadeiro, pelo qual celebramos o nascimento do Senhor Jesus Cristo; e osecular, capitalista, sincrético, comemorado em uma data pagã, no qual o Aniversariante torna-se um mero coadjuvante. Como devemos nos comportar diante da realidade desses dois Natais?
Penso que devemos aproveitar esse período do ano para apresentar Jesus Cristo ao mundo. E podemos fazer isso por meio de cantatas ao ar livre e nos centros comerciais, cultos e mensagens especiais, evangelísticas, nos templos, publicação de textos alusivos ao nascimento de Cristo, etc. Além disso, devemos aproveitar o lado bom do Natal secular (cf. 1 Ts 5.21). Afinal, que mal existe em as famílias cristãs — que conhecem o verdadeiro sentido do Natal — aproveitarem as coisas boas da festa secular do Natal, como a confraternização, a troca de presentes e a beleza das cidades enfeitadas?
Deve o cristão residente em (ou em viagem a) São Paulo, Rio de Janeiro, Penedo, Natal, Fortaleza, Curitiba, Gramado e Canela, Buenos Aires, Paris, Nova York, por exemplo, ficar em casa ou no hotel, em sinal de protesto ao Natal secular? Não pode ele aproveitar esse período do ano para passear com a família e tirar fotos nos lugares enfeitados? E mais: há algum problema em colocar presentes debaixo de uma árvore colorida e enfeitada, a fim de abri-los à meia-noite do dia 25 de dezembro?
É claro que há celebrações e celebrações. Algumas nós devemos ignorar sumariamente, como o Carnaval. Mas de outras podemos participar, com prudência e vigilância. Citei o Carnaval como exemplo negativo porque essa festa é completamente mundana, bem como está atrelada à imoralidade e, objetivamente, ligada aos cultos afro-brasileiros.
Quanto ao Natal, convém ser extremista e perder uma grande oportunidade de se alegrar com todos os membros da família? Afinal, os dias que antecedem essa celebração, especialmente a véspera, são um período de alegria, expectativa, em que a família se reúne para se confraternizar.
Não ignoramos o paganismo, impregnado na sociedade brasileira. Mas as questões relacionadas com os festejos do Natal passam, obrigatoriamente, por uma análise dos princípios bíblicos. O cristianismo é equilibrado. Está implícito em Eclesiastes 7.16,17 que não nos é vedado o entretenimento. Ademais, a participação eventual, com prudência e vigilância, em festas pagãs é mencionada em 1 Coríntios 10.23-32. Jesus participou de festas em que havia pessoas pecadoras e comia na casa de publicanos.
Que males o Natal secular traz, efetivamente, para a vida e a família cristãs? Alguém responderá: “O Papai Noel usurpa o lugar de Cristo. E a árvore de Natal é idolátrica”. Bem, penso que nenhum crente em Jesus Cristo põe uma árvore de Natal em sua sala em louvor a ídolos. Se priorizarmos a origem pagã de todas as coisas, em detrimento do uso hodierno, teremos de proibir vestido de noiva, bolo de aniversário, ovos de chocolate...
Não somos do mundo, mas estamos no mundo! Conhecemos bem a origem dos elementos da festa secular do Natal. Contudo, lembremos do que a Palavra do Senhor assevera em 1 Coríntios 6.12: “todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”.
Quanto às crianças, sabemos que elas vivem no mundo da fantasia. E muitas, por influência dos colegas de escola, da mídia, etc., acreditam em Papai Noel. Cabe aos pais cristãos mostrar a elas, com muita sabedoria, o verdadeiro sentido do Natal. Não é preciso se opor ferrenhamente ao Natal secular. A transição do mundo da fantasia para a realidade ocorre de modo natural. Com o tempo, a criança percebe que o Papai Noel é uma figura ficcional, mítica, e que o Senhor Jesus é real.
Tudo nessa época do ano gira em torno de enfeites coloridos, com desenhos de Papai Noel, árvores de Natal, etc. Caso os pais sejam extremistas, terão de proibir as crianças também de frequentar aulas a partir de novembro, de ir ao shopping e de assistir a desenhos animados pela televisão ou pela Internet, etc. Seria mesmo saudável não permitir aos infantes esse contato com o mundo da fantasia, própria desse período da vida?
Sabemos que as únicas pessoas que, de fato, acreditam em Papai Noel são as inocentes e ingênuas crianças. De que adianta os pais proibi-las desse encantamento natural e passageiro? Privá-las dessa alegria é uma maldade sem tamanho, atrelada à hipocrisia farisaica. Lembremo-nos do que disse o Senhor Jesus em Mateus 23.24: “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo”.
Geralmente, os extremistas que se preocupam com superfluidades são os mesmos que, inconscientemente, louvam ao “deus Papai Noel”. Ao contrário dos magos do Oriente, que tinham uma oferta para o Menino, os tais só querem receber, receber, receber... Coam mosquitos, mas engolem camelos.
Os pais excessivamente preocupados com questiúnculas têm ensinado seus filhos em casa (Dt 6.7) e os conduzido à Escola Bíblica Dominical para aprenderem a Palavra do Senhor? Privar nossa família da alegria desse período de festas é uma atitude cristã exemplar? Proibir uma criança de posar para uma foto ao lado do chamado bom velhinho ou de uma árvore enfeitada, em um shopping, é louvável?
Sinceramente, um pai que, tendo condições, não presenteia o seu filho, nessa época, está agindo de modo extremado, provocando a ira dele (Ef 6.4). Imagine como reage a criança que ouve de um pai: “Não vou lhe dar presente de Natal porque esta festa é pagã e consumista, e eu não quero agradar a Leviatã”. Isso denota zelo e santidade, ou falta de equilíbrio e hipocrisia? Pense nisso.

Créditos: BLOG do Ciro –> http://cirozibordi.blogspot.com

10 de dezembro de 2011

Jesus Cristo não nasceu em 25 de dezembro!

Apesar deste assunto apresentar correntes que defendem exatamente o oposto, tudo indica, conforme o estudo que abordarei abaixo, que o dia 25 de dezembro não é a data real em que nasceu Jesus de Nazaré, o Cristo – Filho de Deus.
A minha intenção neste comentário não é a de querer mudar a data de nascimento de Jesus para outro dia qualquer, ou mesmo fazer com que as pessoas fiquem confusas ao comemorar o nascimento de Cristo, numa data que se repete há mais de 2000 anos; e sim uma abordagem acadêmica sobre esta “polêmica” teoria.
A Paz esteja com todos os leitores, e desejo um Feliz Natal, e próspero Ano Novo (que também teve sua origem no paganismo [rs])

O CALENDÁRIO CRISTÃO E O NATAL DE CRISTO


E o verbo se fez carne – O nascimento de Jesus
“E tu Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” – (Miquéias 5:2[1]
O profeta Miquéias foi contemporâneo do profeta Isaías, tendo escrito seu livro por volta do ano 725 a.C., quando profetizou que o nascimento de Cristo aconteceria em Belém, de Judá.
Este evento, que na Cristologia marca o tempo da encarnação do Verbo, foi tão importante que dividiu a história da humanidade em dois grandes períodos: antes de Cristo e depois de Cristo, assinalados respectivamente pelas siglas “a.C.” e “d.C.”
Todavia, na época do seu nascimento, no tempo em que Jesus viveu na terra como homem, bem como nos primeiros séculos da formação da igreja e do desenvolvimento do cristianismo, o acontecimento de Belém não chamou a atenção dos historiadores, razão porque a data do nascimento de Jesus não mereceu registro na história.
Valendo-me do ensejo[2] e considerando que o mundo cristão tem como certo que ele nasceu cerca do ano 4 a.C., que a sua encarnação durou 33 anos, e que ele morreu no ano 29 d.C., procurarei esclarecer nas linhas seguintes, uma dúvida que muitos não conseguem entender, ou seja, que Jesus nasceu no ano 4 a.C., e não no limiar do ano 1 d.C., como “deveria ser”.
O Calendário Romano e o Calendário Cristão
O mundo, quando ocorreu o nascimento de Jesus, era regido pelo Calendário Romano, baseado na fundação da cidade de Roma, ou seja, os romanos passaram a contar o tempo com base nesse momento histórico. Roma teria sido fundada por volta do ano 753 a.C.
Porém, em 395 d.C. o Império Romano dividiu-se em dois, entrando então em decadência. Em 476 da nossa era, caía o Império Romano do Ocidente, cuja capital era Roma.
Se atentarmos para a história da Igreja, nesta época, a cristianismo já estava “romanizado”, ocupando cada vez mais espaço, enquanto o domínio do Império prosseguia em decadência. Sendo assim, o antigo Império Romano ia sendo substituído, no poder, pela Igreja Católica Romana, cujo governo passou a ser exercido pelo Bispo de Roma, que, depois foi elevado à condição de Papa.
A mudança do Calendário
Com a queda de Roma e a ascendência da Igreja cristã romanizada, já não havia mais motivo para o chamado “mundo cristão” continuar contando o tempo com base no calendário romano, que tinha a fundação na cidade de Roma como referência inicial.
Assim, no século VI, o Papa[3] decidiu criar um calendário cristão, tendo como vertente, o nascimento de Jesus. Com este objetivo encarregou o Abade Dionísio Exiguus, que viveu entre os anos 470 e 544 d.C., para elaborar o referido calendário, o qual deveria tomar como ponto de partida, o nascimento de Jesus.
Pelos cálculos de Dionísio, o nascimento de Jesus teria ocorrido no ano 754 do Calendário Romano, sendo que ele deveria começar o ano primeiro da era cristã.
O erro de Dionísio
O historiador Josefo demonstra, no entanto, que o Rei Herodes – o Grande[4] morreu depois do nascimento de Cristo. Mateus, no seu evangelho, também comprova esta verdade.
“E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém” – (Mateus 2:1)
Fala ainda da morte de Herodes:
E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há de procurar o menino para o matar. E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.” (Mateus 2:13-14).
“Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu, num sonho, a José, no Egito, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino” (Mateus 2:19-20).

A morte de Herodes aconteceu antes de 754 da era da fundação de Roma
Foram encontrados documentos comprovando que o Rei Herodes morreu 37 anos depois da sua nomeação pelo Senado Romano para ser rei da Judéia, ocorrido no ano 714.
Tendo sido nomeado por volta de 714 e tendo morrido 37 anos depois, segue-se portanto, que sua morte aconteceu por volta do ano 750 ou 751, do Calendário Romano.
Como Dionísio havia calculado que o nascimento de Jesus teria ocorrido em 754, nesta data Herodes já estava morto há quatro ou cinco anos.
Mas, segundo Josefo e Mateus, o menino Jesus e seus pais estavam escondidos no Egito quando da morte de Herodes[5]
Josefo dá mais detalhes sobre a morte de Herodes
Josefo conta que pouco antes da morte de Herodes, foram executados, por sua ordem, dois rabinos judeus, e que na noite desta execução aconteceu um eclipse da lua. Os cálculos da astronomia indicam que na noite de 12 ou 13 de março do ano 750 a.C. houve um eclipse parcial da lua, e que em 751 não houve nenhum eclipse.
Ainda, segundo Josefo, Herodes morreu pouco antes da Páscoa. No ano 750 a.C., ela foi realizada no dia 12 de abril. Portanto, baseado nas informações deste historiador, tem-se certo que a morte do rei Herodes ocorreu em 1º de abril do ano 750 (do Calendário Romano), ou seja, quatro ou cinco anos antes da data estabelecida por Dionísio para o início do calendário cristão. Ele calculou que o nascimento de Jesus teria ocorrido em 754 do ano de Roma.
Comprovado o erro de Dionísio, então a igreja de Roma, na impossibilidade de refazer o calendário, retrocedeu a data do nascimento de Jesus para 4 a.C. Assim, o Calendário Cristão não começou a vigorar no momento da mudança do Calendário Romano para o início do Calendário Cristão, ou seja, no marco zero da era cristã.
Portanto, nosso calendário, que é o mesmo elaborado por Dionísio, Jesus nasceu no ano 4 a.C., morrendo com 33 anos, no ano 29 d.C.
A data do nascimento de Jesus
Não há qualquer comprovação de que o nascimento de Jesus aconteceu no dia 25 de dezembro, ou na noite de 24 para 25.
Esta foi, inicialmente, proposta por Dionísio. Porém, conforme sabemos, ele errou quanto ao seu nascimento.
Analisando a história, temos ciência de que até o século III, o nascimento de Jesus não era comemorado, sendo que os pregadores (incluindo os apóstolos Paulo e Pedro) davam toda a prioridade à sua morte e ressurreição, que constituíram o pilar do cristianismo.
Porque 25 de dezembro
Esta data de 25 de dezembro, como sendo o dia do nascimento de Jesus, somente foi introduzida no quarto século, mas precisamente no ano 336 d.C., em Roma, porém, sem qualquer fundamento bíblico.
Historicamente falando, ao que parece, não houve interesse entre os primeiros cristãos, pela celebração do nascimento de Jesus, através de alguma data específica, embora desde o começo, a sua ressurreição tenha sido celebrada semanalmente, ou seja, no primeiro dia da semana, que denominamos de domingo.
Antes que a Igreja Romana oficializasse a data 25 de dezembro, no ano 336 d.C., outras datas foram utilizadas.
Pela história, sabemos que a primeira comemoração do natal aconteceu na época de Hipólito, bispo de Roma, na primeira metade do século III, tendo sido escolhido o dia 2 de janeiro. Outras datas foram depois escolhidas, como 20 de maio, 18 ou 19 de abril, 25 ou 28 de março.
Finalmente, 25 de dezembro
Conforme a história da Igreja, o cristianismo foi declarado como religião oficial do império, pelo Imperador Constantino, no século IV. Isso atraiu milhares de pessoas para o cristianismo, pois logo adiante, seria obrigatório aos cidadãos romanos, serem “cristãos”
O público pagão, movido por medo, vinham para o cristianismo, porém traziam consigo toda a bagagem da sua antiga religião, sem cortar relações com o paganismo.
Os pagãos celebravam a festa do “deus sol”, no dia 25 de dezembro. Esta festa tinha a finalidade de celebrar o solstício de inverno[6], ou o renascimento do sol, quando e hemisfério norte do globo terrestre, os dias começam a tornar-se mais longos.
Logo após a festa do “deus sol”, começavam, na seqüência, as “saturnálias” romanas, uma festa dedicada a Saturno, deus da agricultura, devido a influência do sol na vida e desenvolvimento das plantas.
Por ocasião destas festas, os falsos cristãos vindo do paganismo, sem que tivesse havido conversão (ao cristianismo), deixavam os trabalhos da igreja, indo comemorar juntamente com os que permaneciam no paganismo, tanto a festa do “deus sol” como também as “saturnálias”.
Consta ter sido o Imperador Constantino quem estabeleceu 25 de dezembro como sendo o Dia de Natal.
O argumento usado, foi que Deus na Bíblia, é comparado ao sol, sendo assim, Jesus era o Filho do Sol.
Porém, na verdade, fazer coincidir estas duas festas (Natal de Cristo e festa do “deus sol”), foi uma maneira de procurar evitar que os cristãos, não convertidos, por certo deixassem a igreja, e ir comemorar suas “festas particulares” com os demais pagãos.
O Oriente aceitou o 25 de dezembro como sendo o dia do nascimento de Jesus, cerca de um século depois. Porém, os cristãos armênios[7] continuam não aceitando. Eles comemoram o natal em 6 de janeiro.
Ainda, segundo alguns comentaristas, o nascimento de Jesus não poderia ter ocorrido no dia 25 de dezembro, pois, nesta época era inverno em Israel, época em quem as noites eram frias e os pastores não saiam com o rebanho, permanecendo com eles em seus apriscos, ou currais de ovelhas.
No entanto, temos o relato bíblico de que na noite em que Jesus nasceu os pastores estavam no campo com os rebanhos:
“e ela deu à luz seu filho primogênito, [8]envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para ele na sala.[9]
“Na mesma região havia uns pastores que estavam nos campos e que durante as vigílias da noite montavam guarda a seu rebanho. O Anjo do Senhor[10]apareceu-lhes e a glória do Senhor envolveu-os de luz; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, disse-lhes: “Não temais! Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor,[11](Lucas 2:7-11).
Concluindo, podemos afirmar que o natal comemorado em 25 de dezembro, tem uma origem pagã.
Quem é Jesus Cristo
Em Jesus Cristo se encontram o “Filho do Homem”, a descendência de Abraão e de Davi, com o “Filho de Deus”, o que:
“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus (João 1:1-2).
Conforme apresentado, Jesus é o nome humano que o “Filho de Deus” recebeu para viver entre nós e consumar o plano da redenção elaborado e desenvolvido pelo Pai.
O redentor, aquele que deveria pagar com seu próprio sangue a dívida contraída pelo homem[12], em conseqüência do pecado, tinha que ser parente do homem escravizado.
Cristo, sendo Deus, não era parente – era o Criador
“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” – (Colossenses 1:16-17).
Então, para ser parente, Ele necessitava despir-se de Sua glória, tornando-se homem, “nascido de mulher”, em Belém de Judá, recebendo ao nascer, o nome de Jesus.

[1] Belém seria a cidade natal do Messias (v.2); isto se cumpriu literalmente em Mateus 2:1.
O Messias viria de Judá (v.2; Gn 49.10); isto também se cumpriu literalmente (Mt 1.1-18; Lc 3.23-38; Hb 7.14; AP 5.5).
Cristo será Governador eterno de Israel e de todas as outras nações (v.2, Is 9.6.7; Ez 43.7; Dn 7.13,14, e etc.).
A pessoa que nasceria em Belém, da tribo de Judá, da nação de Israel, seria Deus – um ser eterno (Jô 1.1-3,14; Hb 1.8; AP 1.8). Como homem, Ele teve um começo, foi gerado e passou a existir; mas como Deus, Ele não teve começo, não foi gerado e não veio a ser. – Fonte: Bíblia de Estudo Dake - Ed. Atos – 2010 – p.1634
[2] Oportunidade, tempo oportuno. Fonte: Dicionário Online
[3] O Papa criador do calendário cristão foi Gregório XIII. (fonte: http://historiageraledobrasil.blogspot.com/2007/12/o-surgimento-do-calendrio-cristo.html, acessado em 15/11/2011 às 16h30min
[4] ... Ele reinou sobre toda essa região, até sua morte em 4 a.C. como déspota absoluto e vassalo fiel de Augusto – Ver Koester, Helmut – Introdução ao Novo Testamento I – Ed. Paulus. p. 392
[5] Ver também nota de rodapé 11
[6] Entre os romanos os festivais eram muito populares. O período marcava a Saturnália, em homenagem ao deus Saturno. O deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício. Divindades ligadas ao Sol em geral eram celebradas no solstício também.
[7] A religião predominante na Armênia é o cristianismo. As origens da comunidade cristã armênia remontam ao século I. De acordo com a tradição, a Igreja Armênia foi fundada por dois dos doze apóstolos de Cristo, São Judas Tadeu e São Bartolomeu, que pregaram o cristianismo na Armênia entre os anos de 40 e 60 d.C. Por causa destes apóstolos fundadores, o nome oficial da Igreja nacional da Armênia é "Igreja Apostólica Armênia". Fonte: Wikipédia – acessada em 15/11/2011 às 18h17min
[8] No grego bíblico, o termo não implica necessariamente a existência de irmãos mais novos, mas sublinha a dignidade e os direitos da criança.
[9] Em vez de albergue (pandocheion, Lc 10,34), a palavra grega Katalyma pode designar uma sala(1Sm 1,18; 9.22; 11p), onde morava a família de José. Se este possuía seu domicílio em Belém, explica-se melhor que ali tenha voltado para o recenseamento, levando também a jovem esposa, que estava grávida.
O presépio, manjedoura de animais, estava colocado certamente numa parede do pobre alojamento, tão superlotado, que não pode encontrar lugar melhor que este para deitar a criança. Uma lenda piedosa guarneceu esta manjedoura com dois animais (cf. Hab 3,2+; Is ,3).
[10] Esta expressão aparece com letra minúscula nas traduções Almeida. Acredito que seja para dar embasamento à doutrina de que Anjo do Senhor (?), seja o próprio Jesus pré-encarnado [aparecendo em algumas passagens do AT], o que particularmente eu considero como “equívoco”. Acredito que este anjo pode ser algum anjo de patente maior, ou outra forma de manifestação teofânica do próprio Yahweh
[11] É ele, pois, o Messias esperado; mas será “Senhor”: título que o AT ciosamente reservava para Deus. – Fonte: Bíblia de Jerusalém – Ed. Paulus – 2008 p.1790
[12] Para maiores detalhes, pesquisar sobre Soteriologia ou Doutrina da Salvação
Em Cristo
Eduardo
















































































2 de dezembro de 2011

PL 122 está de volta: e agora? Como ficará a constituição brasileira em relação ao homossexualismo?

 

O PL 122 será, finalmente, votado no Senado Federal, na próxima quarta-feira (07/12). Ele pode ser definitivamente sepultado ou aprovado. Esse projeto de leié anticonstitucional, isto é, contrário ao direito constitucional da livre expressão do pensamento.

Ao propor a ampliação do leque de crimes de discriminação ou preconceito, o PL 122
contribui para o surgimento de uma super-raça, baseada na orientação sexual. Em outras palavras, discriminação ou preconceito motivados por raça e orientação sexual seriam colocados no mesmo bojo. E isso, sem dúvidas, é uma tentativa de dar, à luz do contexto, aos homossexuais o status de “raça superior”.

Seria a orientação sexual de uma pessoa tão prioritária quanto a sua raça?
 Claro que não! Afinal, as pessoas nascem brancas, negras, etc. Não há comprovação científica de que alguém já nasça homossexual, a despeito de muitos estudiosos simpatizantes do homossexualismo estarem afirmando isso.

As punições para quem “discriminar” alguém por causa de sua orientação sexual, previstas no PL 122, são pesadíssimas. Vejamos uma parte do projeto que afetará diretamente as igrejas evangélicas: “Art. 5º. 
Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos”.

Outro exemplo: “Art. 8ºA. 
Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei: Pena:reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos”.

Agora, veja isto: “Art. 20º. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero: § 5º 
O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordemmoral, ética, filosófica ou psicológica”.

Em outras palavras, o simples fato de um escritor evangélico expor o seu pensamento contrário ao homossexualismo já será considerado crime (homofobia), pois a lei, se aprovada, envolverá “a prática de qualquer tipo de ação... filosófica”. Qualquer homossexual terá elementos para processar o escritor tão-somente porque ele discorda, filosoficamente, do homossexualismo.


“Na verdade, que já os
fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” (Sl 11.3). Além de orarmos, podemos protestar contra o PL 122, enviando e-mails para os senadores que participarão da votação. A despeito de o Senhor Jesus ter previsto que os seus seguidores sofreriam oposição por causa do seu nome, é nosso dever como cidadãos protestar pacificamente contra quaisquer ações contrárias à Constituição Federal, principalmente as que nos afetam diretamente.

Caro internauta, envie e-mails para os senadores e deixe claro por que não concorda com a aprovação do PL 122:

ana.rita@senadora.gov.br;
martasuplicy@senadora.gov.br;
paulopaim@senador.gov.br;
wellington.dias@senador.gov.br;
cristovam@senador.gov.br;
crivella@senador.gov.br;
simon@senador.gov.br;
eduardo.amorim@senador.gov.br;
garibaldi@senador.gov.br;
sergiopetecao@senador.gov.br;
paulodavim@senador.gov.br;
clovis.fecury@senador.gov.br;
mozarildo@senador.gov.br;
gim.argello@senador.gov.br;
magnomalta@senador.gov.br;
marinorbrito@senadora.gov.br.

Em Cristo,

fonte: Blog do Ciro

3 de novembro de 2011

O jejum

Nos dias atuais entre os chamados evangélicos tem sido dada uma ênfase muito grande ao jejum. A prática tornou-se motivo de proclamações em púlpitos ou pessoais e de anúncios em grandes veículos de comunicação que incentivam e conclamam pessoas a dedicarem noites, dias, semanas ou metades de dias ao jejum, comportamento que é sempre apontado como sendo um excelente meio de crescimento espiritual e, principalmente, de aquisição de poder pessoas e benefícios divinos. Tornou-se comum encontrarmos pessoas se vangloriando de serem muito espirituais e, até mesmo mais espirituais que outras pessoas, por praticarem sistematicamente o jejum.
A prática deste tipo de sacrifício pessoal se tornou quase que uma obrigação para quem deseja alcançar algum tipo de bênção. Mas, seria mesmo uma verdade bíblica que o jejum nos possibilita maior espiritualidade, que nos torna mais santos, ou que faz com que Deus ouça melhor nossas petições? Ficar sem ingerir alimentos daria ao servo de Cristo maior poder espiritual? Os cristãos deveriam incentivar tais costumes criando grandes movimentos de jejum nas igrejas? São questões que podem e precisam ser discutidas e esclarecidas à luz dos ensinamentos de Jesus, que é o autor da nossa salvação e o nosso Senhor, e à luz de todo o contexto bíblico.

A ORIGEM DO JEJUM NO ANTIGO TESTAMENTO
Quando Jesus disse “e quando jejuardes”, estava se dirigindo aos seus discípulos, que eram judeus, e estava se referindo a um costume daquele povo que já vinha sendo praticado durante muitos séculos. Não estava ordenando que jejuassem mas estava regulamentando um costume que estava sendo praticado de maneira errada, considerando-se a origem do jejum entre os judeus.
Nas páginas do Velho Testamento não vamos encontrar o jejum com sentido principal de sacrifício pessoal, de penitência. O que vamos encontrar é uma ordem de Deus (e somente uma) para que o povo afligisse a alma em apenas um determinado dia do ano, estabelecido pelo próprio Deus, o da expiação (Lv 16.29,30). A expressão hebraica usada para designar uma atitude que levava ao jejum era `anah nephesh, que significa literalmente afligir a alma(como exemplo ver Salmos 35.13; 69.10).
Na comemoração anual do dia da expiação (Lv 16.29,31; 23.27-32; Nm 29.7), um sacerdote administrava um sacrifício com sentido de expiação pelo povo, para purificação dos pecados. A aflição da alma seria exteriorizada pela não ingestão de alimentos (jejum em hebraico é tsowm, que significa ficar sem comer) e seria a manifestação de profunda tristeza pelo pecado de cada um e também pelo sacrifício do Cordeiro, porquanto o dia da expiação era o dia em que se praticava um sacrifício que simbolizava o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus, que haveria de vir como o Messias. Ou seja, ficar sem comer não era um ato religioso em si, porém a conseqüência de um sentimento de profundo pesar pelo sacrifício do Cordeiro e, conseqüentemente, por causa dos próprios pecados.
A INTRODUÇÃO DO JEJUM ENTRE O POVO DE ISRAEL COMO PRÁTICA RELIGIOSA
Até o nono século antes de Cristo o povo de Israel não praticava o jejum como ato religioso. Somente guardava o dia da expiação e, conseqüentemente, manifestava aflição da alma ficando sem alimentação e sem a prática de qualquer tipo de atividade (Nm 29.7).
O primeiro jejum que foi praticado como ato religioso, registrado nas páginas do Antigo Testamento, aconteceu no reinado de Acabe, no reino do Norte, por determinação de sua esposa gentia, pagã, idólatra, inimiga dos profetas de Deus, Jezabel. Diante da sua obstinação em tomar a vinha de Nabote para para que Acabe a pudesse possuir, Jezabel ordenou que fosse proclamado um jejum nacional sob a alegação mentirosa de que Nabote havia blasfemado contra Deus, ordenando que fosse apedrejado depois de ter sido acusado falsamente por dois filhos de Belial (1Rs 21.1-16). Ou seja, a terrível Jezabel foi quem convocou o primeiro jejum do povo de Israel, interligando-o com o nome de Deus como se estivesse praticando um ato de justiça divina, mas que era, na realidade, uma manifestação pecaminosa da sua malignidade.
OUTRAS COMEMORAÇÕES SISTEMÁTICAS DO JEJUM NO ANTIGO TESTAMENTO
Com o mesmo sentido de manifestação da aflição da alma, de profundo entristecimento, o povo judeu (do reino do Sul) passou depois a comemorar permanentemente, por conta própria e sem qualquer mandamento da parte de Deus ou conotação religiosa, mais quatro datas que recordavam quatro calamidades e que lhes causavam profundo sentimento de tristeza. Eram as seguintes datas e os seguintes fatos:
1. No décimo dia do décimo mês do ano
Comemoravam com muito pesar o dia em que o rei da Babilônia, Nabucodonozor, iniciou o cerco contra a cidade de Jerusalém (2Rs 25.1), com a finalidade de derrotar o povo judeu e leva-lo cativo. Para eles representava o início do sofrimento do cativeiro.
2. No nono dia do quarto mês do ano
Dia em que a cidade de Jerusalém foi finalmente tomada por Nabucodonozor (Jr 52.6-11). Se o cerco à cidade fora de muito sofrimento, mais ainda quando o rei da babilônia entrou na cidade, matou a muitos e cegou o rei Zedequias que lhes era muito querido.
3. No sétimo dia do quinto mês do ano
Dia em que foi destruído o templo de Jerusalém pelos babilônicos, comandados pelo rei Nabucodonozor (2Reis 25.8-10).
4. Em um dia não necessariamente determinado, do sétimo mês do ano
Dia em que Gedalias, que fora constituído governador sobre Judá por Nabucodonozor, foi assassinado por outro judeu chamado Ismael (2Rs 25.25; Jr 41.1,2)
Fora essas comemorações regulares de jejum no Velho Testamento, ainda encontramos narrativas de outras comemorações esporádicas (2Cr 20.3; Ed 8.21; Ne 9.1; Es 4.3; Dn 6.18; Jn 3.5), que sempre eram realizadas como manifestação de profundo pesar e aflição da alma, nunca como atos religiosos de santificação e busca de algum tipo de poder.
CARACTERÍSTICAS DO JEJUM (AFLIÇÃO DA ALMA)
PRATICADO NO ANTIGO TESTAMENTO
Analisando estes exemplos de jejum no Antigo Testamento podemos concluir que era uma manifestação de aflição com as seguintes características:
1. O jejum era ser realizado espontaneamente como manifestação de tristeza (Jz 20.26; 2Sm 12.22)
Todo um exército entristeceu-se por uma derrota e manifestou sua tristeza jejuando ; um pai jejuou por entristecer-se com a enfermidade do filho.
2. O jejum podia expressar entristecimento pelo pecado e arrependimento (1Sm 7.6; 1Rs 21.27; Ne 9.1,2)
Estes exemplos se encaixam no sentimento que deveria prevalecer no dia a expiação, quando deveria existir o reconhecimento do pecado e o arrependimento.
3. O jejum expressava extrema dependência de Deus (2Sm 12.16-22)
O jejum não era praticado como elemento eficaz para conferir poder a uma coletividade, nem tampouco, de poder pessoal. Pelo contrário, quem manifestava seu entristecimento através do jejum, manifestava também a sua dependência de Deus (ver também Juízes 20.26).
DEUS CONDENOU O JEJUM PRATICADO COMO ATO RELIGIOSO
Um ato religioso sempre tem como objetivo fazer uma ligação entre o homem e a divindade. Deus sempre buscou o homem e o homem sempre desejou ter algum tipo de comunicação com Deus. Povos sem a crença no Deus único e verdadeiro têm as suas crenças em divindades imaginadas por homens e buscam, através de atos religiosos, uma ligação com suas divindades imaginárias. Quase sempre buscam esta ligação através de sacrifícios pessoais ou de outrem. O jejum é comum na maioria absoluta das manifestações religiosas de povos pagãos como ato de aperfeiçoamento espiritual que possibilitaria o contato com a divindade. O povo de Deus se deixou influenciar pelos costumes de povos pagãos e entrou por caminhos do paganismo, inclusive observando jejuns com a finalidade de fazer com que Deus atendesse às suas necessidades.
As palavras do profeta Isaías (Is 58.3-8) declaram que no seu tempo o povo judeu ainda preservava o conceito do jejum como manifestação de aflição da alma, mas que já praticava o jejum conforme seus próprios interesses (jejuavam e achavam seus próprios contentamentos) e que já praticavam o jejum com a finalidade de forçar uma ação divina segundo seus interesses pessoais (v.3). O jejum já dava margem para contendas e debates, e já dava margem para atos de impiedade, como se fosse veículo eficiente para fazer ouvir a voz diante de Deus (v. 4).
Deus não estabelecera a aflição da alma com nenhum destes propósitos e toda aquela prática era rejeitada por ele (v. 5). O que desejava para o seu povo não eram práticas que o obrigassem a agir, mas que o seu povo se libertasse da impiedade e de todo o jugo, e que praticasse o amor ao irmão pertencente ao mesmo povo de Deus (v. 6,7). O jejum, para Deus, não era simplesmente ficar sem comer, mas fazia parte de toda uma situação espiritual que deveria ser sincera para com Deus e para com o semelhante.
O JEJUM NO NOVO TESTAMENTO
Quando Jesus veio ao mundo, a prática de jejum já estava completamente desvirtuada. Tornara-se uma prática religiosa com um objetivo em si própria, deixando de ser conseqüência de sentimento de entristecimento. Tornara-se uma exigência que, dentro do contexto religioso estabelecido pelos líderes judeus, adquirira um sentido de purificação religiosa, de aperfeiçoamento espiritual e, até mesmo, tornara-se um elemento de exibicionismo pessoal. Foi dentro deste contexto que o Senhor Jesus instruiu seus discípulos a respeito do jejum.
Apesar de ser um costume entre os judeus, não encontramos no Novo Testamento qualquer ordem deixada por Jesus ou seus apóstolos para a prática do jejum. O que encontramos são referências à prática do jejum, como um costume que foi imposto pelos líderes judeus ao povo, de jejuarem no segundo e quinto dias da semana, e referências, também, a jejuns voluntários e individuais (Lc 2.37; Mt 4.1,2; 2Co 11.27) ou a jejuns coletivos (At 13.2; 14.23), mas nunca ordens de Jesus ou seus apóstolos para que os crentes em Cristo jejuassem.
OS ENSINAMENTOS DE JESUS A RESPEITO DO JEJUM
Há algumas palavras proferidas por Jesus quando estava repreendendo seus discípulos por não terem conseguido expulsar uma legião de demônios de uma pessoa, que é sempre utilizada por quem defende a idéia de que Jesus ordenou que o jejum fosse praticado por seus discípulos (Mt 17.21). No entanto, o leitor atencioso e bem intencionado observará que Jesus não estava ordenando a prática do jejum (até mesmo porque se ordenasse teria que definir que casta de demônios era aquela), mas estava apenas fazendo uma declaração específica, diretamente relacionada com aqueles a acontecimentos, em que seus discípulos tentaram expulsar os demônios apenas por disputa de poder com os fariseus (Mr 9.14-18). Uma disputa que demonstrava que os discípulos confiavam em si próprios, talvez por serem discípulos de Jesus.
A declaração de Jesus (não uma ordenança ou um ensinamento), de que aquela casta de demônios só poderia ser expulsa com oração e jejum (é importante observar a seqüência declarada por Jesus) deveu-se exatamente ao fato de os seus discípulos serem homens de pouca fé (Mt 16.20) e de não agir em favor da libertação do rapaz, movidos por um sentimento de tristeza. Para expulsarem os demônios precisavam ter fé em Deus, confiando somente nele - e a oração é a maior manifestação de confiança em Deus (Mt 6.6 e Hb 11.1), e precisavam estar profundamente entristecidos com a situação espiritual e física do rapaz, que era de terrível aprisionamento às trevas. O jejum, no pensamento de Jesus, era conseqüência de profunda tristeza, exatamente como Deus estabelecera no Antigo Testamento. Jesus não pensava como os líderes judeus ou o como o povo judeu pois eles eram marcados por costumes religiosos copiados do paganismo, como vimos anteriormente. Também não pensava como os “cristãos” pensam hoje a respeito do jejum, também marcados por costumes de religiões pagãs. Ele pensava como o Filho de Deus, como o próprio Deus que estabelecera o dia da expiação para o seu povo. Ele manifestou este pensamento quando foi procurado por discípulos de João Batista e, diante da indagação sobre qual seria o motivo de seus discípulos não praticarem o jejum, respondeu com uma alegoria, dizendo que os convidados para uma festa de casamento não poderiam ficar tristes enquanto o noivo estivesse com eles, mas que haveria o tempo em que o noivo lhes seria tirado e que, então, jejuariam (Mt 9.14,15). Observe-se como ele interligou a tristeza ao jejum. Que dúvida pode haver quanto ao fato de que Jesus, ao se referir ao jejum, se referia a entristecimento?
Na realidade, quando Jesus disse que aquela casta de demônios só poderia ser expulsa com oração e jejum, estava dizendo que só seria expulsa se eles tivessem fé em Deus e que a fé fosse manifestada através de oração com profundo amor ao semelhante. Amor que levasse a profunda aflição da alma por causa da situação do rapaz.
É certo, então, que não podemos utilizar este episódio do ministério de Jesus para afirmarmos que ele mandou que seus discípulos jejuassem. Então, o que Jesus realmente ensinou a respeito do jejum? Para compreendermos seus ensinamentos no Sermão do Monte precisamos nos reportar novamente ao texto de Mateus 9.14-17 e observarmos que Jesus, sendo o Filho de Deus, fora enviado como quem participara do estabelecimento do Antigo Concerto em que fora estabelecido o Dia da Expiação, e que fora enviado para estabelecer o Novo Concerto, com o seu sacrifício pessoal, representado no Dia da Expiação com o sacrifício de um cordeiro. Ou seja, em sua mente estava a aflição da alma por causa do Dia da Expiação simbólico do Antigo Testamento e a aflição da alma dos seus discípulos no Dia da Expiação real, o do seu próprio sacrifício, no Novo Testamento.
Quanto ao Novo Testamento ele sabia que a tristeza dos seus discípulos aconteceria no momento em que fosse tirado do meio deles para ser crucificado. Mas, certamente sabia que poderiam alegrar-se novamente por causa da sua ressurreição. Certamente que não caberia a aflição da alma para os seus discípulos, ao longo do período do Novo Concerto por causa da morte do Cordeiro de Deus, pois Ele ressuscitou e seu sacrifício nunca mais se repetirá. Também não caberia a aflição da alma pela ausência do Filho de Deus, pois ele prometeu que estaria com seus discípulos “todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20). O jejum, a aflição da alma, fazia parte do Antigo Concerto (tecido velho e odre velho) e não poderia fazer parte do Novo Concerto (tecido novo e odre novo). A aflição da alma era conseqüência de diversos atos de sacrifício que se repetiam no Antigo Concerto e aconteceria somente uma vez, como conseqüência de um único sacrifício no Novo Concerto. O vinho novo era o sacrifício definitivo do Filho de Deus e este sacrifício, como ato realizado, histórico, nunca poderia fazer parte do Antigo Concerto. Quem tentar fazer assim estará deteriorando, para si, o sacrifício de Jesus Cristo.
Sendo assim, podemos dizer que, mediante os ensinamentos de Jesus posteriores ao Sermão do Monte, é certo que ele não pensava no jejum como uma prática religiosa para conferir poder, santidade ou capacitação espiritual aos seus discípulos; que seus discípulos que andaram como ele e aprenderam diretamente dele, não jejuavam (Mt 9.14); e que ele nunca requereu ou requereria dos seus discípulos a prática do jejum, mesmo como aflição da alma. Esta é a nossa base para analisarmos o que Jesus ensinou no Sermão do Monte a respeito do jejum.
OS ENSINAMENTOS DE JESUS A RESPEITO DO JEJUM NO SERMÃO DO MONTE
Primeiramente precisamos observar que Jesus estava ensinando a respeito do jejum aos seus discípulos, que eram judeus. Como não poderia deixar de ser, Jesus considerou que seus ouvintes praticavam o jejum por serem judeus e por estarem, ainda, no período do Antigo Testamento. O Novo Testamento só seria estabelecido quando ele fosse crucificado, derramando o seu sangue, abrindo caminho a todos os que cressem nele para entrar na presença de Deus. Até lá, o dia da Expiação deveria ser observado por seus discípulos e, também, a aflição da alma. Sendo assim, tratou de esclarecer o assunto, tirando as tradições e as tendências humanas de suas mentes, restabelecendo o verdadeiro significado do jejum.
1. O jejum não deveria ser um ato superficial e hipócrita – Mt 6.16; Lc 18.9-41
Não deveria ser praticado conforme o modelo dos líderes judeus que gostavam que todos vissem que jejuavam, que fingiam tristeza através de uma aparência forçada, que gostavam de serem vistos como pessoas muito espirituais. O jejum deveria ter o seu sentido original de dependência de Deus, de humilhação perante ele, de aflição da alma e não ser praticado como um ato para o engrandecimento pessoal, de exaltação da religiosidade, ou para forçar Deus a agir em benefício de quem praticava este tipo de penitência.
2. O jejum deveria ser um ato individual e oculto – Mt 6.17,18
Deveria ser uma atitude interior, somente no coração do indivíduo. A expressão “unge a tua cabeça e lava o teu rosto” representa: penteia o teu cabelo e não fiques com o rosto desfigurado, de sofrimento. Jesus foi enfático em dizer: “para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai que está em oculto.” A tristeza pelo próprio pecado, pelo sacrifício de um ser inocente sem pecados, deveria ser algo real no coração do homem temente a Deus, que certamente veria o coração do seu servo.
A conclusão a que chegamos é que o jejum como ritual religioso com a finalidade de aquisição de poder, ou de santificação, ou de purificação espiritual, é um tipo de sacrifício pessoal que não é bíblico. É uma prática penitencial de muitas outras religiões, como por exemplo, do induísmo, do budismo, do jainismo, do catolicismo etc, e que sempre visam a purificação do espírito ou a conquista da salvação, e que não deve ser imitada pelo discípulo de Jesus Cristo, sob pena de substituir a confiança em Deus e, conseqüentemente, a dependência a ele através da oração e confiança na sua Palavra, por uma confiança em atos pessoais que nem mesmo dependem de fé, mas apenas de um esforço pessoal em cumprir determinados sacrifícios.
Jesus já foi sacrificado. Entregou-se por todos quantos crerem nele como Salvador, em um sacrifício só e que foi bastante e suficiente para nos purificar de todo o pecado. Um sacrifício que foi perfeito e, por isso, eficiente para nos conceder a vida eterna e um sacrifício que foi eficiente para nos trazer comunhão com Deus, o Pai. Ele prometeu que estaria conosco todos os dias, até o final dos tempos. Se ficarmos a jejuar, estaremos substituindo o sacrifício de Jesus por sacrifícios pessoais e estaremos indiferentes à sua presença em nossas vidas. Presença que nos concede a paz perfeita e a alegria da salvação.