25 de agosto de 2010

Crente pode usar brincos, tatuagem, piercing?

Muitos homens hoje em dia, estão usado cabelo comprido. Esta moda tornou-se mais popular após os anos 50 com os Beatles e diversos conjuntos musicais. Chegava a era da rebelião do rock, drogas e imoralidade sexual. Dentro desse contexto, muitos argumentam que Jesus usava cabelo comprido e que isto não tem nada de mais. O uso de brincos também se seguiu, sendo cada vez mais usado, juntamente com as tatuagens e piercings. Antes de analisarmos tais comportamentos à luz da Bíblia vejamos seis conceitos fundamentais:
1.Quem ama os valores do mundo é descrente ( 1 Jo. 2:15).
2.O crente não pertence a si próprio, mas a Deus (1Cor 6:19).
3.O mundo e a sua cultura está sob a influência direta do Diabo ( 1 Jo. 5:19).
4.O crente deve influenciar o mundo e não ser influenciado por ele ( 1 Jo. 4:4)
5.Os padrões dos homossexuais e depravados devem ser rejeitados pelos crentes (Rom 1:18-32).
Olhar triste de pessoas que não experimentaram a alegria da salvação em Jesus Cristo!
  1. O cabelo curto do homem deve contrastar com o cabelo longo das mulheres.
O que vemos hoje é uma inversão de papéis e uma confusão generalizada feita pela mídia na cabeça das crianças e jovens do que é o papel do homem e da mulher. Muitos artistas e pessoas em evidência fazem questão de se parecer e agir como o sexo oposto. Vemos homossexuais em evidência nos programas de TV, talk shows exaltando o homossexualismo como "amor", mulher com a aparência de homem e homem com aparência de mulher! Dentre os traços distintivos, comecemos pelo cabelo. O cabelo comprido para o homem é uma VERGONHA. Vejamos os textos bíblicos:


1 Cor 11:14
"Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o varão ter cabelo crescido?"

Nota: No verso acima, a palavra desonra é "atimazo" no grego. De modo estarrecedor, encontramos em Romanos 1:24 ("...desonrarem seus corpos entre si."), esta mesma palavra, que é usada para condenar a depravação do homossexualismo! A palavra "atimazo" está anunciando que o mesmo tipo de pecado que faz o homem se tornar homossexual, o faz se tornar rebelde usando cabelo comprido, ou cometer tudo que o leva a uma aparência efeminada!
Note como o cabelo comprido era o uso devido para as mulheres:


Lucas 7:38
"E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça..."


João 11:2
"E Maria era a aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos..."


1 Pe 3:3
"O enfeite dela não seja o exterior, no frisado dos cabelos..."
Existe claramente uma demonstração que a mulher deve usar cabelo comprido em contraste com o homem. Isto é um princípio Bíblico que vale para todas as pessoas em todos os lugares em todas as épocas.

2. Jesus não era cabeludo.
Muitas obras de arte, especialmente pinturas, retratam um "Jesus Cristo", delicado, efeminado, com um olhar piegas e é claro: cabeludo. O filme blasfemo "Jesus Christ Superstar" apresentou um "cristo" POP, mundano e cabeludo. Será este o Cristo verdadeiro? Será este o Cristo de Isaías 53? Será que Ele que era realmente assim ou é pura criatividade dos artistas para se promover? Não, Jesus usava cabelo curto. Estudiosos sérios rejeitam totalmente a visão deturpada de pintores que não tinham compromisso algum com a verdade. Um pintor alemão chamado Fahrenkrog disse: "Cristo certamente nunca usou uma barba e seu cabelo sem a menor dúvida, era curto"
Jesus não era NAZIREU. Isto não tem nada a ver com viver em NAZARÉ. Em Num 6:1-27, aprendemos que o Nazireu, que era uma pessoa especificamente dedicada a Deus, não podia fazer 3 coisas:
  1. Não podia beber do fruto da vide. Jesus bebeu suco de uva várias vezes: A ceia foi uma delas.
  2. Não podia cortar o cabelo. Se Jesus tivesse cabelo comprido, como poderia pelo Seu Espírito inspirar os escritos de Paulo em 1 Cor 11:14 ? Impossível!
  3. Não podia tocar em nenhum corpo morto nem objetos em contato com esse corpo. Veja Luc. 7:11-18 como Jesus tocou no esquife do defunto.

3. Não só o cabelo, mas também a vestimenta do homem tem que ser diferente da mulher.


Deut. 22:5
"Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto abominação é ao Senhor teu Deus." Desculpa esfarrapada: "Ah! Isso é do Velho Testamento!" O inconseqüente que argumenta isso, desconhece que qualquer princípio do Velho Testamento repetido no Novo, aplica-se para nós hoje. Veja 1 Cor 11:14 já citado.


1 Tim 2:9
"Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto com pudor e modéstia..."

4. O uso de brincos não convém nem ao homem incrédulo!
Muitos adolescentes, que possuem pais sem autoridade e omissos adotam o uso de brincos e ou piercings, porque acham "bonito", imitando os seus "ídolos" atletas ou artistas...Não precisamos nem ir muito longe na argumentação. Se no próprio mundo dos negócios, no militarismo, ou em qualquer instituição digna de respeito, o uso de brincos para o homem é reprovado, imagine para o cristão! As pessoas sérias não se identificam com homens que usam brincos. E o crente? Imagine o pastor de uma igreja séria de brinco! Não consegue visualizar, não é mesmo? Nem eu! Ele jamais poderia ter pregado as mensagens que prega e desfrutar do respeito que desfruta como crente, dentro do meio cristão e fora dele. Jovem crente, faço um desafio: encha-se de tatuagens, piercings e brincos e vá com sua cabeleira e com seu diploma conquistar o seu lugar no problemático e super competitivo mercado de trabalho! O que você acha sinceramente que vai acontecer nas entrevistas? Tente ser um empreendedor de respeito no mundo de negócios ou um alto funcionário do governo com esses adornos. Depois de 14.000 entrevistas, um gerente de pessoal, selecionador de uma grande corporação, disse sobre os candidatos cabeludos: "Eles tendem a rejeitar a autodisciplina, autoridade e os regulamentos...são mais facilmente levados pelas opiniões dos outros...são mais sonhadores do que fazedores...". Se não presta no mundo, pior ainda no templo do Espírito Santo!

5. O uso de brincos pelos homens foi incentivado pelos homossexuais.
Há alguns anos, era um escândalo, qualquer homem aparecer em público ostentando brincos, porém os primeiros homens que apareceram usando-os foram homossexuais, de modo que não havia dúvidas sobre o seu desequilíbrio sexual. No final da década de 60, o diabo operava intensamente usando a imoralidade para acabar com a vida de milhões de jovens. Vieram as explosões de rebeldia com os Beatles, Hippies, e os festivais de rock que se multiplicavam. Tudo culminou com a infâmia de Woodstock em 1969 onde sexo depravado, homossexualismo, drogas e rock fizeram a desgraça de uma geração rebelde. Hoje, várias entidades homossexuais promovem e vendem ornamentos como brincos, piercings e pulseiras, de modo a fazer com que o homem se enfeite mais e mais, fique com trejeitos, dando-lhe uma aparência efeminada. Os jovens que usam piercings, o fazem com um espírito de rebelião, contra seus pais e ou líderes sérios da igreja declarando visualmente que se identificam com o padrão de "machão" ou de "homossexual". É o espírito de Sodoma inflamado por demônios! Essa atitude de rebelião e arrogância é abominável diante de Deus que alerta:
"Honra a teu pai e a tua mãe para que se prolonguem os teus dias...( Ex. 20:12)
"Filho meu, ouve a instrução do teu pai, e não deixes a doutrina da tua mãe." ( Prov 1:8)
"...farei cessar a arrogância dos atrevidos..." (Is. 13:11)
"Vós filhos obedecei em tudo os vossos pais..." (Col 3:20)

6. O uso de piercing é condenado pela Bíblia!
Antes de considerar a condenação dos piercings pela Bíblia, vejamos os absurdos desta moda:
  1. Vai contra os dentistas que reprovam o piercing oral.
  2. Vai contra a higiene, pois abre orifícios no corpo sensíveis à infecção.
  3. Vai contra a decência, uma vez que se usa até piercings genitais e nos seios!
Deuteronômio 14:1 "Filhos sois do Senhor vosso Deus; não vos dareis golpes..."

7. O uso de tatuagem é condenado pela Bíblia!
"Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne, nem fareis marca alguma sobre vós: eu sou o Senhor." (Levítico 19:28)"
"Não farão calva na sua cabeça, ... nem darão golpes na sua carne." (Levítico 21:5).



8. Quem viola os princípios de Deus por causa da moda é rebelde.
Estamos vivendo os dias anunciados em 2 Tim. 3:1-5
"Sabe porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te."
Já estamos vivendo tempos trabalhosos! ( 2:1 Tim3:1) O casamento e a ordenação de homossexuais já está em todas as denominações. No Texas está em construção uma catedral de 25 milhões de dólares! Usuários: uma denominação que aceita homossexuais! Estamos nos dias do fim! O Senhor não quer meio termo, e desafia através do anjo:
"Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda." (Apoc 22:11)

9. Jesus não usava brincos, tatuagens ou piercings.
Jesus veio para cumprir a lei. Nele não se achou pecado ou engano. Ele não contradisse em hipótese alguma a própria lei de Deus Pai, dada a Moisés e aos profetas. Pela Sua íntima comunhão com o Pai, Jesus sabia que pessoas pecadoras e em rebeldia contra Deus iriam no futuro pecar contra o seu próprio corpo. Sendo assim, é impossível Jesus ter usado qualquer desses apetrechos. Em nenhum texto do Novo Testamento encontramos o qualquer indício de Jesus ter usado piercing tatuagem ou brincos. Não consigo ver o Salvador cabeludo, usando uma tatuagem no peito, um piercing na língua, outro na sombrancelha e ainda outro no umbigo. Os piercings que atravessaram o Seu Santo corpo foram-lhe impingidos por homens pecadores que derramaram o seu sangue.

10. O uso de brincos, piercings e tatuagens tem origens na feitiçaria e falsas religiões.
O uso de piercings está ligado a religiões orientais, idólatras e demoníacas. É uma prática abominável pelas associações que significa. As pessoas que furam seu corpo e usam essas coisas, não percebem que estão sendo instrumentos do inimigo. É um símbolo material da possessão demoníaca que também invade o corpo do homem, de modo violento e usurpador. Em situações mais radicais, os idólatras, quando pesadamente influenciados pelos demônios que cultuam, chegam até a amputar partes do corpo como ritual. Veja em 1Reis 18:28, como os profetas de Baal se desfiguravam e feriam seus próprios corpos como um ritual frenético, para que os deuses (demônios) atendessem suas preces em desafio ao verdadeiro Senhor e Deus de Elias:

"E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, conforme ao seu costume, até derramarem sangue sobre si." (1Re. 18:28 ACF) Ver também Mar 5:5 como o endemoninhado se feria: "E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras." (Mc. 5:5 ACF)
Você quer se parecer com endemoninhados amigo? Limpe a sua pele e deixe a prática de se ferir com tatuagens que é incentivada por demônios que influenciam as pessoas para que se preparem para A TATUAGEM FINAL! Sabe qual é? É a TATUAGEM do próprio Satanás! É a MARCA DA BESTA! É a marca (literalmente: estampa) na pele das pessoas com o número 666 (Ap. 13:17). Essa será a TATUAGEM FINAL, que condenará todos aqueles que a usarem, ao Lago de Fogo que arde para todo o sempre (Ap. 14:11). Entregue-se ao Senhor Jesus Cristo. Ele vai colocar uma marca em você que significa a salvação eterna da sua alma. Essa marca é o Espírito Santo que identifica todo o salvo nascido de novo:

"E não entristecais o Espírito Santo com o qual estais selados para o dia da redenção" (Ef. 4:30 ACF) Veja este testemunho de um crente:
"Como ex-hindú eu sei que a prática dos piercings vem do hinduísmo e da feitiçaria. Os hindús furam as suas línguas com pequenas agulhas e perfuram todo o corpo com anzóis, entrando em transe. Eu testemunhei isso pessoalmente. Louvo a Deus que convenci alguns sobre as malignas tatuagens..."
Conclusão
O que o cabelo comprido, brinco, piercings e tatuagens significam para o homem hoje? Deixe o radical subversivo Jerry Rubin responder com o seu livro, "DO IT" (Faça-o): "Os jovens identificam o cabelo curto com autoridade, disciplina...Onde quer que formos, nosso cabelo mostra às pessoas como nos posicionamos... Estamos vivendo comerciais de TV para a revolução... O cabelo comprido é o começo da nossa liberação da opressão sexual que fundamenta toda esta sociedade militarista." O que este anarquista quer dizer é que o cabelo comprido simboliza a rebelião e indecência. O cabelo curto, simbloliza as dignidades e obediência. É verdade.

PREGADORES, IGREJAS E PAIS DEVEM SE POSICIONAR CONTRA O CABELO COMPRIDO PARA OS HOMENS

Pais que permitem um filho ter cabelo comprido estão sendo coniventes e omissos, contribuindo para uma rebelião contra Deus, contra o testemunho cristão e contra o país. Este é certamente um passo para a perda de controle do comportamento de uma criança. Pregadores e igrejas que também são coniventes com este assunto, esperando alcançar mais jovens e não ofendê-los, estão na verdade lutando contra Deus e semeando uma apostasia sem retorno. Nos levantemos pela verdade e pelo direito, não importando o preço! Acreditamos que o jovem crente genuíno, quando ensinado sobre a verdade, vai rejeitar a moda dos piercings, brincos e tatuagens. Ele vai querer o seu cabelo curto. Cristãos informados não vão querer se identificar com a vergonha "atimazo" própria dos homossexuais ou com a rebelião e revolta revolucionária que o cabelo comprido, as tatuagens e os piercings simbolizam.


"E não comuniqueis com as obras as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as..." ( Ef.5:11), "...para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa..." ( Fil. 2:15)!

Pode um homem divorciado ser Pastor?

Não! 10 motivos o impedem!

1. Ele não é exemplo dos fiéis.

Em 1 Tm 4:12, Paulo exorta ao pastor Timóteo para que seja "...o exemplo dos fiéis..." O homem que está no segundo, e em até alguns casos, terceiro ou mais casamentos, não pode ser exemplo dos fiéis, por não ser esta a vontade de Deus para o seu povo: Ele odeia o divórcio (Mal 2:16). Os jovens de tal igreja estariam automaticamente, levantando a possibilidade de o seus futuros casamentos, se não derem certo "como o do pastor", o divórcio seria uma opção e ainda Deus os estaria ainda abençoando após algumas "tribulações..." Desastroso exemplo seria também para os que entrarão ou já estão no ministério pastoral. O cristianismo verdadeiro não segue o lema de "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Paulo disse "sede meus imitadores como eu sou de Cristo"( 1Cor 3:15). O ministério pastoral não é para qualquer um, mas para os que tem condições morais de dar exemplo ( Heb. 13:7).

2. Ele não é irrepreensível.

Em 1 Tm 3:2 temos as qualificações para o pastor: " Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível..." A palavra traduzida por irrepreensível usada no texto acima é no grego "anepleptos". Ela aparece 3 vezes no Novo Testamento, a saber: 1 Tim 3:2, 5:7 e 6:14. O significado é sempre o de alguém de quem não se pode falar nada contra, sem mancha, sem culpa inacusável. Independente ser ou não o causador do divórcio ( se é que existe tal condição ), o homem que passou por esta experiência não se encaixa nas exigências bíblicas e será usado pelo Diabo para escandalizar e envergonhar o evangelho. Existe "pastor" que se casou em rebeldia contra os conselhos dos pais, de amigos e até de seus pastores atraindo as maldições do Senhor. Tal flagrante violação da vontade de Deus, tornou tal crente o único responsável pela falência do seu próprio casamento, desqualificando-o de uma vez por todas, para o exercício do pastorado.

3. Ele não é marido de uma mulher.

"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher... " (1Tim 3:2). A expressão "marido de uma mulher" significa muito mais do que o leitor superficial possa imaginar. O ensino é que a mulher com quem o bispo é casado, é a sua primeira e única! Não tem nada a ver com a condenação de relacionamentos simultâneos, o que seria adultério. A condenação da poligamia seria um absurdo tão redundante e flagrante que Paulo não precisaria se referir para uma pessoa especial como o bispo. O que está em jogo é a conduta ilibada e irrepreensível do pastor no seu relacionamento singular com a sua primeira esposa. Veja o verso afim em 1 Tim 5:9. "...e só a que tenha sido mulher de um só marido." É óbvio que a viúva a que Paulo se refere, só poderia receber auxílio da igreja se tivesse vivido com um só homem. Por estar ele morto não haveria outro. Esta é a mesma construção gramatical que se refere a situação do pastor, apenas invertendo-se os substantivos. A ênfase em 1 Tim 3:1 sobre a vida conjugal do pastor é tão flagrante, que a mesma palavra que é usada para expressar a unicidade da mulher da sua vida, é usada também em todas as vezes no Novo Testamento para expressar que marido e mulher se tornam uma só carne. O homem que se divorcia e se casa com outra mulher não reverte o se tornar uma só carne com a primeira, portanto ele não é mais marido de uma só mulher nem na singularidade nem na ordem numeral. Se voltasse para a primeira mulher cessaria o adultério, mas a desqualificação está selada para sempre.

4. Ele não tem autoridade para exortar nem aconselhar.

Certo pastor, que estava no segundo casamento, teve a audácia de, ao pregar numa determinada igreja, mencionar a sua indignação ao se deparar com colegas que estavam no segundo casamento...Tal falta de honestidade e coerência nos faz lembrar a advertência do Mestre que disse "Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu" ( Mat 7:5 ). O divorciado não pode pregar numa igreja como pastor, muito menos aconselhar os casais crentes sobre família, porque a sua não é mais exemplo. Se tentar aconselhar estará sendo hipócrita, se não aconselhar estará sendo omisso com o ministério mutilado. Não tem jeito, o cristianismo não funciona segundo palavras vazias, mas com exemplo de vida. Mesmo que o homem não tenha se casado novamente, a situação de separação da primeira esposa já o desqualifica para o pastorado.

5. Ele contradiz a própria palavra que prega por exercer, em rebeldia, uma posição para a qual Deus não o permitiu nem o chamou.

Quando o pastor sobe ao púlpito para pregar, ele não pode expressar as suas opiniões. Ele tem que entregar uma mensagem que não é a sua. Ele tem que pregar a Palavra de Deus em obediência a Cristo. Se o pregador está em rebeldia no seu viver, ele está desqualificado para pregar. Suas palavras são vazias e sem unção. Não importa o que a igreja pense, o tamanho da congregação, ou quantas conversões acontecem: o seu líder nessas condições está sem a bênção do Senhor, não importando os "sinais externos": os resultados não autenticam a fonte (1Cor 3:13-15).

6. Ele seria um desastre espiritual a médio e longo prazo para a igreja imatura que o aceitar.

Não se pode colocar o pecado em compartimentos. Quando ele entra na igreja sob a forma de omissão e rebeldia contra a palavra de Deus, qual fermento se espalha para vários outros setores. Com o pecado não se brinca. A tendência do homem é o pecado, principalmente na área de família e sexo. Na igreja isto também se verifica. Se a liderança não tem os padrões de Deus, a degeneração dos crentes é certa. Os líderes cristãos não podem ser egoístas, buscando seus interesses a curto prazo nem status de liderança para encobrir pecados pessoais. Se os padrões são decadentes, pode esperar que os crentes que se desenvolveram dentro do ambiente de tolerância com o pecado serão cada vez mais decadentes, frios e finalmente apóstatas. Veja as advertências do Senhor às 7 igrejas do Apocalipse. A igreja local muito menos ordem de pastores não têm autoridade para aceitar um pastor divorciado. Eles estariam em rebeldia contra a palavra de Deus, independente do número de votos que homologou a aceitação. Os crentes sérios que porventura pertençam a tal igreja deveriam imediatamente se retirar dela, recusando submeter-se a um líder desqualificado e não aprovado por Deus. O voto da maioria nesse caso não opera a vontade de Deus (Ex.23:2).

7. Ele desonra o gesto nobre de ex-pastores que abandonaram o ministério por fracassarem no casamento.

Há diversos casos de pastores que, apesar de terem o chamado de Deus para o ministério, tiveram a dignidade e a nobreza de abandoná-lo após se desqualificarem devido ao divórcio, separação ou conduta. Quando alguém insiste em permanecer no ministério nessas condições está desonrando a Deus e a esses homens dignos que entenderam que não era mais a vontade de Deus a sua liderança sobre o Seu povo. Quando alguém assim permanece no ministério, na verdade está se julgando muito importante e indispensável para o trabalho de Deus (Luc. 17:10).

8. Ele destruiu o modelo de compromisso eterno e indissolúvel entre Cristo e a igreja.

O relacionamento eterno entre Cristo e os salvos, é comparado com o do marido e esposa cujo compromisso não é para ser quebrado (Ef. 5:22-33).

9. Ele não pode celebrar nenhum casamento.

Até que a morte os separe (Rom. 7:2-4, 1Cor 7:39) ? Como pode um pastor proferir os votos conjugais para um casal de noivos , se ele mesmo não cumpriu na sua vida?

10. Ele está contribuindo para a degeneração dos padrões familiares das gerações seguintes.

Se pastores, tendo suas famílias dentro dos padrões bíblicos, já sofrem com a desintegração de várias famílias da membrezia, imagine se do púlpito vem o péssimo exemplo do fracasso conjugal. Nesse caso os fundamentos da família estão abalados para as gerações seguintes (Sal. 11:3).

Conclusão

O divórcio é uma ameaça para a família cristã. As sua conseqüências são devastadoras para a família. Por esse motivo "...o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio..." (Mal 2:16). O homem que foi chamado para anunciar a palavra de Deus como pastor não pode ser divorciado, muito menos casado pela segunda vez. Se alguém está nessa triste situação deve ter a humildade suficiente de abandonar o ministério urgentemente para não causar mais prejuízos ao testemunho do evangelho e procurar exercer os seus dons fora da liderança da igreja, pois o seu chamado acabou tão logo tenha ocorrido a desqualificação. Para os crentes que desfrutam a bênção de ter o seu casamento dentro da vontade de Deus, fica o alerta para, humildemente, reconhecer a graça do Senhor (1Cor. 10:12) e buscar em fervente oração, forças e discernimento para combater as armadilhas do maligno para a destruição da família.

22 de agosto de 2010

Fumar é pecado?

Não existe mesmo um mandamento bíblico específico a respeito do uso do tabaco, como “Não fumarás”. Também não está contido em Apocalipse — e em nenhuma outra parte das Escrituras! — o versículo que muitos citam para combater o vício: “Os viciados não herdarão o reino de Deus”. Mas precisamos ter em mente que a Bíblia é um livro de mandamentos gerais e específicos, bem como de princípios.
Há uma tendência mundial de se opor ao tabagismo e restringi-lo em lugares públicos. Os ministérios da saúde de diversos países não têm medido esforços para alertar a população acerca dos riscos de ingerir as substâncias tóxicas contidas na chamada “chupeta do demônio”. Segue-se que o ato de fumar, além de causar mal à saúde, tem uma péssima fama e não passa no teste de Filipenses 4.8. Além disso, e consequentemente, fumar é uma ação contrária ao mandamento de 1 Tessalonicenses 5.22: “Abstende-vos de toda aparência do mal”. Em outras palavras, o cristão deve evitar o pecado e tudo o que parece pecado.
Conquanto não haja proibição expressa ao ato de fumar, nem todas as coisas lícitas (não proibidas) convêm ao salvo em Cristo (1 Co 6.12). Considerando que: (1) o consumo de tabaco gera dependência e, como se sabe, é prejudicial à saúde; (2) o cristão é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20); e (3) a Bíblia diz que aquele que destrói esse templo, Deus o destruirá (1 Co 3.16,17), podemos concluir que o ato de fumar não é conveniente ao servo do Senhor.
Apesar de não haver na Bíblia mandamentos específicos a respeito do fumo, existem princípios e mandamentos gerais que condenam o ato de fumar. Mesmo não havendo no texto sagrado o mandamento “Os viciados não herdarão o reino de Deus”, o servo do Senhor que se preza sabe que qualquer tipo de vício não se coaduna com uma vida de comunhão com Deus (Jó 11.11; Dn 6.4).
Na relação das obras da carne mencionam-se a prostituição, a glutonaria, as bebedices, várias outras obras e “coisas semelhantes a estas” (Gl 5.19-21). É evidente que o ato de fumar é uma dessas “coisas” similares àquelas que destroem o templo do Espírito Santo. Qualquer ação consciente por parte do cristão que venha a destruir o seu corpo, que é templo do Espírito, trata-se de uma das obras da carne. E, segundo a Bíblia, “não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (v.21, ARA).
Portanto, fumar hoje, principalmente, é um ato antissocial, feio, prejudicial à saúde e, acima de tudo, pecaminoso, à luz dos mandamentos e princípios gerais das Escrituras. Mas, se algum apreciador de cachimbo, charuto ou cigarro que se diz cristão me achar legalista, que reclame com o Autor da Palavra de Deus! É Ele quem nos ordena a sermos santos em toda a nossa maneira de viver (1 Pe 1.15).
Portanto..... FUMAR É PECADO!

12 de agosto de 2010

Por que Deus permite que ocorram tantas tragédias?

2010 – Um Ano de Inícios Conturbados
O ano de 2010 mal começou e já nos deixou bastante perplexos e assustados diante das inúmeras e sucessivas catástrofes envolvendo diversos elementos da natureza.
No Rio Grande do Sul, uma ponte desabou provavelmente devido às fortes chuvas e, conseqüentemente, também devido às fortes correntezas do rio Jacuí, fazendo com que várias pessoas que estavam sob ela naquele momento viessem a perder as suas vidas. Em São Luiz do Paraitinga (interior de São Paulo), a enchente destruiu praticamente toda a cidade e deixou milhares de desabrigados. Em Angra dos Reis (Rio de Janeiro), os deslizamentos de terras provocados pelas fortes chuvas, deixaram o triste saldo de 52 pessoas mortas. E, agora, como se tudo isso já não bastasse, o Haiti acaba de sofrer o maior terremoto dos últimos 200 anos, o qual atingiu 7,0 graus na escala Richter, provocando assim a morte de milhares de pessoas.
Procura-se Deus
Ora, diante de tantas tragédias e de tamanhas catástrofes provocadas pela natureza, muitos acabam se perguntando: “onde Deus estava durante essas tragédias?”. Ou então, “por que Deus não fez nada para impedir tais catástrofes?”. Bem, estas perguntas são legítimas e, portanto, merecem uma resposta. E, no intuito de tentar respondê-las, creio que seja pertinente vermos antes o que o Salmo 46.1-3 nos diz:
“1Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. 2Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares;3Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”.
Este salmo, embora escrito há mais de 2.500 anos atrás, continua sendo bastante atual. E, os seus três primeiros versos nos ensinam basicamente duas coisas: 1) Já naquela época as pessoas sofriam com as mesmas catástrofes da natureza assim como as experimentamos nos dias de hoje, tais como: a) terremotos (vv.2a, 3a) e b) maremotos (vv. 2b, 3b). 2) Diante dos desastres naturais, o homem piedoso daquele tempo sabia que deveria depositar a sua confiança somente em Deus, e não nas questões efêmeras desta vida (v.1). O salmista, diante deste quadro negro pintado pelas destrutivas forças da natureza, exclamou: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza diante das grandes catástrofes naturais e, por isso, não temeremos!”.
Sim, mas e Daí?!
A despeito de todos esses dados, somos ainda impulsionados a pensar: “Tudo bem, mas porque Deus permite que existam tantas tragédias na vida humana, tais como: doenças incuráveis, quedas de aviões, ‘balas’ perdidas, furacões, acidentes de trânsito, enchentes, guerras e, sobretudo, terríveis terremotos, tais como esse do Haiti, que ceifou milhares de vidas?”.
Esses questionamentos nos remetem a uma antiga e difícil questão filosófico-teológica: “Como o mal (tanto moral quanto natural) pode existir em um mundo criado por um Deus absolutamente bom e todo-poderoso?”.
O filósofo e economista inglês, John Stuart Mill (1806-1873), defendendo o ponto de vista ateísta e, portanto, recheado de ceticismo, respondeu a esta pergunta argumentando que Deus normalmente faz coisas que, se fossem feitas por seres humanos, resultaria na prisão e no castigo destes últimos. Mill declarou que Deus, através da natureza, inflige a doença, a dor e até mesmo tormentos aos seres humanos. Além disso, ele declara que Deus tira a vida de todo ser humano, o que ele entende por “assassinato”. Sendo assim, por que Deus deve ser desculpado e os seres humanos devem ser condenados por estes crimes terríveis?
Ora, o que esse filósofo não percebeu é que Deus é um ser único, singular, sui generis, e, dessa forma, não pode ser jamais confundido com a Sua criação. Mill não entendeu que Deus é soberano sobre todas as formas de vida – pois foi Ele quem as criou – e quem, portanto, detém todo o direito sobre as mesmas, o que inclui o direito de tirá-las (Dt 32.39,40; 1 Sm 2.6; Jó 1.21) de acordo com os seus soberanos e insondáveis desígnios.
Além disso, devemos lembrar aqui as palavras de dois eminentes autores sobre este assunto. J. B. Phillips (Seu Deus é Pequeno Demais, p.51) declarou: “é preciso admitir com franqueza, que, neste mundo eminentemente empírico em que Deus concedeu ao homem o perigoso privilégio do livre arbítrio, ocorrem, inevitavelmente, ‘doenças e acidentes’”. E C. S. Lewis (O Problema do Sofrimento, p.64), que concorda com esta afirmação, comenta: “a possibilidade do sofrimento é inerente à própria existência de um mundo onde almas possam encontrar- se”. Aliás, dando prosseguimento ao seu pensamento, Phillips declara (Idem, p.52):
“As pessoas que acham que Deus é uma Desilusão, é porque não entenderam as condições que Ele estipulou ao conceder que habitássemos este planeta. [...] O erro, porém, está em que interpretam mal as condições desta presente vida, que é temporária, e durante a qual Deus retém a Sua Mão, por assim dizer, para dar lugar à execução do Seu plano de livre arbítrio [concedido ao homem]. A justiça [por trás de todo este sofrimento, aparentemente injusto aos nossos olhos] só será cabalmente satisfeita, depois que a cortina descer sobre o atual palco da vida, as luzes desse teatro se apagarem e sairmos todos, então, para o Mundo Real [a vida eterna com Cristo]”.
Mas, o que a Bíblia tem a nos Dizer sobre o Problema do Mal?
Neste momento, devemos recordar aqui as palavras de Paulo que envolvem a questão sobre o problema do mal no mundo:
“18Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada,[...]20Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, 21Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.18, 20-21).
Neste trecho das Escrituras, Paulo fala sobre três aspectos básicos do mal em nossa condição humana:
Primeiro, é dito que o mal é algo temporário e está relacionado a este mundo e que também ele contrasta, portanto, a uma condição melhor que esta, a qual se revelará no futuro (v.18).
Segundo, Paulo diz que “a criação (no sentido mais amplo) ficou sujeita à vaidade” (v.20). Aqui, a palavra “vaidade” (gr.mataioteti), pode ser traduzida, por exemplo, como “futilidade, vacuidade, vazio, inutilidade, esterilidade”. Em outras palavras, o apóstolo está dizendo toda a criação está sujeita ao caos e à inutilidade, condição esta que foi provocada primariamente pelo pecado humano. O que está em foco aqui é a questão do sofrimento como um todo. Deus sujeitou toda a sua criação a uma existência aparentemente “vã”, permitindo (no caso dos seres humanos, por exemplo) que fôssemos suscetíveis a todo o tipo de sofrimento, quer seja provocado por desastres da natureza, por enfermidades, por quaisquer outras tragédias e até mesmo pela morte. Tal sujeição teve e tem o propósito de ensinar a todos os seres humanos o quão terrível é o pecado, bem como, como são trágicas as suas conseqüências para a nossa vida.
Terceiro, o apóstolo nos diz ainda que a nossa condição humana (permeada por todos os tipos de adversidades e reveses) terminará por redundar, de alguma forma, em um bom resultado, pois “a mesma criatura será libertada [um dia] da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (v. 21).
Resumindo, Paulo está nos ensinando que não devemos “depositar todas as nossas fichas” ou “apostar todas as nossas cartas” na nossa efêmera, breve e instável existência terrena que, aliás, um dia acabará. O apóstolo está nos convidando para elevarmos os nossos olhares para além das nuvens, a fim de que ajuntemos o nosso “tesouro” no céu, onde a traça e a ferrugem não conseguem exercer o seu poder destrutivo e também onde os ladrões não poderão mais nos roubar (cf. Mt 6.19-21).
Uma Palavra Final
Bem, a fim de concluir o nosso pensamento, devemos dizer que o sofrimento é um intruso na criação de Deus. Deus nunca intencionou que ele existisse. Todavia, o pecado entrou em nosso mundo e em nossa existência e, com o pecado, vieram juntos o sofrimento, os conflitos, as dores, a corrupção e a morte. Portanto, se há um culpado por trás de tantas tragédias na história humana, este culpado certamente não pode ser Deus, mas sim o próprio ser humano.
O homem, ao contrário do rei Midas da mitologia grega que transformava em ouro tudo o que ele tocava, mancha tudo o que toca. Devido à sua natureza pecadora, o ser humano consegue direta e indiretamente arrasar, destruir e corromper aquilo que Deus criou perfeito (por exemplo, a terra, o mar, o clima etc). Dessa forma, mais cedo ou mais tarde, o homem acaba se tornando o arquiteto da sua própria ruína.
Neste momento, você pode estar se perguntando: “Espere aí! Você está querendo me dizer que o pobre povo haitiano é o culpado por esse terrível terremoto que dizimou milhares de vidas?” Respondo: É claro que os próprios haitianos não têm nenhuma culpa ou responsabilidade direta sobre esse trágico terremoto. (Aliás, a minha oração a Deus é para que o povo haitiano possa se recuperar o mais brevemente possível dessa catástrofe). Mas, o ser humano como um todo, independentemente da sua nacionalidade (pois Deus nos enxerga de forma supranacional), devido aos seuspecados historicamente acumulados, é o responsável por vários tipos de catástrofes, de forma direta e indireta. Devemos nos lembrar aqui que o homem, ao pecar, trouxe maldição não somente sobre si, mas também sobre toda a terra, a ponto de Deus declarar: “maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).
Sendo assim, quem é o culpado por existirem tantas tragédias? O diabo? Os demônios? O acaso? A própria natureza? Deus? O homem? Bem, penso que o ser humano, de forma geral, é o maior responsável pelas grandes tragédias de sua própria existência terrena. Seus atos, como se fossem poderosos bumerangues, de maneira inexplicável, cedo ou tarde, acabam voltando na direção de quem os arremessou.
Além disso tudo, penso que o sofrimento, por mais desagradável que seja, tem inúmeros propósitos, tais como: 1) conscientizar-nos de que somos seres dependentes (de Deus); 2) fazer-nos ficar mais próximos de outros seres humanos, tornando-nos, inclusive, pessoas mais solidárias com o sofrimento alheio; 3) fazer o homem conhecer a sua própria miséria; 4) fazê-lo humilhar-se diante de Deus; e 5) fazê-lo saber que tudo na existência terrena é efêmero e que, portanto, ele (o homem) deve se voltar para valores transcendentes e eternos.
Ora, se quiséssemos mesmo ser pessoas honestas, em vez de perguntarmos apenas: “Por que um Deus bom permite que o mal exista?”, deveríamos perguntar: “Por que um Deus justo e santo permite que pecadores tão maus como eu e você ainda continuem vivos?”.
Depois dessa tragédia ocorrida no Haiti, alguém me perguntou: “Como Deus pôde permitir que cerca de 45 mil pessoas morressem? (segundo as estimativas atuais)”. Eu respondi: “Bem, se o Haiti possui uma população de cerca de 10 milhões de habitantes, como Deus foi misericordioso por preservar a vida dos mais de 9,5 milhões de pessoas restantes!”
Por fim, Como bem declarou C. S. Lewis (Idem, p.67): “[...] o sofrimento insiste em ser notado. Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento: ele [o sofrimento] é o seu megafone [de Deus] para despertar um mundo surdo”.
O ano de 2010 mal iniciou e este megafone já foi utilizado inúmeras vezes. Aliás, não sabemos quantas vezes mais ele ainda será usado. Diante disso, uma pergunta paira no ar: Quando será que despertaremos de nossa letargia?!

 

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Deus abençoe sua vida.

 

24 de julho de 2010

O livro de Êxodo

Texto I - ÊXODO - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Êxodo –Autor e significado do Título
Êxodo, de autoria de Moisés, é um livro com 40 capítulos e 1.055 versículos
Em português "êxodo" e a forma latinizada que se derivou da Septuaginta, onde "ex" significa "fora" e "hodos", caminho, ou seja, "saída"
O Livro de Êxodo, segundo livro do Pentateuco, corresponde a segunda seção da "Toráh", e tem esse nome porque é o livro que relata a saída do povo de Israel, do Egito.
O título de Êxodo foi dado pelos tradutores da Septuaginta, pelo fato de ser o livro que descreve a "saída" de Israel, do Egito. Os judeus deram-lhe o nome de "We elleh Shemoth" devido sua primeira frase: "São estes os nomes".
O Tema do Livro – Redenção
Redenção é o ato de remir ou redimir. Remir tem o sentido de resgatar, tirar do cativeiro. Era, pois, o que o povo de Israel estava necessitando.
No Egito, símbolo do mundo, Israel foi escravizado. No plano espiritual, temos uma figura do homem escravizado, no pecado, sofrendo debaixo do poder e das ordens de Satanás.
Para tirar do cativeiro, ou para prover a Redenção, para seu povo oprimido, no Egito, símbolo do mundo, debaixo do jugo de Faraó, símbolo de Satanás, Deus enviou ao Egito um redentor, ou libertador, Moisés, uma figura de Jesus.
O povo não participou da luta, ou disputa, entre Moisés e Faraó, mas, o povo foi beneficiado pela vitória de Moisés sobre Faraó. Após Faraó ter sido vencido, o povo pôde sair livremente do Egito, porque creu nas palavras de Moisés, aceitando sua liderança.
Da mesma forma, após a vitória do Senhor Jesus, na cruz do calvário, o pecador poderá ser liberto do mundo e do pecado se crer e aceitar o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, e Redentor.
Redenção é, pois, o Tema do Livro de Êxodo
Moisés e Cristo, no Êxodo
No livro de Êxodo podemos encontrar Moisés, como figura de Cristo, sob diversos aspéctos:
1- Salvo da morte, quando menino – Êxodo 1:15-22
Moisés foi salvo, pela providência divina, pouco depois de seu nascimento, pois, a ordem do Faraó era no sentido de matar todos os meninos recém-nascidos – "...se for filho, matai-o..."(Êxodo 1:16).
A mesma condenação houve quando do nascimento de Jesus -
" Então, Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos" (Mateus 2:16 ).
2- Moisés sacrificou a sua posição real a fim de libertar o povo
" Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado" (Hebreus 11:24-25 ).
O mesmo aconteceu com Jesus -
" Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens" (Filipenses 2:6-7 ).
3- Moisés, num primeiro momento, foi rejeitado pelos israelitas
"...Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?..." (Êxodo 2:14).
Jesus foi, também, rejeitado pelos seus - "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (João 1:11).
4 – Moisés foi, num segundo momento, recebido como libertador e governante
" A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? A este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera no sarçal" (Atos 7:35 ).
Da mesma forma, Jesus quando vier, em glória, para libertar Israel, será aclamado como libertador –
"...e olhando para mim, a quem traspassaram...e chorarão amargamente..."(Zacarias 12:10).
5- Moisés após libertar Israel, do Egito, conduziu-o, com segurança através do deserto, em direção à Canaã
" Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto, por quarenta anos" (Atos 7:36 ).
Jesus, hoje, é o que nos conduz através deste deserto em que vivemos, em direção a Canaã Celestial, pelo que devemos prosseguir –
"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé..."(Hebreus 12:2).
É claro que em muitas outras figuras o Senhor Jesus pode ser encontrado no Livro de Êxodo.
A divisão do Livro de Êxodo
O livro de Êxodo pode ser dividido em três partes:
I – Israel no Egito – Êxodo 1 a 12:36
II – A jornada de Israel, do Egito ao Monte Sinai – Êxodo 12:37 a 19:1
III – Israel, no Sinai – Êxodo 19:2- a 40:38
I – Israel no Egito – Êxodo 1 a 12:36
Abraão, o primeiro a peregrinar no Egito
Conforme temos visto no livro de Gênesis, Abraão, o Pai da Nação de Israel, foi o primeiro a peregrinar no Egito, embora não sob a direção e orientação de Deus -
" E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra" (Gênesis 12:10 ).
Isaque, seu filho, Deus proibiu que fosse ao Egito –
"E apareceu-lhe o Senhor e disse:não desça ao Egito..."(Gênesis 26:2).
Dos filhos de Israel, o primeiro a descer ao Egito foi José, entrando ali na condição de escravo -
" E José foi levado ao Egito, e Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda, varão egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá. E o Senhor estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio" (Gênesis 39:1-2 ).
Vinte e dois anos depois toda família de Jacó era levada para o Egito, por providência de Deus, e pela instrumentalidade de José, em cumprimento a promessa de Deus feita a Abraão, mais de duzentos anos atrás –
" Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos" (Gênesis 15:13 ).
O cumprimento desta promessa vemos registrado em Gênesis, capítulo 46 e ainda em Êxodo 1:1-5 -
" Estes, pois, são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa: Rúben, Simeão, Levi e Judá; Issacar, Zebulom e Benjamim; Dã, Naftali, Gade e Aser. Todas as almas, pois, que descenderam de Jacó foram setenta almas; José, porém, estava no Egito" (Êxodo 1:1-5 ).
José viveu ainda cerca de 71 anos depois que sua família chegou ao Egito. Ali, os filhos de Israel cresceram e se multiplicaram muito -
" Os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles" (Êxodo 1:7 ).
Certamente que, se não fora o trabalhar de Deus, os filhos de Israel não deixariam o Egito. Todavia, na promessa feita por Deus a Abraão, ele levaria Israel de volta à terra prometida. Deus garantiu a Abraão que –
"A quarta geração tornará para cá" (Gênesis 15:16).
Deus no comando da história
Precisamos crer que as coisas não acontecem por acaso. Deus havia dito que os filhos de Israel serviriam os egípcios e seriam por eles afligidos. Isto, até então não tinha acontecido. Então Deus tomou uma providência necessária ao cumprimento de sua Palavra -
" Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José" (Êxodo 1:8 ).
Em favor de seu povo Deus derruba e levanta reis. Por isto Paulo afirmou que –
"...todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus..." (Romanos 8:28).
Precisamos crer nisto, aceitando sempre a vontade de Deus. Pense nisto!
Israel afligido no Egito
Em meio a muitas discussões há um consenso mais ou menos geral de que o "hicsos", ou reis pastores, governavam o Egito no tempo em que José ali chegou, tendo sido Apepi II, da XVI Dinastia, por volta do ano 1700 aC., o Faraó que o colocou no poder.
Enquanto os "hicsos" governaram, Israel foi favorecido, no país. Porém, os "hicsos" foram expulsos pela XVIII Dinastia, então, com uma mudança radical de governo, surgiu um novo rei sobre o Egito, que não conhecera José.
Esta nova Dinastia, por certo, estava disposta a impedir que os "hicsos" voltassem ao poder. Temendo que houvesse uma tentativa nesse sentido e que "vindo guerra", os israelitas, então muito numerosos, pudessem se juntar aos "nossos inimigos, e pelege contra nós"(Êxodo 1:10), procuraram encontrar uma maneira de subjugar e enfraquecer o povo de Israel
O fundador da XVIII Dinastia e que teria derrotado os "hicsos", tem sido identificado como sendo o Faraó Amosis I. Este seria, também, o rei que "não conhecera José", e que deu inicio à opressão, ou escravatura do povo de Israel, a fim de enfraquecê-lo.
Primeira tentativa
A opressão foi feita em forma de trabalho escravo, impondo aos trabalhadores cotas de serviços difíceis de se atingir –
"E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas..." (Êxodo 1:11).
A sobrecarga de trabalho pesado com o objetivo de limitação de filhos não deu resultados –
"...quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam...E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza" (Êxodo 1:12-13).
Segunda tentativa – A ordem para matar os meninos – Êxodo 1:15-22
"E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias...e disse: quando ajudardes no parto as hebréias e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva" (Êxodo 1:16).
Mais uma vez o plano de Faraó falhou porque as parteiras "temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera..." (Êxodo 1:17).
Terceira tentativa – Jogar no Rio Nilo todos os meninos recém-nascidos
Supõem-se ter sido o Faraó Totmes I, que reinou entre 1539 e 1514 aC., quem ordenou a matança dos meninos na época em que Moisés nasceu.
TEXTO II - O NASCIMENTO DE MOISÉS, SUA PREPARAÇÃO SUA CHAMADA
Filho de Anrão e Joquebede, ambos da tribo de Leví
" E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela gerou-lhe a Arão e a Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos" (Êxodo 6:20).
" E a mulher concebeu, e teve um filho, e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses" (Êxodo 2:2 ).
O ato de coragem em esconder o menino valeu aos seus pais um lugar na galeria dos heróis da fé.
A vida de Moisés – um milagre de Deus
Podemos afirmar que o nascimento de Moisés foi uma resposta ao clamor do Povo de Israel -
" E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores" (Êxodo 3:7 ).
Diante do clamor do povo, Deus providenciou o nascimento de um menino. Na sequência, a preservação de sua vida foi um milagre da fé de seus pais.
Em todos os lances de sua vida temos que admitir a presença do sobrenatural. O fato de ser salvo das águas e de ser adotado por uma princesa, sendo entregue à própria mãe, que além de ter seu filho de volta aos seus braços, vai ser remunerada pelo trabalho de criá-lo.
Tudo isto foge a nossa compreensão, ao exame da lógica. Seus pais tiveram a oportunidade de trabalhar em sua formação moral e espiritual. Foi, com certeza, pelos ensinos que recebeu desde sua mais tenra infância, que um dia ele pôde fazer a sua mais importante escolha -
" Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado" (Hebreus 11:24-25 ).
Sua vida dividida em três períodos iguais
Foram 120 anos divididos em três períodos de atividades distintas. Não poderia ser coincidência.
1- Primeiro período – de um a quarenta anos
Moisés aprendeu a ser alguém
Como príncipe, viveu na corte mais rica e mais poderosa da terra. Foi preparado exatamente como era preparado um sucessor do trono de Faraó.
Sob a direção dos melhores professores e líderes da época, na corte mais adiantada do mundo. Adquiriu conhecimento intelectual, político, além de treinamento militar.
O historiador Josefo descreve Moisés como um grande General, que à frente dum numeroso exército de seu país conduziu com grande estratégia e sucesso uma extensa campanha contra os etíopes, derrotando-os totalmente.
2- Segundo período – 40 anos no deserto de Midiã
Moisés aprendeu que não era ninguém
Um ambiente muito diferente dos luxuosos aposentos que ele tinha no palácio. Humanamente ele estava preparado, mas espiritualmente ele aprendeu as primeiras lições com Deus, na solidão do deserto. Era Deus guiando seus passos e preparando-o na "escola da experiência" para a grande obra que ele deveria executar.
Foi no deserto que Moisés libertou-se de sua auto-suficiência que tanto complicou a sua vida quando ele, prematuramente, agiu na força do seu braço no sentido de querer libertar o seu povo, pensando que tinha capacidade em si mesmo – Êxodo 2:11-15.
O preparo de Moisés no lar – Êxodo 18:2-4
Sua experiência como marido de Zípora e pai de dois filhos, Gerson e Eliézer, estes certamente despertaram em Moisés sentimentos de amor, paciência, bondade, mansidão. Isto foi de grande valor para ele, mais tarde, no trato com as famílias, no meio do povo.
3- Terceiro período – 40 anos guiando o povo pelo deserto
Moisés aprendeu que Deus é tudo
Moisés aprendeu a viver na dependência de Deus. Ele pode entender o que faria, sem Deus, diante do Mar Vermelho, da Rocha de Horebe, das Águas de Mára, dos Amalequitas. Que resposta daria ao povo quanto este pediu carne, bem como de onde traria o maná. Moisés, dia a dia, aprendia mais e mais a viver na dependência de Deus.
A chamada de Moisés
"E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Mídiã.."Êxodo 3:11).
Há quarenta anos ele era pastor de ovelhas! Ao que parece não tinha o seu próprio rebanho. Ter uma ocupação, estar fazendo um trabalho, parece ser uma das condições para alguém que almeja o episcopado. Olhando através da Bíblia, todos os homens que Deus chamou estavam fazendo uma obra.
Assim foi com Amós, com Gideão, com Saul, com Davi, com Elizeu, com Neemias, com Pedro, com Mateus, com João, com tantos outros. Aconteceu também com Moisés. Ele era pastor de ovelhas!
Moisés e a Sarça Ardente – Êxodo 3:2-4
"E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça..."(Êxodo 3:2).
Trata-se de uma sarça comum, como outras que havia no lugar, só que esta ardia sem ninguém ter-lhe ateado fogo e, ardendo, não se consumia. A sarça aqui referida é um pequeno arbusto formando moitas. O que impressionou Moisés é que a sarça continuava a queimar mas não se consumia
Aquele fogo era um emblema da presença do Deus vivo
E Deus falou do meio do fogo – "...Moisés! Moisés! E ele disse: eis-me aqui". Deus chamou-o pelo nome. Quando Deus repete o nome, como aqui, é porque o chamado é muito urgente; muito importante ou muito sério.
Foi assim com Abraão – Gênesis 22:11; com Samuel, I Samuel 3:10; com Marta – Lucas 10:41; com Simão – Lucas 22:31; com Saulo – Atos 9:24, etc.
A verdade é que Deus chama para o seu trabalho de forma direta e pessoal. Chama e confirma para que não haja dúvidas.
O conteúdo da chamada - Êxodo 3:5-10
A presença de Deus santifica o lugar. Portanto, o "Anjo do Senhor" era o próprio Jesus. "tira os sapatos de teus pés". Foi a ordem que recebeu Moisés.
Aquele tempo e de acordo com a cultura daquela parte do mundo, descalçar os pés era sinal de respeito, consideração, reverência. Moisés estava na presença do próprio Deus.
O Senhor esclareceu o conteúdo da chamada de Moisés. Não existe chamada vazia, sem conteúdo. Pense nisso!
" E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito" (Êxodo 3:9-10 ).
O " Anjo do Senhor" esclareceu o motivo da chamada de Moisés, revelando a necessidade do povo, bem como os detalhes da sua missão– Êxodo 3:6-10
A chamada divina envolve clareza da parte de Deus para com o crente. Você sabe para que foi chamado e qual é a sua missão? Moisés sabia!
A resposta de Moisés – "Quem sou eu...?"
Pela sua resposta sabemos que ele estava preparado. Quando o homem reconhece que não é nada, então Deus pode trabalhar na sua vida, porque o poder de Deus " se aperfeiçoa na fraqueza" (II Coríntios 12:9).
Em 40 anos de deserto Moisés aprendeu quem ele era. Acabara aquela auto-confiança que ele adquiriu, como príncipe, no Egito. Seu "EU" reduziu-se ao pó. Ele tinha aprendido a prática da humildade. Orgulho, altivez, soberba não pode existir na vida de um homem chamado por Deus. Moisés estava preparado para corresponder ao chamado de Deus!
Chamado, preparado, enviado
Esta é a sequência bíblica que precisa ser observada. Aconteceu assim com os apóstolos – foram chamados por Jesus, preparados por ele e com ele durante três anos, depois enviados "por todo o mundo".
Aconteceu assim com Paulo. Ele foi chamado no caminho de Damasco; preparado no deserto da Arábia; de Antioquia foi enviado ao campo missionário.
Aconteceu com Moisés. Ele tinha uma chamada desde seu nascimento, razão porque Deus preparou sua vida; ele foi preparado no deserto de Midiã; agora está sendo enviado ao Egito.
Muitos erram porque começam pelo fim. Vão, ou são enviados por quem não foi chamado; dá tudo errado! Outros têm chamada, mas começam, por conta própria, ou mesmo enviados, porém, antes de estarem preparados.
A preparação pode ser longa, difícil, até sofrida
Não são muitos os que pagam o preço. Isto resulta em obreiros despreparados. Prejuízos para a obra de Deus. As coisas para dar certo precisam acontecer no tempo de Deus.
Moisés já estava com oitenta anos. Certamente que se ele teve um sonho de libertar o seu povo da escravidão do Egito. Materialmente, seu sonho tinha-se inviabilizado. Ele pensava nada mais poder sonhar.
Mas o que pensamos ser o nosso fim, pode ser o começo para Deus. Considere isto!
O tempo de Deus chegou para Moisés e graças a Deus que ele soube esperar. Saber esperar é uma das virtudes que caracteriza um homem de Deus. Davi sabia, pois disse -
" Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor" (Salmos 40:1).
Em Moisés cumpriu-se o que o Salmista escreveria muito tempo depois -
" Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes" (Salmos 92:14).
O erro de alguns é que quando sentem a chamada divina, imediatamente abandonam tudo e saem despreparados para a obra do Senhor, resultando isso em males e prejuízos para a igreja, para o indivíduo e, muitas vezes, a família se torna na maior vítima.
Timóteo acompanhou Paulo por cerca de quinze anos antes de ser designado para pastorear a igreja, em Eféso.
Elizeu teve uma longa preparação, acompanhando Elias, antes de assumir o seu lugar
Daniel teve que fazer um curso de três anos para trabalhar na casa do rei. Assim, aquele que sente ter a chamada de Deus, precisa começar a preparar-se. Um Curso Básico pode ser parte desse preparo. Pense nisso!
Moisés estava preparado aos olhos de Deus
Foi longo, difícil o trabalhar de Deus em sua vida. Ele estava preparado, segundo Deus. Porém, ele não se considerava estar pronto, sentindo-se incapaz. Pensar ser capaz é uma demonstração de não estar preparado.
1- Moisés sentiu-se incapaz
"Quem sou eu?" Deus lhe respondeu – "Certamente eu serei contigo" (Êxodo 3:12)
2- Moisés sentiu falta de sabedoria
"Que lhes direi?". Deus lhe respondeu – "Eu Sou O Que Sou" (Êxodo3:14). Ele é o todo suficiente. Suficiente em poder; suficiente em proteção; suficiente em recursos; suficiente nas dificuldades, portanto – "Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós".
3 – Moisés sentiu que teria problemas com o povo
"Mas eis que me não crerão" (Êxodo 4:1).
Deus o credenciou com um ministério de sinais, prodígios e maravilhas, de modo que ele poderia dizer como depois diria Jesus – se "Não credes em mim, credes nas obras, para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim, e eu nele" João 10:38.
4- Moisés alegou sua falta de eloquência
"...Eu não sou homem eloquente" (Êxodo 4:10).
Deus lhe prometeu inspiração e, por causa de sua insistência, deu-lhe um porta voz – Êxodo 4:11-16.
5 – Moisés obedeceu
" Então, foi-se Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora e tornarei a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz" (Êxodo 4:18 )
Quando Deus precisa realizar uma obra neste mundo, ele escolhe alguém para isso. Ele mesmo podia libertar o seu povo sem qualquer recurso humano, mas em vez de assim fazer ele usou Moisés como instrumento nas suas mãos.
Uma difícil missão requer uma difícil preparação
A missão que Deus havia reservado para Moisés era das mais difíceis encontradas na Bíblia. Assim, olhando para a vida de Moisés podemos concluir que uma difícil missão requer uma difícil preparação. Considere isto!
Os quarenta anos de Egito foram necessários, mas, os quarenta de deserto, foram decisivos e fundamentais. Moisés, por certo, não podia compreender nada do que estava acontecendo com ele, mas, ele estava na "Escola de Deus", sendo preparado para uma difícil missão. Sem passar pelos caminhos por onde ele estava passando, ele não conseguiria passar pelos que ele teria que passar.
Esta é uma verdade que todo aquele que é, ou que pretende ser um homem de Deus, precisa compreender. Se estamos passando por incríveis dificuldades que não foram causadas por nossa própria imprudência, ou culpa, então é possível que seja o trabalhar de Deus em nossas vidas. Preparando-nos para uma de suas difíceis missões. Creia nisto!
Assim aconteceu com Moisés
Para tornar-se apto a conduzir o povo através do deserto não bastava seus conhecimentos de astronomia, de geografia, de geometria, de medicina, de leis, de psicologia, e tantos outros.
Ele precisava aprender a sobrevivência no deserto, a paciência, a tolerância, o auto-controle e, principalmente aprender o caminho para uma íntima comunhão com Deus. O silêncio e a imensidão do deserto, bem como o trato contínuo das ovelhas de seu sogro, deram-lhe essas qualidades.
Vimos que após quarenta anos de trabalho ele ainda pastoreava as ovelhas de seu sogro – Êxodo 3:1.
Deus pode não lhe ter permitido que tivesse o seu próprio rebanho. Jacó "tinha muitos rebanhos, e servas, e servos, camelos, jumentos". Em consequência teve grande dificuldade para sair de Harã. Moisés não havia criado raízes na terra!
Moisés conduzindo o povo pelo deserto ele sabia que da mesma forma que o rebanho que ele pastoreava não era seu, também aquele povo não lhe pertencia. Ele sabia que tinha que prestar contas de seu trabalho.
Assim como aconteceu com Moisés, também acontece conosco. Se nossa responsabilidade é grande, ela será tão maior se tivermos consciência de que o dono da obra é o Senhor e que nós somos apenas mordomos seus.

5 de julho de 2010

A manifestação de Cristo – em glória

" E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça." (Apocalipse 19:11)
A segunda vinda de Jesus acontecerá em duas etapas ou em dois momentos
Entendido o que é a segunda vinda de Jesus, vamos entender como ela acontecerá. A segunda vinda de Jesus acontecerá em dois momentos, em duas etapas, ou em duas fases.
Num primeiro momento, que, segundo cremos, poderá acontecer a qualquer instante, o Senhor Jesus virá buscar a Sua igreja. Acontecimento este conhecido como arrebatamento da igreja.
Num segundo momento, sete anos depois do arrebatamento da igreja, ainda segundo cremos, o Senhor Jesus virá outra vez. Agora, para os judeus, ou para a nação de Israel. Será como se fosse sua terceira vinda, porém, este acontecimento é considerado como sendo a segunda etapa da segunda vinda de Jesus. Deu para entender?
Esta segunda etapa, biblicamente, é conhecida como o "Dia da Revelação do Senhor Jesus". Será, pois, quando acontecerá a volta triunfal de Cristo, conforme está relatado em Apocalipse 19:11-21.
Algumas diferenças entre o arrebatamento da igreja e o Dia da Revelação do Senhor Jesus
Conforme vimos estes dois eventos escatológicos acontecerão na segunda vinda de Jesus, porém, em dois momentos diferentes. Temos observado que muitos têm uma certa dificuldade em entender, e separar estes dois eventos. Por esta razão estamos procurando tentar explicar de uma forma mais simples possível.
Ainda com este objetivo de procurar simplificar, vamos falar sobre a volta triunfal de Cristo, porém, mantendo uma conexão com o arrebatamento da igreja, a fim de marcar bem as diferenças entre estes dois momentos escatológicos.
Diferença quanto ao objetivo - Para quem Ele virá
1- Primeira fase da segunda vinda de Jesus
Na primeira fase de sua segunda vinda, o Senhor Jesus virá buscar a Sua igreja. Biblicamente, chamamos este acontecimento de arrebatamento da igreja. O arrebatamento sempre foi, e continua sendo a grande esperança da igreja.
A igreja não espera a vitória do bem sobre o mal, não espera que a terra seja transformada num paraíso, não espera que Jesus venha para implantar aqui o seu governo - a igreja espera que o Senhor Jesus venha para tirá-la desta terra e deste mundo e levá-la para sua glória, ou para o céu.
É, exatamente isto que acontecerá no dia do arrebatamento - Jesus virá buscar a sua Igreja. É nesta esperança que cantamos o Hino nº 323, da Harpa Cristã, cuja última estrofe, diz
"Ser arrebatado, eu, pro céu, quem dera! Pois a igreja Cristo levará. A figueira está em flor, é primavera. Levantai os vossos olhos já".
2- Segunda fase da segunda vinda de Jesus
Na segunda fase de sua segunda vinda, conhecida, biblicamente, como o Dia da Revelação do Senhor Jesus, Ele virá, de uma forma especial, para os judeus, ou para a nação de Israel, e, também, como afirmou Judas –
"...para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele"( Judas 14:15).
O Dia da Revelação do Senhor será um dia de bênçãos para Israel, porém, será um dia de acerto de contas com todas as nações da terra.
Quando será - Diferença quanto ao tempo
A primeira fase da segunda vinda, ou seja, o arrebatamento da igreja, conforme o Senhor Jesus Cristo falou - ninguém sabe - "Porém daquele Dia e hora ninguém sabe..."- Mateus 24:36.
Pelos sinais que precederiam sua vinda, segundo cremos, o arrebatamento da igreja poderá acontecer a qualquer momento. Não haverá nenhum sinal para o mundo –
"Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Ai vem o esposo! Sai-lhe ao encontro!...e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta"- (Mateus 25:6,10).
A segunda fase, ou o Dia da Revelação do Senhor ou a volta triunfal de Cristo, acontecerá sete anos depois do arrebatamento da igreja. Estes sete anos, conforme já sabemos, correspondem ao tempo da duração da última das setenta semanas de Daniel.
Segundo a doutrina Pré-Tribulacionista, a igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação. Logo após o arrebatamento, começará o tempo da última semana, ou seja, da septuagésima semana de Daniel.
Sua primeira metade, ou seja, três anos e meio, será de paz e na sua segunda metade ocorrerá a Grande Tribulação. Será no final dela, portanto, sete anos depois do arrebatamento da igreja, que ocorrerá a segunda fase, ou o Dia da Revelação do Senhor Jesus, em glória.
Como será - Diferença quanto ao modo de sua vinda
Na primeira fase da segunda vinda, ou seja, o arrebatamento da igreja, o Senhor Jesus virá em segredo para o mundo, "...virá como ladrão de noite"- I Tessalonicenses 5:2.
Quando o Senhor Jesus retornou ao céu, somente os seus discípulos o viram subir –
"E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões Galileus ... Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no Céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir"( Atos 1:10-11).
De Jerusalém, ou de qualquer outro lugar, ninguém o viu subir; somente os seus discípulos o viram. Cremos que, da mesma forma, somente os seus discípulos o verão voltar, no dia do arrebatamento.
Na segunda fase, ou no Dia da Revelação do Senhor Jesus, Ele virá "...com poder e grande glória...", conforme ele mesmo afirmou no seu Sermão Escatológico –
"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas".
Nessa oportunidade sua vinda será visível –
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do Homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória"( Mateus 24:29-30).
Em Apocalipse 1:7, está confirmado que todo olho o verá - isto no Dia da Revelação e não no arrebatamento da igreja –
"Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém".
O profeta Zacarias falando sobre esse dia, diz –
"E se alguém lhe disser: que feridas são essas nas tuas mãos? Dirás ele: são as feridas com que fui ferido em casa de meus amigos"( Zacarias 13:6).
Tudo isto será no Dia da Revelação. Não confunda o dia do arrebatamento da igreja com o Dia da Revelação do Senhor. No arrebatamento somente os salvos verão Jesus. No Dia da Revelação, todos os que estiverem vivos, o verão - "todo o olho o verá". Creia nisso!
Quanto ao local - Diferença quanto ao local do encontro com Jesus
Na primeira fase de sua segunda vinda, ou seja, no dia do arrebatamento da igreja, o Senhor Jesus não virá até aqui, na terra. O Espírito Santo que está na terra desde o Dia de Pentecoste- Atos 2:1-4 - é quem levará a igreja ao encontro do Senhor Jesus, nos ares, conforme ensinou Paulo –
"Dizemos-vos, pois, isto pela palavra do Senhor que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com a voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos, arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor"(I Tessalonicenses 4:15-17).
Portanto, no dia do arrebatamento, o Senhor Jesus não virá até a terra. Levada pelo Espírito Santo, a igreja encontrar-se-á com Jesus, nos ares. Este pensamento é confirmado de forma figurada, no Antigo Testamento, através de Rebeca, a noiva, uma figura da igreja, com Isaque, o noivo, uma figura de Jesus.
Rebeca foi levada por Eliezer, uma figura do Espírito Santo. O encontro de Rebeca com Isaque não aconteceu na tenda de Abraão, uma figura de Deus, Pai.
A Bíblia relata que –
"E Isaque saira a orar e olhou, e eis que os camelos vinham. Rebeca também levantou seus olhos, e viu a Isaque, e lançou-se do camelo. E disse ao servo. Quem é aquele varão que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu Senhor. Então tomou ela o véu, e cobriu-se"(Gênesis 22:63-65).
Desta mesma forma, o Senhor Jesus Cristo, sairá da presença do Pai e virá até as nuvens, onde o Espírito Santo lhe entregará a Sua igreja. Estaremos lá?
Na segunda fase de sua segunda vinda, ou seja, no Dia da Revelação do Senhor, Jesus descerá até a terra. Descerá no mesmo lugar de onde ele subiu, depois de sua ressurreição, ou seja, no Monte das Oliveiras - Atos 1:12, conforme falou o profeta Zacarias –
"E naquele dia estarão os seus pés sobre o Monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o Monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade para o sul"( Zacarias 14:4).
"... e haverá um vale muito grande..."
Este vale será, certamente, o Vale de Jeosafá. Embora a Bíblia fale do Vale de Jeosafá, este vale até hoje nunca existiu. Porém, será nesse tempo que acontecerá o julgamento das nações no vale de Jeosafá, conforme afirmou o profeta Joel –
"Portanto, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém. Congregarei todas as nações, e as farei descer ao Vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a que espalharam entre as nações, repartindo a minha terra... Multidões, multidões no Vale da decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão. O sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplender"( Joel 3:1-2, 14-15).
Também o Senhor Jesus, no seu sermão escatológico falou desse julgamento das nações, ligando-o ao Dia da Revelação do Senhor, quando disse –
"E quando o Filho do Homem vier na sua glória, e todos os santos com ele...".
Parece que foi esse dia que Enoque viu, conforme escreveu Judas –
"Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo..."( Judas, 14).
O Senhor Jesus prosseguiu, dizendo –
"...então se assentará no trono de sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas"(Mateus 25:31-32).
Judas disse "...que é vindo o Senhor... para fazer juízo...". O Senhor Jesus falou do julgamento das nações que acontecerá no dia da revelação do Senhor. Mateus 25:31-46.
Enquanto que, no dia do arrebatamento a igreja sairá da terra para encontrar o Senhor Jesus, nos ares, no Dia da Revelação do Senhor, o Senhor Jesus virá à terra e, dentre outras coisas, julgará as nações.
Portanto - não confunda o dia do arrebatamento da igreja, que acontecerá na primeira fase da segunda vinda do Senhor, com o Dia da Revelação do Senhor, que se dará na segunda fase da segunda vinda de Jesus.
Diferença quanto ao tempo de duração do momento de sua vinda
Na primeira fase de sua segunda vinda, ou seja, no dia do arrebatamento da igreja, no momento de sua vinda, praticamente não haverá tempo de duração.
O arrebatamento acontecerá numa fração de segundo. Será, como disse Paulo –
"Num momento, num abrir e fechar de olhos..."- I Coríntios 15:52.
Este será o tempo de duração do momento referente ao arrebatamento.
Também o Senhor Jesus falando do tempo de duração em que se dará o arrebatamento, disse –
"Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem"( Mateus 24:27).
Assim, porque será num momento tão rápido e não haverá tempo para se preparar - a igreja é advertida a viver sempre preparada à espera do arrebatamento –
"Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo"(Marcos 13:33).
Na segunda fase, ou seja no Dia da Revelação do Senhor Jesus, não há referência ao tempo de duração do momento de sua vinda.
João viu esse momento, e o descreveu em Apocalipse 19:11-21. João pôde descrever, com detalhes, tudo o que tinha visto. Um sinal de que não aconteceu como que "num abrir e fechar de olhos" e nem "como o relâmpago".
Portanto, não confunda o dia do arrebatamento da igreja, que acontecerá na primeira fase da segunda vinda de Jesus, com o Dia da Revelação do Senhor Jesus, que se dará na segunda fase de sua segunda vinda.
Diferença em relação ao Anticristo e a Grande Tribulação
O arrebatamento da igreja em relação ao Anticristo e a Grande Tribulação. Como já afirmamos, para nós que somos Pré-Tribulacionistas, o arrebatamento da igreja, ou a primeira fase da segunda vinda de Jesus, acontecerá antes da manifestação do Anticristo. Para nós, a igreja está esperando o Senhor Jesus, e não o Anticristo.
Como a Grande Tribulação, corresponde a última semana de Daniel, ou sete anos, e esse será o tempo do governo do Anticristo, então, também, o arrebatamento da igreja acontecerá antes da Grande Tribulação.
Se assim for, então, com o arrebatamento da igreja, não haverá nenhuma alteração profunda em relação ao mundo. A igreja será tirada da terra, porém, para os que ficarem, a vida vai continuar. Num primeiro momento, o sumiço, ou desaparecimento de tanta gente causará um grande impacto.
A Imprensa terá assunto para muitos dias; porém, depois tudo voltará à normalidade. Não haverá julgamento nem sobre os vivos e nem sobre os mortos. Não será no tempo do arrebatamento da igreja que se cumprirá, Judas, 14-15.
É certo que o Dia da Revelação do Senhor, ou a segunda fase da segunda vinda de Jesus, se dará no final do governo do Anticristo, consequentemente, também no final da Grande Tribulação.
Ao contrário do dia do arrebatamento, no Dia da Revelação, tudo será mudado sobre a terra. Será o fim da Grande Tribulação; o Anticristo e o Falso Profeta serão naquele dia
"...lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre"- Apocalipse 19:20.
Haverá, portanto, julgamento e condenação. Este julgamento é o que está previsto em Mateus 25:31-46. Este será o julgamento das nações vivas, para determinar aquelas que entrarão no milênio, e aquelas que desaparecerão da face da terra. Naquele dia não haverá ressurreição dos ímpios.
Os mortos ímpios só ressuscitarão e só serão julgados, depois do milênio, perante o trono branco - Apocalipse 20:5,11-15.
Portanto, não confunda o dia do arrebatamento da igreja, que acontecerá na primeira fase da segunda vinda de Jesus, com o Dia da Revelação do Senhor Jesus, que se dará na segunda fase de sua vinda. Haverá um período de sete anos separando estes dois acontecimentos.
Assim, visto algumas das diferenças entre o arrebatamento da igreja, que acontecerá, há qualquer momento, na primeira fase da segunda vinda de Jesus e o Dia da Revelação do Senhor que acontecerá sete anos depois do arrebatamento, na segunda fase da segunda vinda de Jesus; veremos, na sequência, o que irá acontecer nesse dia.
O Dia da Revelação ou a volta triunfal de Cristo
"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça"- Apocalipse 19:11.
É nesse dia, visto por João, que acontecerá a volta triunfal de Cristo, conhecida como o Dia da Revelação do Senhor Jesus Cristo. Ocorrerá na segunda fase da segunda vinda de Cristo.
Na sua primeira vinda ele veio humildemente, como homem, conforme escreveu Paulo –
"...não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens"( Filipenses 2:6-7).
Na sua segunda vinda ele não virá em fraqueza, muito menos na "forma de servo". Virá com toda força do seu poder. João o viu, simbolicamente, montado num "cavalo branco".
"Cavalo", na Bíblia, é símbolo de força, de poder. O "branco" fala de sua santidade, pureza, e justiça. O Senhor Jesus falou desse "Dia", e desse momento, e deixou claro que, desta vez, ele não viria em fraqueza –
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória"(Mateus 24:30).
Na sua primeira vinda à terra, ele veio para revelar aos homens o amor de Deus –
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito..."- João 3:16.
Porém, na sua segunda vinda ele virá para executar a justiça de Deus, conforme escreveu Judas –
"Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios..."( Judas, 14,15).
Na sua primeira vinda à terra, ele entrou em Jerusalém montado num jumentinho, cumprindo a profecia de Zacarias –
"...eis que o teu rei virá, justo e salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta"- ( Zacarias 9:9).
Os judeus se envergonharam dele e não receberam como "seu Rei"-
"Diziam, pois, os principais dos judeus a Pilatos: não escrevas, Rei dos Judeus, mas que ele disse: Sou Rei dos Judeus"(João 19:21).
Porém, na sua segunda vinda ele não virá "pobre e montado sobre um jumentinho", mas, à semelhança dos generais daquela época, João o viu vir montado num "cavalo branco" seguido dos "exércitos que há no céu em cavalos brancos" e "na veste e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores".
Nesse "Dia" nenhum judeu se envergonhará dele
"...e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimon no vale de Megido"( Zacarias:10-11).
Na sua primeira vinda, ele foi levado, como prisioneiro, à presença de dois governadores romanos e humilhado diante deles - Lucas 23:1-25.
Porém, na sua segunda vinda, será a sua vez de humilhar e esmagar os príncipes e os reis da terra, cumprindo-se as profecias do Salmo 2 –
"Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor... Aquele que habita nos céus se rirá e no seu furor os consumirá ... Tu os esmigalharás com uma vara de ferro, tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro...".
A pedra que "foi cortada sem mão" e o Dia da Revelação do Senhor
" Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçada o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra"(Daniel 2: 34-35).
A estátua vista, em sonhos, por Nabucodonosor, permanece em pé, e estará em pé até o Dia da Revelação do Senhor. A pedra que "foi cortada, sem mão", certamente que é uma figura do Senhor Jesus.
Ele se deslocará do céu à terra naquele dia, sobre o qual João declara –
"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça muitos diademas...".
No Dia da Revelação do Senhor, o Anticristo, pessoalmente, estará no comando de um gigantesco exército formado por cerca de duzentos milhões de soldados, não apenas das nações que comporão o novo Império Romano, mas, também, das demais nações da terra, conforme João declarou ter visto –
"E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército"(Apocalipse 19:19).
Será nesse confronto - conhecido como a Batalha do Armagedon - que a pedra que "foi cortada, sem mão" cairá sobre os pés da estátua, ou seja, sobre o sistema governamental corrupto que vem dominando a terra, desde Ninrode.
Será, pois, nesse dia, quando todos "os reis da terra" estarão aliados com o Anticristo - que a grande estátua virará pó.
A prisão do Anticristo e do falso profeta e a derrota dos exércitos das nações
"E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre"
"E os demais foram mortos com a espada que saia da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes"( Apocalipse 19:20-21).
O alvo visado pelo Anticristo, no comando deste gigantesco exército, será a cidade de Jerusalém. O Senhor Jesus chegará, exatamente quando a cidade já estiver sitiada, e sem qualquer esperança de livramento, humanamente falando. O profeta Zacarias descreve, profeticamente o que acontecerá no Dia da Revelação do Senhor, que ele chama de "naquele dia"- Zacarias 12, 13 e 14.
O Senhor Jesus é reconhecido e recebido, pelos judeus, como Seu Messias
Ele foi rejeitado pelos judeus, como Messias, em sua primeira vinda. Continuou rejeitado nestes dois mil anos. Porém, no Dia da Revelação Ele será recebido, pelos judeus com muitas lágrimas, como o Messias.
O Profeta Zacarias descreveu o encontro de Jesus com os judeus, dizendo –
"E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém; e sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplica; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém... E se alguém lhe disser: que feridas são essas na tuas mãos? Dirá ele: são as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos"( Zacarias 13:1-6).
Isto acontecerá naquele dia, no dia da volta triunfal de Jesus.
A libertação de Jerusalém descrito pelo Profeta Zacarias
"E o Senhor sairá e pelejará contra estas nações, como pelejou no dia da batalha. E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul... então, virá o Senhor. E acontecerá naquele dia, que não haverá preciosa luz, nem espessa escuridão. Mas será um dia conhecido do Senhor, nem dia nem noite será; e acontecerá que no tempo da tarde, haverá luz. Naquele dia, também acontecerá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas até ao mar ocidental; no estio e no inverno, sucederá isso. E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o Senhor, e um será o seu nome"- Zacarias 14:3-9.
Assim, o profeta Zacarias, cerca de 520 anos antes de Cristo, falou do Dia da Revelação do Senhor, e do Milênio.
Considerações finais
A Batalha do Armagedon será, pois, o grande acontecimento do Dia da Revelação do Senhor.
No seu final, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados vivos "no ardente lago de fogo e enxofre". Seu gigantesco exército, será inteiramente dizimado.
Na sequência, na visão do Rei Nabucodonosor, "a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra"- Daniel 2:35.
Isto fala da implantação do milênio, ou do Governo de Cristo sobre toda a terra, por mil anos.

28 de junho de 2010

Não se deixe enganar

E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Diz-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Por que muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo e enganarão a muitos (Mt. 24:3-5).

Estamos vivendo uma época de grandes transformações e não pouca confusão no cenário ético, político, moral e social. Nosso tempo está caracterizado pelos grandes conflitos ideológicos na quebra de conceitos e princípios fundamentais da dignidade humana. As transformações chegam com a velocidade da luz, invadindo a nossa imaginação; as inovações tecnológicas são cada vez mais surpreendentes. Quando estamos começando a nos acostumar com o MP3, eis que chega o MP4! O aparelho de celular que mal falava na década passada, agora se transformou em câmera digital, Palmtop e outras parafernálias a mais. É possível visualizar o mundo na tela do computador, e a comunicação em tempo real com quem está do outro lado do planeta já não é mais coisa de ficção científica. Nossa civilização nunca experimentou tamanho progresso como agora. Os conhecimentos se acumulam e as experiências vão se tornando degraus que sobem cada vez mais alto, rumo ao futuro. Quanta euforia! Viva o desenvolvimento e a capacitação intelectual do ser humano! Mas nem tudo são flores.

Apesar do otimismo, do desenvolvimento tecnológico e da euforia provocada pelo avanço, alguns aspectos fundamentais da humanidade sofreram regressão. O homem moderno pode chegar à Lua, deixar lá suas pegadas, mas não consegue resolver seus conflitos pessoais. É um impotente diante dos desafios que assolam a alma. Muitos vultos históricos da humanidade têm sido verdadeiros gigantes na política, nos negócios, mas têm sido anões morais na intimidade. Para comprovar isso, basta lembrar daquele ex-presidente americano que ficou famoso pelo envolvimento sexual com a secretária, lembra? Um caso extraconjugal que abalou os pilares da Casa Branca. Um dos homens mais poderosos e admirados no cenário mundial, estampado como adúltero!

Alguns políticos tupiniquins também não ficam atrás. Grande parte daqueles que são pagos com dinheiro público para advogar pela dignidade do povo, não possuem a dignidade própria. Ostentam a máscara da piedade, escondendo a face embrutecida da corrupção. A sigla que mais se ouve no cenário político nacional é CPI. A maioria delas com nomes engraçados, do tipo: “CPI do Mensalão” ou coisa do gênero. Tudo parece uma grande piada, se não fosse trágico.

No campo da ética, nosso povo regrediu a um nível que beira ao zero. Ser honesto transformou-se em motivo de zombaria. Uns poucos corajosos que possuem o caráter brilhante de encontrar uma carteira com dólares (muitos dólares) e a devolvem ao legítimo dono, são tachados de idiotas. Acabam sendo discriminados por serem honestos. Que ironia! Dizer a verdade, passou a ser sinônimo de fraqueza e o “levar vantagem em tudo”, a chamada “lei do Gérson”, não é mais só a lei  do Gérson, mas é do João, da Maria, do Fulano e da Fulana.

Os valores estão sendo mudados, os conceitos abandonados enquanto o homem se torna cada vez mais rude, brutal e frio.

E o que dizer do campo espiritual? É justamente aí que as coisas estão complicadas de verdade. O ser humano tem vencido a batalha do saber, do produzir, do edificar, mas por outro lado tem perdido a guerra na alma. Tem decolado no conhecimento científico e tecnológico, mas continua atolado na lama da ignorância espiritual. Satanás inverteu os conceitos para que o homem de hoje esteja cada vez mais confuso e sem rumo. Embora o homem moderno saiba que precisa de algo que preencha seu vazio e satisfaça seus anseios, Satanás insinua que o que ele precisa, na verdade, são as altas posições, o status, a fortuna e a fama. Ledo engano! A procura do homem segue por caminhos sinuosos e decepcionantes, cheios de frustrações em cada esquina. A angústia invade a alma de muitos, levando-os ao submundo das drogas, do alcoolismo e até ao suicídio. Talvez tenhamos aqui a resposta ao fato de termos tantos jovens instruídos, nascidos de famílias ricas, mas que encabeçam a lista dos crimes mais cruéis e brutais que volta e meia aparecem na mídia.

A Palavra de Deus tem respostas para todas as indagações e aponta a solução para a maior necessidade do homem. Quer sejam ricos ou pobres, cultos ou indoutos, novos ou velhos, a Bíblia apresenta a solução para todos, sem distinção. O tema das Escrituras é uma pessoa,  a pessoa de Jesus, o Filho de Deus que veio ao mundo e tornou-se homem (I Tm. 3:16; Jo. 1:14). Sendo Ele o único capaz de mudar a história de alguém, não é de admirar que Satanás tenha procurado cegar a humanidade com suas mentiras, levando o homem a duvidar da veracidade da Bíblia. Não se sabe quantos “evangelhos” ainda serão encontrados e dados ao público. Já somam à grande coleção “o evangelho de Tomé” e “o evangelho de Judas” (quem diria!). Cada um mais fantasioso que o outro. Estórias mirabolantes estão sendo recontadas acerca do Nosso Senhor. Estamos em plena era do descrédito da autêntica e genuína Palavra de Deus.

No início, contra a Igreja Primitiva, o inimigo investiu abertamente contra os discípulos de Jesus. Muitos foram torturados, mortos numa perseguição implacável desencadeada pelo Império Romano, o instrumento eficiente de Satanás. Com o passar dos anos as perseguições ficaram ainda mais acirradas. É impossível calcular o número dos fiéis que foram queimados vivos, nas fogueiras que iluminavam as praças sombrias do paganismo, outros jogados às feras no imponente coliseu romano (que permanece em pé até hoje).

Hoje, não se têm notícias, pelo menos diretamente, de crentes que foram queimados vivos ou jogados aos leões, embora seja evidente a triste realidade que ainda há países onde a igreja é perseguida. A tática destruidora de Satanás hoje é mais sutil, cruelmente disfarçada. Fazendo valer aquela velha frase: “se não posso vencer o inimigo; alio-me a ele”. A arma mais eficiente do diabo nos últimos tempos chama-se engano, que já ultrapassou até mesmo as fronteiras da Igreja de Cristo.

Em Mateus 24:4-8, nosso Senhor advertiu a seus discípulos quanto aos acontecimentos catastróficos do tempo do fim. Jesus enumera muitos perigos assustadores. Mas um perigo em especial, chama-nos à atenção: “Vede que ninguém vos engane...” diz o Senhor. O engano é perigoso, pois ele sempre será sutil. O grande perigo que ronda à Igreja de Cristo não é o Islamismo, Hinduísmo, Budismo ou qualquer outro “ismo” que tenha por aí. Esses nós já sabemos que são advindos de Satanás, e como crentes, imediatamente, rechaçamos suas doutrinas maléficas. O grande perigo ameaçador está dentro da própria igreja. Não se assuste, ele está lá! O evangelho adulterado, que não é o Evangelho de Cristo (Rm. 1:16; Gl. 1:8-9), este é o maior perigo do nosso tempo. Ele convive paralelo ao Evangelho restaurador, mas seu objetivo é manter multidões tão ocupadas e satisfeitas consigo mesmas, que não valorizam o sacrifício expiador de Cristo.
Nesse evangelho falsificado, mascarado pela mentira, não se ouve falar sobre pecado, salvação, perdão, arrependimento. As palavras preferidas nesse evangelho de meia tigela são “fogueira santa”, “corredor das bênçãos”, “cantinho dos milagres”, “culto da prosperidade” e até mesmo, pasmem, “sal grosso”.

A chamada “indústria da fé” com as suas multinacionais estão avançando assustadoramente. As igrejas do “sucesso absoluto” estão por toda parte usando o sagrado nome de Deus, assim como fez a Igreja Católica Apostólica Romana na Idade Média, que ludibriou milhões de miseráveis, roubando-lhes o pouco que tinham em troca de indulgências (perdão dos pecados). Hoje, o comércio inescrupuloso da fé é mais sofisticado. Vai da “rosa vermelha”, passando pelo “óleo ungido” até chegar na “água do Rio Jordão”. Quanta imaginação! O engano doutrinário é como uma erva daninha que cresce no trigal de Deus. Hoje, estamos no tempo do “parece mas não é” (Mt. 13:24-29).

Se somos cristãos autênticos, então é hora para vivermos e assumirmos o que somos. Não há tempo para brincadeiras de “igrejinha”. Estamos em meio à uma guerra travada. É hora de cessarmos com as “picuinhas domésticas” que muitas vezes criamos por falta do que fazer, e partirmos decisivamente para a luta.

Há muito por fazer enquanto o Senhor não vem.

Os judeus serão salvos?

Sim! Não só serão salvos no futuro, como também podem sê-lo no presente. Entretanto esta última situação tem sido mais difícil devido o endurecimento natural que existe por sua incredulidade. Devemos entender que Deus tem um relacionamento especial com este povo (assim como tem com a sua Igreja que é diferente de Israel), pois por Sua misericórdia o elegeu e separou dentre todos os povos para ser o Seu povo. Esta é a tônica do livro de Gênesis e a proposição da promessa abraâmica (Gn 12:1-3). A promessa de Deus à Abraão possui um aspecto territorial e étnico (nação – Gn 12:2) e foi estabelecida de forma incondicional e eterna (Gn 17:7-8), sendo confirmada aos seus herdeiros Isaque (Gn 26:3,4), Jacó (Gn 28:13,14) e ampliada à Davi (1º Sm 7:12-16). Portanto o Senhor tem um compromisso de fidelidade para com este povo. Contudo o povo rebelou-se contra o Senhor (cf. Jr 8:4-8) e foi, por isso, exilado. Mas, antes de cumprir o Seu juízo, o Senhor trouxe uma esperança sobre um “remanescente” (cf. Is 4:2-6; 6:13) e uma “nova aliança” (cf. Jr 31:33-34), na qual afirma: “todos me conhecerão”. De fato, o Messias, o Senhor Jesus Cristo, veio e os judeus não o reconheceram (cf. Jo 1:11). Paulo afirmou esta mesma verdade na sua epístola aos Romanos (cf. Rm 10:16-21). Em virtude da rejeição de Jesus como Messias, pensa-se que os judeus foram rejeitados, ou seja, perderam a oportunidade de serem salvos. Se esta for uma concepção correta, o que dizer das promessas de caráter eterno de que eles são povo e nação exclusiva de Deus? (Lembre-se de que Israel não é a mesma coisa que Igreja!). Paulo explica esta situação no capítulo onze de Romanos. Observe os seguintes versos: “Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu” (v. 2a); “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (v. 5). Paulo argumenta ainda que a rejeição deles pelo Messias trouxe-nos um grande benefício, visto que fomos alcançados pela graça, apesar desta verdade já estar incluído na promessa abraâmica. Observe o que diz o verso 11: “Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes”. Este endurecimento, ou seja a rejeição de Israel em reconhecer Jesus como Messias, não é final, mas até ao momento quando completar “a plenitude dos gentios” (cf. Rm 11:25). Neste momento, o Senhor retornará a sua lida com o Seu povo segundo a declaração do apóstolo (Rm 11:26-29): “E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. Este é um assunto por demais extenso, mas espero ter sido claro e sintético na exposição.